Mulheres estão viajando mais sozinhas e planejamento precisa acompanhar essa tendência, aponta especialista
Fonte: revistakdea360.com.br | Data: 09/09/2026 16:36:31
Viajar sozinha é uma escolha que vem ganhando espaço entre as brasileiras. Quatro em cada dez já fizeram uma viagem solo, segundo a pesquisa “Mulheres que Viajam Sozinhas”, realizada pelo Ministério do Turismo (MTur). As millenialls entre 35 e 44 anos se destacam no levantamento, representando a maior parcela desse público, com 34,6%. Com isso, à medida que mais mulheres escolhem explorar destinos por conta própria, o planejamento da viagem ganha ainda mais relevância.
Isso porque a pesquisa mostra que 62,1% das entrevistadas já deixaram de fazer uma viagem solo por questões de segurança, enquanto 60,6% relatam ter passado por alguma situação que as fez se sentir inseguras durante uma viagem.
“Quando a mulher se propõe a fazer uma viagem sozinha, concentra nela mesma todas as decisões e responsabilidades daquele percurso. Ter uma estrutura de proteção adequada não elimina os imprevistos, mas pode facilitar a tomada de decisão quando eles acontecerem, principalmente em situações que envolvam necessidade de atendimento médico ou outras questões inesperadas”, afirma Anna Angotti, gerente de seguro de vida individual e viagem da Omint.
Angotti explica que um seguro viagem bem estruturado, por exemplo, pode dar suporte diante de situações que exigem ação imediata. Um exemplo é a prática esportiva, seja amadora ou profissional, que compõem riscos e pode demandar uma emergência médica. “Hoje, já existem soluções que ampliam a proteção para viajantes que praticam esportes como snowboard, surf e ciclismo durante o percurso, contemplando situações decorrentes dessas atividades e oferecendo suporte diante de imprevistos”.
Atenção aos limites da cobertura
Outro ponto fundamental que é necessário observar no seguro viagem é o capital segurado. Ele vai determinar o valor que a beneficiária terá disponível para apoio durante uma ocorrência. “A cobertura deve considerar fatores como destino, duração da viagem, atividades previstas e perfil da viajante. Em viagens internacionais, por exemplo, os custos de atendimento médico podem variar significativamente entre os países, o que torna importante observar os limites de despesas médicas e hospitalares e as condições específicas da apólice”, explica a especialista.
Também é recomendado verificar a existência de coberturas para situações como extravio ou atraso de bagagem, traslado médico, regresso antecipado e transmissão de mensagens urgentes, que pode auxiliar na comunicação com familiares ou pessoas de confiança em situações emergenciais, especialmente quando a viajante estiver impossibilitada de fazer esse contato por conta própria.
“Uma viagem bem planejada não significa prever tudo o que pode dar errado, mas conhecer os riscos e saber com quais recursos se pode contar caso algo saia do planejado. O seguro deve ser analisado sob essa perspectiva e não apenas como uma etapa burocrática antes do embarque”, explica Angotti.
A atenção ao planejamento e à segurança também aparece em iniciativas do próprio setor de turismo. Em 2026, o Ministério do Turismo lançou o “Guia para Mulheres que Viajam Sozinhas” com orientações sobre planejamento, segurança, saúde, direitos e empoderamento durante as viagens. A iniciativa reforça que uma experiência mais segura envolve diferentes etapas da jornada, desde a escolha do destino e da hospedagem até a contratação dos serviços que podem oferecer suporte à viajante durante o percurso.
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RAQUEL REIS
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