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Setembro Vermelho: o coração dos nossos animais também precisa de prevenção

Fonte: bebedouronews.com.br | Data: 03/09/2026 01:04:33

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Setembro Vermelho: o coração dos nossos animais também precisa de prevenção

Divulgação

Ele já não termina o passeio com a mesma disposição. Para no meio do caminho, respira mais rápido e parece querer voltar para casa.

A família atribui a mudança à idade.

Em outro lar, um gato que sempre dormiu no alto do armário começa a preferir lugares mais baixos. Continua comendo, usando a caixa de areia e aparentemente levando uma vida normal.

Também parece apenas estar envelhecendo.

Em uma terceira situação, nada mudou. O cão está alegre, alimenta-se normalmente e brinca todos os dias. Durante uma consulta de rotina, porém, a auscultação revela um sopro cardíaco que nunca havia sido percebido.

São histórias diferentes, mas que ilustram uma característica importante das doenças cardiovasculares em cães e gatos: o coração pode estar sofrendo muito antes de o responsável perceber que existe alguma coisa errada.

É justamente por isso que o Setembro Vermelho merece ir além de uma campanha ou de uma cor no calendário.

Para mim, como Médico-Veterinário, é uma oportunidade de falar sobre prevenção, envelhecimento, diagnóstico precoce e, principalmente, sobre a necessidade de conhecer cada animal antes que a doença comece a falar mais alto.

O coração também envelhece

O aumento da expectativa de vida dos animais de companhia trouxe uma conquista extraordinária, mas também colocou diante da Medicina Veterinária uma realidade cada vez mais frequente: estamos acompanhando cães e gatos por períodos muito maiores de suas vidas.

Com isso, doenças relacionadas ao envelhecimento ganham importância.

O sistema cardiovascular não é exceção.

Em cães, uma das doenças cardíacas adquiridas mais relevantes é a doença mixomatosa da valva mitral, também conhecida como doença degenerativa da valva mitral. Sua importância é tamanha que existe um consenso específico do American College of Veterinary Internal Medicine, ACVIM, para classificação, diagnóstico e tratamento da enfermidade.

O problema pode começar de maneira discreta.

A valva mitral, localizada entre o átrio e o ventrículo esquerdos, sofre alterações degenerativas. Com o tempo, deixa de fechar adequadamente e parte do sangue retorna na direção contrária durante a contração cardíaca.

É a chamada regurgitação mitral.

Inicialmente, o organismo consegue compensar essa alteração.

O animal pode correr.

Pode brincar.

Pode comer normalmente.

Pode parecer perfeitamente saudável.

Enquanto isso, seu coração começa a se adaptar a uma condição que, em determinados pacientes, poderá progredir ao longo dos anos.

Essa é uma das razões pelas quais considero perigosa a ideia de esperar o animal “mostrar que está doente” para investigar seu coração.

Quando os sintomas aparecem, a doença pode já ter percorrido uma longa trajetória.

Um sopro não é um diagnóstico

Existe também um equívoco bastante comum.

O Médico-Veterinário ausculta um sopro e imediatamente surge a frase:

“Ele é cardíaco.”

Não necessariamente.

O sopro é um achado do exame físico, não o nome de uma doença.

Ele representa um som produzido pela turbulência do fluxo sanguíneo e precisa ser interpretado em conjunto com idade, espécie, raça, histórico clínico, intensidade e localização do sopro, frequência e ritmo cardíacos e demais achados do exame.

O Manual MSD Veterinário destaca que a avaliação cardiovascular começa justamente pelo histórico e pelo exame físico, incluindo inspeção, auscultação e palpação. Alterações de frequência e ritmo cardíaco, entre outros achados, podem indicar a necessidade de investigação adicional.

Em determinados pacientes, essa investigação pode envolver eletrocardiograma, radiografias torácicas, mensuração da pressão arterial, exames laboratoriais, biomarcadores cardíacos e ecocardiograma.

Cada exame responde a uma pergunta diferente.

Por isso, não existe simplesmente um “exame do coração”.

Existe uma investigação cardiovascular construída a partir daquele paciente.

O ecocardiograma mudou nossa capacidade de enxergar a doença

Se a auscultação nos permite ouvir pistas, o ecocardiograma nos permite observar estrutura e função.

Podemos avaliar câmaras cardíacas, espessura das paredes, movimentação das valvas, dimensões atriais e ventriculares, contratilidade e características do fluxo sanguíneo, entre diversas outras informações.

Isso permite algo extremamente importante: identificar doença cardíaca antes da insuficiência cardíaca.

Os consensos atuais trabalham justamente com estágios.

No caso da doença mixomatosa da valva mitral em cães, existem animais predispostos sem doença estrutural identificável, animais que já apresentam alterações cardíacas mas ainda não possuem sinais clínicos, pacientes que desenvolveram insuficiência cardíaca e casos avançados ou refratários.

Essa classificação mudou nossa maneira de pensar.

Não esperamos necessariamente a doença produzir falta de ar para decidir o que fazer.

Procuramos descobrir em que momento da história daquele coração o paciente se encontra.

Nem todo paciente assintomático está no mesmo estágio

Essa talvez seja uma das mensagens mais importantes do Setembro Vermelho.

Dois cães podem apresentar sopro e nenhum sintoma aparente, mas possuir riscos completamente diferentes.

Um pode apresentar alteração valvar discreta, sem aumento significativo do coração.

Outro pode ter remodelamento cardíaco importante e estar mais próximo de desenvolver insuficiência cardíaca congestiva.

Externamente, ambos parecem bem.

Internamente, são pacientes diferentes.

É justamente por isso que diagnosticar precocemente não significa necessariamente medicar precocemente.

Significa classificar corretamente.

Em alguns estágios, o acompanhamento é a principal conduta. Em outros, existem evidências para intervenção antes do aparecimento da insuficiência cardíaca. O consenso do ACVIM para doença mixomatosa mitral contempla essas diferenças e reforça a importância do estadiamento.

Esse é um princípio que considero fundamental na Medicina Veterinária:

não devemos tratar apenas um exame. Tratamos um paciente dentro de determinado estágio de uma doença.

E os gatos? Neles, o silêncio pode ser ainda maior

Se existe uma espécie capaz de transformar doença em silêncio, é o gato.

Os felinos possuem extraordinária capacidade de esconder alterações.

E isso se torna particularmente importante quando falamos de cardiopatias.

As cardiomiopatias felinas formam um grupo heterogêneo de doenças do músculo cardíaco. Entre os fenótipos reconhecidos estão cardiomiopatia hipertrófica, restritiva, dilatada, arritmogênica e outros padrões.

A cardiomiopatia hipertrófica, HCM, merece atenção especial.

Nela, ocorre aumento da espessura do miocárdio ventricular, embora o diagnóstico exija excluir condições capazes de produzir um fenótipo semelhante, como hipertensão arterial sistêmica e hipertireoidismo. O consenso do ACVIM enfatiza justamente essa necessidade de investigar causas subjacentes diante de hipertrofia ventricular.

Mas existe algo que todo responsável por gatos deveria saber:

um gato pode possuir cardiomiopatia e parecer absolutamente normal.

Alguns permanecem assintomáticos durante longos períodos e podem ter expectativa de vida normal. Outros podem evoluir para insuficiência cardíaca congestiva, tromboembolismo arterial ou morte súbita.

Essa imprevisibilidade torna a avaliação individual particularmente importante.

Nem todo gato cardiopata tem sopro

Outro ponto que merece atenção.

É tentador imaginar que auscultar o coração seria suficiente para excluir doença cardíaca.

Nos gatos, não é.

O consenso do ACVIM reconhece justamente a dificuldade de identificar cardiomiopatia subclínica. A investigação cardíaca deve ser considerada diante de histórico ou exame físico suspeitos, incluindo sopro, ritmo de galope ou arritmia, além de situações nas quais o risco cardiovascular precisa ser conhecido antes de procedimentos como anestesia ou fluidoterapia. O ecocardiograma é considerado o exame clínico mais preciso para diagnosticar cardiomiopatia felina.

Portanto, ausência de um sopro evidente não funciona como garantia absoluta de que o coração está normal.

Essa informação é particularmente relevante em gatos pertencentes a grupos de maior risco ou antes de determinados procedimentos.

Quando a respiração conta uma história

Existe uma ferramenta extremamente simples que os responsáveis podem aprender a utilizar em casa:

observar a respiração enquanto o animal dorme ou está completamente relaxado.

Não estou falando de contar movimentos respiratórios logo depois de uma brincadeira, passeio, episódio de estresse ou exposição ao calor.

Estou falando de observar o animal dormindo tranquilamente.

Alterações persistentes da frequência respiratória em repouso podem ser importantes, especialmente em pacientes que já possuem doença cardíaca diagnosticada.

Mais importante do que decorar um único número é conhecer o padrão daquele animal e perceber mudanças consistentes.

Se um cão que normalmente dormia respirando calmamente começa progressivamente a apresentar respiração mais rápida, isso merece atenção.

No gato, vale a mesma lógica.

O responsável convive com o paciente todos os dias.

Ele possui informações que nenhum exame realizado durante alguns minutos dentro de uma consulta consegue substituir.

Tosse significa doença cardíaca?

Não necessariamente.

Essa associação é extremamente comum em cães.

O responsável percebe tosse e pensa imediatamente no coração.

Mas doenças respiratórias também provocam tosse, e são muito frequentes.

Colapso de traqueia, bronquite crônica, alterações de vias aéreas e diversas outras condições podem produzir sintomas semelhantes.

Além disso, doença cardíaca e respiratória podem coexistir no mesmo paciente, principalmente em animais idosos.

Portanto, tosse não deveria automaticamente gerar diagnóstico de cardiopatia.

Ela deveria gerar uma pergunta:

por que esse animal está tossindo?

O exame clínico e, quando indicados, exames complementares ajudam a responder.

Existem sinais que nunca deveriam ser atribuídos apenas à idade

Esse é um problema que encontro frequentemente na Medicina de animais idosos.

O cão começa a caminhar menos.

“É a idade.”

Passa a se cansar rapidamente.

“Está velhinho.”

Dorme mais.

“É normal.”

Não quer mais subir escadas.

“São os anos.”

Em muitos casos, realmente existem mudanças relacionadas ao envelhecimento. Mas envelhecer não é um diagnóstico.

Doença cardíaca, osteoartrite, doença respiratória, anemia, alterações endócrinas, doença renal, dor crônica e inúmeras outras condições podem se esconder atrás da expressão “é a idade”.

Por isso, eu gosto de fazer uma distinção:

envelhecer é esperado. Perder qualidade de vida progressivamente sem investigar a causa não deveria ser.

Os sinais que merecem atenção

Algumas mudanças justificam avaliação Médico-Veterinária, especialmente quando surgem ou pioram progressivamente:

  • redução da tolerância ao exercício;
  • cansaço mais rápido;
  • respiração acelerada em repouso;
  • dificuldade respiratória;
  • tosse persistente em cães;
  • episódios de fraqueza;
  • desmaios ou síncopes;
  • alteração importante da disposição;
  • distensão abdominal;
  • redução do apetite associada a alterações respiratórias;
  • inquietação para dormir ou dificuldade de encontrar posição confortável.

Nos gatos, acrescento atenção especial à respiração.

Gato respirando com a boca aberta, principalmente em repouso, deve ser levado a sério.

Também existe uma emergência particularmente dramática relacionada às cardiomiopatias felinas.

Quando o problema cardíaco chega às patas

Alguns gatos com cardiomiopatia podem desenvolver tromboembolismo arterial.

Um coágulo formado no coração pode migrar pela circulação e obstruir uma artéria, frequentemente comprometendo o fluxo sanguíneo para os membros posteriores.

O quadro pode surgir abruptamente.

O gato vocaliza de dor, apresenta paresia ou paralisia de um ou ambos os membros posteriores, extremidades frias e dificuldade ou incapacidade de caminhar.

É uma emergência.

O consenso internacional sobre cardiomiopatias felinas reconhece o tromboembolismo arterial como uma das complicações potencialmente fatais dessas doenças.

É uma das situações que melhor demonstra como uma doença silenciosa pode, eventualmente, apresentar-se de maneira extremamente aguda.

Pressão arterial também é assunto do coração

Quando pensamos em saúde cardiovascular, não deveríamos olhar exclusivamente para o coração.

A pressão arterial faz parte dessa avaliação.

A hipertensão pode provocar lesões em órgãos como olhos, rins, cérebro e coração. Nos gatos, ganha importância especial em pacientes idosos e naqueles com doenças concomitantes, como doença renal crônica e hipertireoidismo.

Além disso, hipertensão sistêmica pode produzir hipertrofia ventricular e precisa ser considerada quando investigamos determinados fenótipos cardíacos felinos.

Isso reforça uma ideia que considero essencial:

o coração não funciona isoladamente.

Rins, sistema endócrino, vasos sanguíneos, pulmões, estado nutricional e pressão arterial fazem parte do mesmo organismo.

E a obesidade?

O excesso de peso também merece entrar nessa conversa.

Um animal obeso precisa movimentar uma massa corporal maior, pode apresentar menor tolerância ao exercício e frequentemente convive com alterações metabólicas, ortopédicas e respiratórias que interferem diretamente na sua capacidade funcional.

Isso não significa que todo animal obeso desenvolverá uma cardiopatia específica.

Significa que saúde cardiovascular não pode ser dissociada de peso adequado, composição corporal, atividade física compatível com idade e condição clínica, alimentação equilibrada e acompanhamento periódico.

A prevenção cardiovascular começa muito antes de aparecer um sopro.

O coração e os rins conversam o tempo todo

Esse aspecto ganha enorme importância nos pacientes geriátricos.

Doença cardíaca e doença renal podem coexistir.

Além disso, intervenções necessárias para controlar uma condição podem alterar parâmetros importantes para a outra.

É por isso que pacientes cardiopatas frequentemente precisam de acompanhamento de função renal e eletrólitos, especialmente quando recebem determinados medicamentos.

Mais uma vez, não tratamos um coração isolado.

Tratamos um organismo.

O eletrocardiograma e o ecocardiograma não são a mesma coisa

Outra dúvida frequente merece esclarecimento.

O eletrocardiograma avalia principalmente a atividade elétrica do coração e é especialmente importante na investigação de arritmias.

O ecocardiograma utiliza ultrassom para avaliar estrutura e função cardíacas.

Um não substitui automaticamente o outro.

Dependendo do paciente, também podemos precisar de radiografias torácicas, pressão arterial, exames laboratoriais, biomarcadores cardíacos ou monitorização eletrocardiográfica prolongada.

O Manual MSD Veterinário inclui justamente avaliação clínica, pressão arterial, exames sanguíneos, eletrocardiografia, radiografia e ecocardiografia entre as ferramentas utilizadas na investigação cardiovascular.

A pergunta correta não é “qual é o melhor exame?”

É:

qual pergunta clínica precisamos responder neste animal?

E antes de uma anestesia?

O risco cardiovascular também deve ser considerado antes de procedimentos anestésicos.

Isso não significa que todo cão ou gato precise realizar uma bateria idêntica de exames antes de qualquer anestesia.

A avaliação deve ser individual.

Idade, espécie, raça, histórico, exame físico, presença de sopro ou arritmia, doenças concomitantes e tipo de procedimento ajudam a definir quais exames adicionais são necessários.

Em gatos com suspeita de cardiomiopatia, por exemplo, o consenso do ACVIM destaca a importância de avaliação cardíaca em indivíduos considerados de maior risco antes de intervenções como anestesia ou administração de fluidos intravenosos.

Personalizar risco é muito diferente de simplesmente criar protocolos iguais para todos.

A consulta domiciliar também pode revelar sinais importantes

Existe uma vantagem interessante em avaliar determinados animais dentro do próprio ambiente.

Em casa, consigo conversar com a família sobre coisas extremamente concretas.

Onde ele dorme?

Quantas vezes interrompe o passeio?

Ele ainda sobe naquele sofá?

Começou a evitar escadas?

Como está respirando quando dorme?

Mudou o lugar onde costuma descansar?

A tosse aparece de madrugada?

Houve algum episódio em que pareceu perder a força?

Essas informações ajudam a construir a história clínica.

E, principalmente nos animais idosos, pequenas mudanças ambientais e comportamentais podem ter enorme significado.

A tecnologia é fundamental.

Mas a Medicina começa observando o paciente.

Não existe “remédio para o coração” universal

Talvez uma das mensagens mais importantes desta matéria seja justamente esta.

Cardiopatia não é uma doença única.

Existem doenças valvares, cardiomiopatias, arritmias, doenças congênitas, hipertensão pulmonar, doenças pericárdicas e diversas outras alterações cardiovasculares.

Mesmo dentro de uma única doença, o tratamento depende do estágio.

Um cão com doença mitral inicial pode ter uma conduta completamente diferente de outro com a mesma doença em estágio avançado.

Um gato com cardiomiopatia subclínica de baixo risco pode não receber a mesma estratégia de um gato com aumento atrial importante e maior risco de tromboembolismo.

O consenso felino, por exemplo, divide pacientes subclínicos em categorias de menor e maior risco e destaca o tamanho atrial como um importante marcador prognóstico.

Por isso, medicamentos cardíacos não deveriam ser utilizados apenas porque outro animal “tinha o mesmo problema”.

Setembro Vermelho não deveria terminar em setembro

Campanhas de conscientização são importantes porque direcionam nossa atenção.

Mas o coração do animal não conhece calendário.

A prevenção cardiovascular precisa acontecer durante o ano inteiro.

Isso significa acompanhar animais predispostos, valorizar auscultação e exame físico, controlar peso, investigar alterações respiratórias, monitorar pacientes idosos, reconhecer fatores de risco e utilizar exames complementares quando houver indicação.

Principalmente, significa abandonar uma ideia antiga:

a de que precisamos esperar o animal adoecer para procurar doença.

Essa lógica funciona muito mal quando lidamos com condições silenciosas.

O melhor momento pode ser quando aparentemente não existe nada errado

Essa é a mensagem que eu gostaria que permanecesse depois do Setembro Vermelho.

Muitas vezes, a consulta mais importante não acontece quando o cão está com falta de ar.

Não acontece quando o gato apresenta tromboembolismo.

Não acontece depois de uma síncope.

Pode acontecer meses ou anos antes.

Durante uma consulta aparentemente comum.

Quando auscultamos um sopro.

Quando percebemos uma arritmia.

Quando medimos uma pressão alterada.

Quando uma família comenta casualmente que o cachorro está parando mais durante os passeios.

Quando descobrimos que aquele gato que “apenas ficou mais tranquilo” deixou de subir nos móveis.

A Medicina preventiva vive nesses detalhes.

Como Médico-Veterinário, acredito que acompanhar o envelhecimento de um animal significa aprender a reconhecer essas pequenas mudanças antes que elas se transformem em grandes limitações.

Porque o objetivo da Cardiologia Veterinária não deveria ser apenas fazer um coração continuar batendo.

É permitir que aquele coração continue sustentando uma vida que ainda vale a pena ser vivida, com conforto, movimento, interação, autonomia e vínculo com sua família.

No Setembro Vermelho, portanto, o convite não é apenas para olhar para o coração.

É para olhar para o animal inteiro.

E, sempre que possível, fazer isso antes que ele precise nos mostrar que está doente.

Dr. Marcelo Müller
Instagram: @marcelomullervet
Site: marcelomullervet.com.br
Bio: marcelomullervet.my.canva.site/

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TALITA STELA WODTKE MüLLER
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