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MP afasta vereador do Ceará em operação contra fraude em licitações

Fonte: revistaoeste.com | Data: 02/09/2026 13:38:07

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O presidente da Câmara Municipal de Juazeiro do Norte (CE), Felipe Vasques (PSB), foi afastado do cargo durante a Operação Aletheia do Ministério Público do Ceará, que investiga fraudes em contratos públicos que somam mais de R$ 43 milhões. A operação apura um esquema de direcionamento de licitações e desvio de recursos, com 15 mandados de busca e apreensão cumpridos.

O presidente da Câmara Municipal de Juazeiro do Norte (CE), Felipe Vasques (PSB), foi afastado do cargo nesta quarta-feira, 2, durante uma operação do Ministério Público do Ceará que investiga suspeitas de fraudes em contratos públicos que somam mais de R$ 43 milhões.

A Operação Aletheia apura um suposto esquema de direcionamento de licitações, fraude em contratações e desvio de recursos relacionados a obras e serviços de engenharia contratados pelo município.

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Vasques, que já estava licenciado do cargo para disputar uma vaga de deputado estadual, também foi proibido de manter contato com outros investigados e de frequentar determinados locais.

Ao todo, foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão em Juazeiro do Norte e Barbalha. A Justiça também autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, além do acesso a dados e dispositivos eletrônicos apreendidos.

Outros detalhes da investigação que envolve o vereador

homicídios dolosos na bahia - viatura de polícia
Em vídeo publicado nas redes sociais, Vasques classificou a operação como ‘perseguição política’ | Foto: Revista Oeste, a partir de imagem gerada pelo Gemini

Segundo a investigação, empresas formalmente distintas seriam controladas por um mesmo grupo. Pessoas ligadas ao principal investigado teriam ocupado posições estratégicas para direcionar contratos, manipular licitações e desviar recursos. O esquema também teria utilizado empresas de fachada e pessoas interpostas.

São investigadas suspeitas de fraude a licitações e contratações públicas, peculato e corrupção ativa e passiva. O procedimento tramita sob sigilo.

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Em vídeo publicado nas redes sociais, Vasques classificou a operação como “perseguição política” e afirmou não dever nada à Justiça. O vereador também disse considerar estranho o afastamento, já que estava licenciado para concorrer às eleições.

“Como é que estão pedindo afastamento? Se eu já estou de licença, exatamente para concorrer às eleições”, afirmou.