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Justiça manda Rogério de Andrade a júri pela morte de Fernando Iggnacio

Fonte: piranot.com.br | Data: 09/09/2026 06:45:13

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Brasil

Gilmar Eneas Lisboa também é pronunciado; decisão mantém prisões preventivas e não representa condenação.


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A 1ª Vara Criminal da Capital pronunciou Rogério de Andrade e Gilmar Eneas Lisboa pela morte de Fernando de Miranda Iggnacio, ocorrida em novembro de 2020 no Recreio dos Bandeirantes, e os encaminhou ao Tribunal do Júri. A Justiça manteve as prisões preventivas dos dois.

A decisão de pronúncia foi proferida em 18 de agosto de 2026 e mantida após recurso da defesa em 3 de setembro. A medida não equivale a condenação: ela reconhece indícios suficientes de autoria ou participação para levar os acusados ao julgamento pelos jurados, sem definir previamente a responsabilidade criminal de cada um.

Na denúncia, o Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ) atribui a Rogério a determinação para organizar a execução e acusa Gilmar de monitorar a rotina da vítima. Segundo a acusação, o homicídio teria relação com uma disputa por pontos de exploração de jogos de azar.

Fernando de Miranda Iggnacio foi morto a tiros de fuzil depois de desembarcar de helicóptero no heliporto da HeliRio. Na decisão de pronúncia, a Justiça rejeitou questionamentos das defesas sobre a validade de provas digitais e apontou indícios suficientes para a fase do júri.

Nova ação sucede processo trancado em 2022

Em 2022, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) trancou uma ação penal anterior contra Rogério de Andrade por fragilidade probatória. O encerramento daquele processo não representou condenação nem absolvição sobre os fatos investigados.

A ação atual foi recebida em outubro de 2024, após um novo Procedimento Investigatório Criminal conduzido pelo GAECO/MPRJ. O Ministério Público afirma que a investigação reuniu novos elementos sobre a participação de Rogério e identificou Gilmar como envolvido no homicídio.

Decisão leva acusados à etapa de julgamento

Com a manutenção da pronúncia, Rogério e Gilmar seguem para a etapa que pode resultar no Tribunal do Júri. Caberá aos jurados decidir, após a instrução própria do julgamento, se os acusados têm responsabilidade criminal pela morte de Fernando de Miranda Iggnacio.


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