Seis chapas disputam eleição suplementar para prefeito de Itaguaí | Rio de Janeiro | O Dia
Fonte: odia.ig.com.br | Data: 04/09/2026 11:41:09
Rio – Seis chapas vão disputar a eleição suplementar para prefeito e vice-prefeito de Itaguaí, na Região Metropolitana do Rio, marcada para o dia 25 de outubro. O prazo para o registro das candidaturas terminou em 25 de agosto, na 105ª Zona Eleitoral, e a propaganda eleitoral começou na última quarta-feira (26).
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Concorrem ao cargo de prefeito Alexandre Valle (PL), que tem Adiel dos Santos (PL) como vice; Haroldo Rodrigues Jesus Neto, o Haroldinho Jesus (PDT), com Fabiano José Nunes, o Fabinho Taciano (PP); e Hélio Cristóvão de Carvalho da Silva, o Dr. Helinho (PRD), que tem como vice Francisco de Assis Fidelis Oliveira, o Chiquinho do Transporte (PRD).
Também estão na disputa Kelaine Goulart (Novo), com Beto do Posto (Novo); Luciano Mota (PT), que tem Dr. Paulo Wesley (PT) como vice; e Marcelo Cunha (Democrata), com Dany Van Tol (Democrata).
Os pedidos de registro ainda serão analisados pela Justiça Eleitoral. Conforme o calendário estabelecido pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), as candidaturas deverão ser julgadas pelo Juízo da 105ª Zona Eleitoral até 28 de setembro.
Informações sobre os candidatos, incluindo patrimônio declarado e propostas de governo, podem ser consultadas no sistema DivulgaCandContas, disponibilizado pela Justiça Eleitoral.
A nova eleição foi convocada após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manter o indeferimento do registro de candidatura de Rubem Vieira de Souza, o Dr. Rubão, que havia sido o candidato mais votado na eleição municipal de 2024. A Corte entendeu que a candidatura configuraria um terceiro mandato consecutivo no comando da Prefeitura de Itaguaí, situação proibida pela Constituição Federal.
A discussão teve origem em 2020, quando Rubão, então presidente da Câmara Municipal, assumiu interinamente a Prefeitura de Itaguaí em julho daquele ano. Ele chegou ao cargo após o afastamento do prefeito e do vice-prefeito e permaneceu à frente do Executivo até o fim daquela legislatura.
Ainda em 2020, Rubão foi eleito prefeito. Quatro anos depois, tentou concorrer novamente ao cargo, mas o registro de sua candidatura foi questionado pela Justiça Eleitoral. O Juízo da 105ª Zona Eleitoral, o TRE-RJ e, posteriormente, o TSE consideraram que uma nova eleição resultaria em um terceiro mandato consecutivo.
Mesmo com o registro indeferido, o político participou das eleições de 2024 sub judice, enquanto aguardava uma decisão definitiva do TSE.
A Constituição Federal determina que chefes do Poder Executivo, assim como aqueles que os tenham sucedido ou substituído durante os mandatos, podem ser reeleitos apenas para um período subsequente.
Mesmo tendo recebido a maior votação em 2024, Rubão não assumiu o cargo em 1º de janeiro de 2025. O político recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) e obteve uma decisão liminar que permitiu sua diplomação e posse, realizadas em junho daquele ano.
A medida, porém, tinha caráter provisório. Em novembro de 2025, a decisão que havia autorizado a posse foi revogada, e Rubão deixou o cargo.