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Kombi completa 68 anos de produção nacional; relembre a trajetória do ícone da VW

Fonte: paraibabusiness.com.br | Data: 02/09/2026 13:57:48

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Fotografia em preto e branco da primeira Kombi produzida no Brasil, decorada com uma fita e uma bandeira sobre o para-brisa, exibindo a placa "00001" no evento de lançamento da fábrica de São Bernardo do Campo
A primeira Kombi produzida no Brasil, unidade nº 00001, saiu da linha de montagem em 2 de setembro de 1957

Há exatamente 68 anos, em 2 de setembro de 1957, a fábrica da Volkswagen em São Bernardo do Campo (SP) via sair da linha de montagem o primeiro modelo totalmente produzido pela marca no Brasil: a Kombi. O que começou como um veículo utilitário viraria, com o tempo, um dos maiores símbolos afetivos da história automotiva brasileira — presente em mudanças de família, feiras de bairro, viagens de praia e no imaginário popular do país.

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Antes da linha nacional, uma história que começou com peças importadas

A trajetória da Kombi no Brasil não começou exatamente em 1957. Entre 1953 e 1957, unidades foram montadas a partir de peças importadas no bairro do Ipiranga, em São Paulo — foram 552 unidades produzidas nesse período inicial. Só a partir de setembro de 1957 a produção nacional se consolidou de fato, já com metade dos componentes fabricados dentro do país. O nome “Kombi” vem da expressão alemã “Kombinationsfahrzeug”, que designa um veículo combinado para transporte de passageiros e carga — um conceito simples que sustentaria o sucesso comercial do modelo por mais de cinco décadas.

Da mecânica simples às versões que marcaram gerações

O primeiro motor da Kombi era um boxer refrigerado a ar, de 1.200 cm³ e 30 cv. Ao longo das décadas seguintes, a linha foi evoluindo: nos anos 1960, chegou a configuração de seis portas; em 1967, surgiu a versão picape, já com motor 1.500 cm³ e sistema elétrico de 12 volts. Em 1975, o motor passou a ser de 1.600 cm³ com 58 cv, ganhando mais força em 1978, quando chegou a 65 cv graças à dupla carburação. Os anos 1980 trouxeram versões a diesel e a opção por etanol, além de avanços em segurança que só chegariam em 1992, com freios a disco dianteiros e catalisador.

O fim da produção nacional, em 2013

Depois de mais de cinco décadas rodando as ruas brasileiras, a produção nacional da Kombi foi encerrada em agosto de 2013. O motivo foi a incompatibilidade do projeto original com equipamentos de segurança que se tornaram obrigatórios no país, como freios ABS e airbags duplos — itens que exigiriam uma reengenharia completa de um veículo pensado décadas antes. Para marcar a despedida, a Volkswagen lançou a série especial Kombi Last Edition, limitada a 1.200 unidades, que se tornaram objeto de desejo entre colecionadores.

Kombi clássica amarela e branca, restaurada, com bagageiro de teto e prancha de surfe, estacionada ao ar livre sob céu azul
Kombis restauradas como esta seguem sendo objeto de desejo entre colecionadores e apaixonados pelo modelo

A Kombi nunca deixou de existir — só mudou de endereço

Enquanto a produção brasileira parou, a linhagem da Kombi segue viva no exterior desde 1950, somando mais de 12,5 milhões de unidades produzidas ao longo da história, hoje já na sétima geração, conhecida como T7. No Brasil, o espírito do modelo ressurgiu de forma elétrica: desde 2022, a Volkswagen comercializa a minivan ID.Buzz, reinterpretação moderna e eletrificada do conceito original. No país, a versão elétrica chegou em lote limitado de 70 unidades por assinatura, ainda sem consolidação comercial mais ampla.

Quando a nostalgia e a tecnologia se encontraram

Em 2023, a conexão entre passado e futuro ganhou um capítulo emocional: para celebrar os 70 anos da marca no Brasil, a Volkswagen usou inteligência artificial para reconstruir digitalmente a voz e a imagem da cantora Elis Regina, falecida em 1982, dirigindo uma Kombi clássica ao lado da filha, Maria Rita, que aparecia ao volante de uma ID.Buzz. As duas cantavam juntas “Como Nossos Pais”, de Belchior, numa campanha que viralizou nas redes sociais e reacendeu o debate sobre o uso de inteligência artificial para recriar artistas que já se foram.

Kombi preta e branca com identificação "Polícia Civil" em circulação urbana, com policial no banco do carona
Além do uso familiar e comercial, a Kombi também integrou frotas de serviço público, como viaturas policiais, ao longo de décadas

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O Paraíba Business acompanha as tendências de eletrificação e inovação no setor automotivo brasileiro, incluindo os desdobramentos de modelos que carregam décadas de história e afeto entre os brasileiros.