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Empresários pedem em manifesto afastamento de investigados do Master

Fonte: poder360.com.br | Data: 08/09/2026 23:20:56

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Documento solicita também “apuração completa, célere e independente dos fatos e responsabilidades”

fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro

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Na imagem, o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro

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Um grupo de 157 pessoas, formado por empresários, economistas e profissionais liberais, assinou um manifesto que pede o “afastamento cautelar” de autoridades “formalmente” investigadas no caso Master. O “Manifesto público pela lei e pelo Brasil” foi divulgado nesta 3ª feira (8.set.2026). Eis a íntegra (PDF – 156 kB).

O documento também é acompanhado de uma petição pública aberta à adesão de qualquer cidadão.

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Alguns nomes que assinam o manifesto:

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  • Fábio Barbosa – ex-presidente do Santander e CEO da Natura &Co;
  • Horácio Lafer Piva – empresário da Klabin e ex-presidente da Fiesp;
  • Maria Silvia Bastos Marques – ex-presidente do BNDES, da CSN e do Goldman Sachs Brasil;
  • Jayme Garfinkel – controlador e ex-presidente da Porto Seguro.

Segundo o documento, as notícias recentes sobre o caso Master “são a consequência de um sistema doente, que deixou de aplicar a si mesmo os freios que impõe a todos os demais”.

“As menções alcançam ministros do Supremo, cúpulas da Polícia Federal e do Ministério Público, do Congresso Nacional, núcleo próximo do ex-presidente da República e do atual –os 2 polos que disputam o poder. Cabe às instituições, com urgência, apurar os fatos e responsabilidades, com todas as garantias do devido processo”, afirmou o documento.

Os tópicos que o manifesto solicita são:

  • apuração completa, célere e independente dos fatos e responsabilidades;
  • afastamento cautelar de quem for formalmente investigado;
  • adoção de código de conduta vinculante para as cortes superiores e os órgãos de investigação e acusação.

O manifesto afirma que o caso mina a confiança da população na Justiça. “Quando se instala a suspeita de que decisões dos sistemas judiciário, policial e de controle possam ser afetadas pela proximidade, interesses ou possam ser objeto de negociação, não é a reputação de um ou outro nome que está em jogo. É a garantia de que a lei vale igualmente para todos”.

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O documento não cita nomes específicos. O caso mais recente, porém, é o da crise no Supremo Tribunal Federal que envolve os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça.

Crise no STF

O Supremo enfrenta uma crise que começou com a divulgação de uma relação próxima entre Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e o ministro Alexandre de Moraes.

Entenda os casos:

  • Mendonça contra Moraes – Mendonça tirou, em 1º de setembro, o sigilo das investigações sobre o Master. Expôs mensagens que Vorcaro mandou para Moraes. Afirmou que o plenário do STF deve analisar o conteúdo. Fachin deu até 11 de setembro para manifestações de Mendonça, de Moraes, de Paulo Gonet e do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O prazo é de 5 dias úteis a partir de 3 de setembro. Isso coloca a análise do caso para depois de 14 de setembro;
  • Moraes contra Mendonça – Moraes incluiu em 3 de setembro Mendonça no inquérito das fake news, iniciado em 2019 e inconclusivo até hoje. Fachin tirou Mendonça do inquérito em 4 de setembro. Deu 5 dias úteis para o procurador-geral da República, Paulo Gonet, dizer se o pedido de Moraes é pertinente. Depois, Mendonça terá mais 5 dias úteis para se manifestar. Esse caso só deve ir ao plenário depois de 22 de setembro.

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