Foto do perfil do autor - Lidia Gabriella

Florianópolis

Vacina de RNA mensageiro do Brasil: frascos de imunizante contra a Covid-19 são armazenados sobre uma superfície refrigerada, enquanto um profissional de saúde usa luvas para manuseá-los.Vacina de RNA mensageiro do Brasil desenvolvida pela Fiocruz recebeu autorização da Anvisa para iniciar estudos clínicosFoto: Fiocruz/Bernardo Portella/ND Mais

A vacina de RNA mensageiro do Brasil, desenvolvida pela Fiocruz recebeu autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para avançar aos estudos clínicos em humanos. O imunizante foi criado pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz) para combater a Covid-19 e será avaliado inicialmente como dose de reforço.

O recrutamento dos voluntários para a primeira fase dos testes está previsto para o primeiro trimestre de 2027, mas ainda depende da aprovação do estudo pelo Comitê de Ética em Pesquisa.

Quando começam os testes da vacina de RNA mensageiro do Brasil?

Os testes em humanos devem começar no primeiro trimestre de 2027, depois da aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa.

Receba no WhatsApp as principais notícias do dia em primeira mão Entre no grupo

Na Fase 1, os pesquisadores vão avaliar principalmente a segurança e a imunogenicidade da vacina, ou seja, a capacidade de provocar uma resposta do sistema imunológico. Os participantes serão acompanhados durante um ano.

Como funciona a vacina de RNA mensageiro?

Vacina de RNA mensageiro do Brasil: profissional de saúde com luva azul segura um frasco de vacina e uma seringa durante a preparação para aplicação do imunizante.Fiocruz desenvolve plataforma de RNA mensageiro para produção nacional de vacinas e terapiasFoto: Canva/ND Mais

De acordo com informações da Fiocruz, a tecnologia de RNA mensageiro utiliza instruções genéticas para orientar as células do organismo a produzir uma proteína do vírus. Com isso, o sistema imunológico é treinado para reconhecer essa estrutura e desenvolver uma resposta contra o agente infeccioso.

Uma das principais características da tecnologia é a possibilidade de adaptação. A plataforma pode ser mantida enquanto as instruções utilizadas pelo imunizante são modificadas para diferentes doenças.

Para a Fiocruz, essa flexibilidade pode acelerar o desenvolvimento de novos produtos e ampliar a capacidade de produção nacional.

Por que a Fiocruz começou pela Covid-19?

A escolha da Covid-19 como primeiro alvo está relacionada ao conhecimento acumulado durante a pandemia sobre a utilização do RNA mensageiro.

A Fiocruz já trabalha na expansão da plataforma para outros produtos. Entre as pesquisas em andamento estão estudos de vacinas contra leishmaniose e tuberculose, além da possibilidade de desenvolver terapias para doenças como o câncer.

Fiocruz recebeu investimento para desenvolver a plataforma

Vacina de RNA mensageiro do Brasil: frasco de vacina aparece ao lado de uma seringa descartável, em imagem ilustrativa sobre imunização.Vacina de RNA mensageiro do Brasil será testada inicialmente como dose de reforço contra a Covid-19Foto: Canva/ND Mais

O projeto de RNA mensageiro de Bio-Manguinhos/Fiocruz integra o PDCEIS (Programa para Ampliação e Modernização de Infraestrutura do Complexo Econômico-Industrial da Saúde).

De acordo com a Fiocruz, foram destinados R$ 77 milhões do Ministério da Saúde para a consolidação da plataforma, desenvolvimento de produtos de interesse do SUS, realização do estudo clínico e construção de capacidades produtivas e inovadoras.

A iniciativa também contou com financiamento e parcerias do BNDES e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

Lidia Gabriella

Lidia Gabriella Repórter

Lidia Gabriella é repórter do ND Mais, no Núcleo Nacional, e acompanha de perto as tendências digitais e os assuntos que mais repercutem no noticiário brasileiro e mundial. Curiosa e atenta aos temas que movimentam o país, escreve sobre comportamento, entretenimento, ciência, astrologia e assuntos que repercutem nas redes e no cotidiano dos leitores. É jornalista em formação pela UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e atua na área esde 2022. Tem experiência em portal de notícias e assessoria de comunicação no Ceart-Udesc. Participou de coberturas de Carnaval, Olimpíadas e das enchentes no Rio Grande do Sul. Também cobriu as Eleições 2024 pelo ND Mais, focada na produção de matérias factuais sobre o andamento do pleito em diversas cidades do Brasil.

O que você achou deste conteúdo?

Por favor, complete a verificação de segurança.