IBGE libera mapas-múndi com Brasil no centro no Dia da Independência
Fonte: brasil247.com | Data: 06/09/2026 15:41:18
247 – O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vai liberar, a partir deste domingo (7), o acesso à série inédita de mapas-múndi produzidos pelo órgão nos últimos três anos. A iniciativa integra as celebrações do Dia da Independência do Brasil e estará disponível por meio da Livraria do IBGE, no site loja.ibge.gov.br.
A série reúne mapas lançados em 2024, 2025 e 2026, todos marcados por uma proposta de revisão das representações cartográficas tradicionais. As peças colocam o Brasil no centro do mundo, valorizam o Hemisfério Sul e incorporam debates contemporâneos sobre geociências, biodiversidade e justiça na forma de representar o planeta.
O primeiro mapa da série foi lançado em 2024, durante a divulgação do G20 no Brasil. A publicação apresentou um mapa-múndi com o Brasil centralizado, rompendo com a representação mais comum, historicamente centrada na Europa. A proposta buscava evidenciar que a forma de desenhar o mundo envolve escolhas técnicas, políticas e culturais.
Em 2025, o IBGE lançou o segundo mapa, desta vez com o Hemisfério Sul no topo da imagem e o Brasil novamente no centro. A publicação integrou a divulgação dos BRICS no Brasil e inverteu a orientação cartográfica convencional, que posiciona o Norte na parte superior dos mapas.
O terceiro mapa, divulgado em 2026, recebeu o nome de “Riqueza de Espécies 2025”. A peça manteve o Brasil no centro e o Sul no topo, mas acrescentou uma camada temática voltada à biodiversidade global. O lançamento marcou o início das comemorações dos 90 anos do IBGE.
A iniciativa ganhou novo peso após a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovar, em setembro de 2026, uma resolução favorável ao uso da projeção Equal Earth. De acordo com o IBGE, a decisão reforçou internacionalmente experiências cartográficas semelhantes às que o instituto vem apresentando desde 2024.
O presidente do IBGE, Marcio Pochmann, afirmou que os mapas deixam claro que nenhuma representação do mundo é neutra. “Ao adotar a Equal Earth, centralizar o Brasil e experimentar a inversão da orientação convencional Norte–Sul, o Instituto passou a explicitar que toda representação cartográfica resulta de escolhas técnicas e convencionais”, disse.
A diretora de Geociências do IBGE, Maria do Carmo Bueno, também destacou a importância da atualização das práticas cartográficas diante de novas demandas sociais. “A adoção da projeção Equal Earth pela ONU reforça a posição da Diretoria de Geociências do IBGE de acompanhar de forma contínua as inovações cartográficas e de adotar representações do mundo que dialoguem com demandas sociais por mais equilíbrio e justiça na forma de mapear o nosso planeta”, afirmou.
O IBGE ressalta que foi o primeiro instituto do mundo a reunir estatística e geociências em uma mesma estrutura institucional. Desde 2024, o órgão tem usado os mapas-múndi para ampliar o debate público sobre cartografia na Era Digital e sobre o papel das representações geográficas na leitura das relações internacionais, da biodiversidade e do lugar do Brasil no mundo.
O acesso à série será feito pela loja virtual do IBGE. O instituto orienta os interessados a se cadastrarem na plataforma para receber sugestões de leitura, informações sobre lançamentos e comunicados de eventos. A Livraria do IBGE também oferece mapas em formato impresso para venda.
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