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Campanha de Lula pede fim do sigilo de inquérito sobre filme Dark Horse

Fonte: brasil247.com | Data: 04/09/2026 21:02:45

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247 – A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para obter acesso aos documentos da investigação sobre o financiamento de Dark Horse, produção que retrata a trajetória de Jair Bolsonaro (PL). Segundo o SBT News, os advogados também querem que a exploração comercial do filme fique condicionada à comprovação da origem dos recursos empregados no projeto.

O caso tramita sob sigilo e é relatado pelo ministro Flávio Dino. A defesa da campanha, coordenada pelo advogado Angelo Ferraro, pretende analisar o material já reunido na investigação para cruzar movimentações financeiras e rastrear a origem e o destino do dinheiro destinado à produção.

Campanha quer rastrear caminho do dinheiro

No pedido encaminhado ao Supremo, os advogados buscam acesso aos documentos já obtidos na investigação para examinar o fluxo dos recursos utilizados em Dark Horse.

Uma das suspeitas mencionadas envolve a Entre Investimentos e Participações, empresa que teria intermediado recursos enviados ao fundo estadunidense Havengate para financiar a produção. A companhia é comandada pelo empresário Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”.

Freixo fechou acordo de delação premiada para explicar repasses milionários feitos pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para o filme, atendendo a um pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República. O empresário deverá prestar depoimento ao gabinete do ministro André Mendonça, do STF, na próxima terça-feira (8).

Petição cita empresas e suspeita sobre emendas

A investigação também reúne informações sobre empresas relacionadas a Karina Gama, dona da produtora Go Up Entertainment. Segundo a petição, empresas subcontratadas teriam relações com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Outro ponto citado pelos advogados é a suspeita de utilização de recursos provenientes de emendas parlamentares no financiamento de Dark Horse. O possível repasse também está sob investigação.

A campanha argumenta que a falta de transparência sobre a origem do dinheiro e a existência de valores que teriam permanecido ocultos indicam a necessidade de aprofundar as apurações.

“A recusa dos envolvidos em dar transparência aos recursos financeiros que abasteceram o filme e as revelações de que mais valores foram ocultados do público, das autoridades investigantes e até mesmo da própria ‘perícia’ contratada pela produtora Go Up evidenciam que há muito a ser investigado”, afirmam os advogados no pedido.

Campanha faz pedido envolvendo a Ancine

Além do fim do sigilo, a defesa pede que a Agência Nacional do Cinema (Ancine) somente conceda o Certificado de Registro de Título, necessário para a exploração comercial de Dark Horse, depois que a produtora comprovar a origem, a regularidade e o destino dos recursos empregados na produção.

A preocupação manifestada pela campanha é que o filme seja liberado para exibição durante o período eleitoral antes que seu financiamento esteja totalmente esclarecido.

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