Alerta é feito e brasileiros devem se preparar para o que vai acontecer com o preço da conta de luz em setembro
Fonte: diariodocomercio.com.br | Data: 13/09/2026 20:04:00
A conta de luz dos brasileiros continuará com um custo adicional em setembro de 2026. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu manter a bandeira tarifária amarela, o que significa uma cobrança extra de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.
A medida está relacionada principalmente às condições de geração de energia durante o período mais seco do ano. Com menos chuvas, os níveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas tendem a diminuir, reduzindo a disponibilidade de uma das principais fontes de eletricidade do país e aumentando a necessidade de recorrer às termelétricas.
Na prática, o valor adicional aparece na conta de acordo com o volume de energia utilizado por cada consumidor. Por isso, famílias que mantiverem um consumo elevado durante o mês sentirão um impacto maior da bandeira amarela.
Cobrança adicional permanece desde maio
O ano começou com condições mais favoráveis para a geração de energia. Entre janeiro e abril, a bandeira verde permaneceu em vigor, período em que não houve cobrança extra nas tarifas.
A situação mudou em maio, quando a Aneel acionou a bandeira amarela. Desde então, a sinalização permaneceu nos meses seguintes, incluindo setembro, diante de um cenário considerado menos favorável para a geração hidrelétrica.
Segundo a agência reguladora, a manutenção da bandeira amarela reflete justamente as condições menos favoráveis de produção de energia no país, associadas ao período seco e à necessidade de utilização de fontes de geração com custos mais elevados.
Por que o tempo seco interfere na conta de luz?
A matriz elétrica brasileira tem forte participação das hidrelétricas, que dependem diretamente da disponibilidade de água nos reservatórios. Quando o volume de chuvas diminui por períodos prolongados, o nível desses reservatórios também pode recuar.
Nessas circunstâncias, o sistema elétrico precisa aumentar a participação das termelétricas para garantir o fornecimento de energia. O problema é que esse tipo de geração apresenta custos mais elevados, especialmente em comparação com a geração hidrelétrica em períodos de maior disponibilidade de água.
É justamente para refletir essa diferença de custo que existe o sistema de bandeiras tarifárias. Em vez de os consumidores serem surpreendidos posteriormente por reajustes relacionados aos custos de geração, a cobrança adicional sinaliza, mês a mês, quando produzir eletricidade está mais caro.
Quanto cada bandeira acrescenta à conta?
O sistema possui diferentes níveis de cobrança, de acordo com as condições de geração de energia.
A bandeira verde não acrescenta nenhum valor à tarifa. Ela indica um cenário considerado favorável para a produção de eletricidade.
Já a bandeira amarela, que está vigente em setembro, acrescenta R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. Em termos práticos, quanto maior o consumo registrado no imóvel, maior será o impacto desse adicional na fatura.
Quando as condições ficam ainda mais caras, pode ser acionada a bandeira vermelha – patamar 1, que representa uma cobrança de R$ 4,46 a cada 100 kWh.
No cenário de maior custo previsto pelo sistema, entra em vigor a bandeira vermelha – patamar 2, com adicional de R$ 7,87 para cada 100 kWh consumidos.
Sistema foi criado para dar transparência ao consumidor
O modelo de bandeiras tarifárias foi adotado pela Aneel em 2015 com o objetivo de tornar mais transparente a relação entre as condições de geração e o valor pago pelos consumidores.
A lógica é permitir que a população acompanhe as condições do sistema elétrico ao longo do ano. Quando a produção fica mais cara, a bandeira muda e sinaliza antecipadamente que haverá um custo adicional na fatura.
Além de informar, o mecanismo também busca estimular o consumo consciente de eletricidade, sobretudo durante períodos em que as condições climáticas prejudicam a geração hidrelétrica.