Candidatos em Goiás já receberam R$ 65 milhões para as eleições de 2026
Fonte: podergoias.com.br | Data: 01/09/2026 11:32:13
As campanhas para governador, senador, deputado federal e deputado estadual em Goiás já receberam R$ 65 milhões para as eleições de 2026. Os dados, consultados nesta segunda-feira (31) no portal de dados abertos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mostram que a maior parte dos recursos veio dos partidos políticos e que Wilder Morais (PL) concentra, individualmente, o maior valor registrado até o momento. O montante ainda pode aumentar. Os candidatos continuam autorizados a arrecadar recursos e as informações são atualizadas conforme as campanhas apresentam os relatórios financeiros à Justiça Eleitoral.
A prestação de contas definitiva ocorre depois da eleição. Dos R$ 65 milhões registrados até agora, R$ 56 milhões correspondem a transferências feitas pelos partidos. As doações de pessoas físicas somam R$ 4,8 milhões, enquanto os recursos próprios dos candidatos chegam a R$ 3,3 milhões. Outros R$ 232 mil vieram de financiamento coletivo e R$ 150 mil foram repassados por outros candidatos. Na disputa pelo Governo de Goiás, Wilder aparece com a maior receita. O candidato do PL recebeu R$ 11,05 milhões, dos quais R$ 11 milhões foram transferidos pela direção nacional da legenda e R$ 50 mil pelo diretório estadual.
O valor coloca Wilder próximo do limite de despesas permitido para candidatos ao governo no primeiro turno, fixado em R$ 11,5 milhões. Caso avance ao segundo turno, poderá gastar outros R$ 5,7 milhões. Marconi Perillo (PSDB) aparece depois de Wilder entre os candidatos ao Palácio das Esmeraldas, com aproximadamente R$ 5 milhões. O montante foi transferido pela direção nacional do PSDB, além de R$ 90,38 registrados por meio de financiamento coletivo.
Luis Cesar Bueno (PT) recebeu R$ 3,4 milhões da direção nacional do partido e acrescentou R$ 2 mil de recursos próprios à campanha. Segundo o candidato, o repasse do PT corresponde a uma “cota única”, e a intenção é buscar novas contribuições de pessoas físicas. Luis Cesar afirmou que os recursos são destinados, entre outras despesas, à instalação de comitês nas principais cidades goianas, produção de material eleitoral e contratação de profissionais para a campanha.
Gayer aposta em doações
Na análise dos recursos próprios destinados às campanhas, o deputado federal e candidato ao Senado Gustavo Gayer (PL) aparece com R$ 133,9 mil. O dinheiro, porém, não foi colocado pelo próprio candidato, mas por seus suplentes. Leonardo Rizzo destinou R$ 130,1 mil à campanha, enquanto Emerson Lima repassou R$ 3,8 mil. Os dois também são filiados ao PL. Gayer afirma que não pretende utilizar recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha e que a estratégia será captar dinheiro “de quem acredita no projeto”. Rizzo declarou que o repasse respeita os limites previstos na legislação eleitoral. Segundo ele, a campanha já arrecadou R$ 793 mil provenientes de diferentes pessoas físicas e pretende ampliar a captação até o limite permitido para a candidatura.
Candidatos à Alego
Entre os maiores aportes de recursos próprios aparecem quatro candidatos à Assembleia Legislativa de Goiás (Alego): Fábio Fayad (PSDB), Gustavo Sebba (PSDB), Cabo Senna (Mobiliza) e Rubens Marques (PSB). Cada um destinou R$ 127 mil à própria campanha. O valor corresponde ao limite permitido para recursos próprios nesse caso, equivalente a 10% do teto de despesas estabelecido para candidaturas a deputado estadual. Fayad afirmou que decidiu fazer o aporte para viabilizar o início da campanha. “Acredito na minha candidatura e porque a campanha precisava começar”, disse.
O candidato afirmou que percorre municípios goianos e considera natural “assumir pessoalmente parte desse esforço”. Ele também espera receber recursos partidários, cuja distribuição depende da direção da legenda. Cabo Senna, vereador por Goiânia e candidato a deputado estadual, afirmou que pretende financiar a campanha com dinheiro próprio e contribuições de apoiadores. “Não vou trabalhar com dinheiro de fundo partidário”, declarou. Além dos R$ 127 mil, ele recebeu R$ 25 mil de quatro pessoas físicas. Rubens Marques, que busca a reeleição, também destinou o valor máximo permitido de recursos próprios. O candidato espera receber verba partidária e avalia abrir uma conta para captar contribuições de pessoas físicas.
Candidatos devem informar recursos ao TSE
A legislação eleitoral determina que os candidatos comuniquem à Justiça Eleitoral o recebimento de recursos por meio de relatórios financeiros apresentados em até 72 horas após cada entrada. A prestação de contas parcial deverá ser entregue entre 9 e 13 de setembro. Para candidatos e partidos que participarem apenas do primeiro turno, os dados consolidados deverão ser apresentados entre 5 de outubro e 3 de novembro. No caso daqueles que disputarem o segundo turno, o prazo final ficará entre 26 de outubro e 14 de novembro.
O limite de despesas para uma candidatura ao Governo de Goiás é de R$ 11,5 milhões no primeiro turno, com acréscimo de R$ 5,7 milhões para quem chegar à segunda etapa da disputa. Para o Senado, o teto é de R$ 4,4 milhões. Candidatos a deputado federal podem gastar até R$ 3,1 milhões, enquanto os concorrentes à Assembleia Legislativa têm limite de aproximadamente R$ 1,2 milhão. Os candidatos podem financiar a própria campanha, mas o aporte fica limitado a 10% do teto de gastos correspondente ao cargo disputado. A legislação proíbe doações eleitorais feitas por pessoas jurídicas, fontes estrangeiras e concessionárias ou permissionárias de serviços públicos. Também não permite repasses por moedas virtuais, criptomoedas ou cartões pré-pagos.