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Ele passou de office boy a dono de uma empresa de R$ 150 milhões no setor de energia renovável

Fonte: revistakdea360.com.br | Data: 01/09/2026 00:39:55

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Ele passou de office boy a dono de uma empresa de R$ 150 milhões no setor de energia renovável 

Emiliano Gazquez é fundador da Gazquez Painéis Elétricos | Foto: Divulgação

Aos 16 anos, o empreendedor Emiliano Gazquez não imaginava o quão alto chegaria. Ele trabalhava como office boy em uma empresa que manutenção de disjuntores de alta tensão, um cargo que, aparentemente, estava distante do mundo dos negócios, mas que acabou sendo o primeiro passo de uma trajetória que décadas depois o levaria a comandar uma das principais empresas brasileiras de fabricação de subestações de energia.

Depois de um ano naquela função, identificou uma oportunidade dentro da própria empresa: uma vaga na área técnica. Para se preparar, ingressou em um colégio também técnico, conciliando a formação com a prática. Durante os dez anos seguintes, atuou como técnico de campo em subestações de energia, começou como aprendiz e chegou à gestão da operação da unidade em que trabalhava.

A aproximação com a área comercial veio quando surgiu a oportunidade de trabalhar como orçamentista, dando suporte aos vendedores da divisão técnica. Mais próximo dos clientes, Gazquez passou a identificar demandas ainda pouco atendidas pelo mercado. “Eu sempre tive uma certa queda para as vendas e para a modelagem de negócios. Eu conseguia descrever, desenhar um negócio com muita facilidade”, conta.

Em 2008, decidiu transformar essa percepção em negócio e fundou a Gazquez Painéis Elétricos. A operação começou em um galpão de aproximadamente 400 metros quadrados, enquanto ele ainda mantinha sua atividade profissional, em um modelo acordado com os diretores da companhia onde trabalhava.

Dois anos depois, diante de oportunidades que exigiam capital para serem aproveitadas, Gazquez buscou investimento. O presidente da empresa em que trabalhava reconheceu o potencial do negócio e envolveu o próprio filho, que se tornou o primeiro investidor da Gazquez. O aporte permitiu estruturar o capital de giro, comprar estoques, contratar engenheiros e formar a equipe técnica. A partir daí, o negócio ganhou escala.

De R$ 20 milhões a R$ 150 milhões

O crescimento acelerou entre 2019 e 2025, impulsionado pela expansão da geração solar fotovoltaica e pelo aquecimento da cadeia de infraestrutura elétrica. Em seis anos, o faturamento passou de cerca de R$ 20 milhões para R$ 150 milhões. Nos últimos três anos, foram R$ 144 milhões em 2023, R$ 148 milhões em 2024 e R$ 150 milhões em 2025.

Hoje, a Gazquez tem 152 colaboradores, distribuídos em três unidades fabris, em Mairiporã e na região de Atibaia, em São Paulo, e integra um grupo formado por oito CNPJs. Segundo o fundador, a empresa possui o maior parque de fabricação de subestações de energia do país.

A companhia também investe em produtividade. Em 2025, colocou em operação uma máquina 100% robotizada para a fabricação de painéis elétricos, adquirida na região de Turim, na Itália. Segundo o empreendedor, é a primeira linha desse nível de automação instalada no Brasil e na América do Sul. Com o equipamento, um processo que levava cerca de nove horas passou a ser realizado em aproximadamente 90 minutos.

A expansão das fontes renováveis trouxe novas oportunidades para a empresa. Para o empresário, o avanço da energia solar, dos veículos elétricos e dos eletropostos depende também da ampliação da infraestrutura capaz de transportar e distribuir eletricidade.

“Para ter abastecimento tem que ter infraestrutura. Para ter infraestrutura precisa ter subestação de energia, que é o que eu fabrico”, explica.

Agora, a Gazquez se prepara para outro movimento do setor: o avanço dos sistemas de armazenamento de energia por baterias. A tecnologia permite guardar eletricidade em momentos de menor custo e utilizá-la posteriormente, criando aplicações para indústrias, empresas e também para o agronegócio.

A aposta acompanha uma característica que Gazquez carrega desde o início da carreira: observar as necessidades do mercado e transformar oportunidades em negócios. O office boy que começou a trabalhar aos 16 anos hoje lidera uma empresa de R$ 150 milhões de faturamento e 152 funcionários, posicionada em uma cadeia essencial para a transformação do setor elétrico brasileiro.

Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a):
PEDRO GABRIEL SENGER BRAGA
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