4 cidades concentram 50,6% da população da região de Ribeirão, diz IBGE
Fonte: portalnoticiasmg.com.br | Data: 08/09/2026 05:02:52
ResumoRibeirão Preto, Franca, Sertãozinho e Barretos concentram 50,6% da população estimada das 66 cidades da região de Ribeirão Preto, totalizando 1.361.040 habitantes, conforme estudo do IBGE divulgado no fim de agosto. O dado revela forte centralização demográfica em quatro municípios, com os demais 62 somando 49,4% dos residentes.
Ribeirão Preto, Franca, Sertãozinho e Barretos concentram 50,6% da população estimada das 66 cidades da região, aponta estudo do IBGE divulgado no fim de agosto. Juntas, somam 1.361.040 habitantes.

Inácio Bicalho Repórter de Interior e Agro · 08 de setembro de 2026 · 1 min de leitura
Quatro cidades concentram mais da metade da população da região de Ribeirão Preto e Franca. Ribeirão Preto, Franca, Sertãozinho e Barretos juntas somam 1.361.040 habitantes, o equivalente a 50,6% dos 2,69 milhões de moradores estimados nas 66 cidades da área de cobertura do g1 na região, segundo estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgado no fim de agosto.
O levantamento lista a população estimada de todos os municípios brasileiros. Ribeirão Preto, sozinha, responde por mais de 25% do total da região. Veja os números por cidade: Ribeirão Preto: 734.538 habitantes (27,3% do total); Franca: 366.534 (13,6%); Sertãozinho: 132.692 (4,9%).
Em conversa com moradores da região, o que se percebe é que essa concentração se reflete no dia a dia. Quem vive em cidades menores precisa se deslocar para Ribeirão Preto ou Franca em busca de serviços de saúde, emprego e estudo. A estiagem prolongada e a seca, que afetam o interior de Minas e o norte paulista, também empurram famílias para os centros urbanos em busca de água e trabalho.
O IBGE estima que a população brasileira em 2022 era de 203.080.756 habitantes, e a região segue essa tendência de concentração urbana. Para o produtor rural, o dado reforça o desafio de manter a atividade no campo enquanto a mão de obra migra para as cidades maiores.
A expectativa da comunidade local é que os números sirvam de base para políticas públicas de infraestrutura e desenvolvimento regional, evitando que o interior seja tratado como coadjuvante. Afinal, o interior também é Minas, e a seca não é notícia só quando vira tragédia.