Produção industrial de SC recua 0,7% em julho, aponta IBGE
Fonte: reconectanews.com.br | Data: 14/09/2026 14:26:43
A produção industrial de Santa Catarina apresentou queda de 0,7% em julho de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Entre os 14 segmentos industriais avaliados, nove registraram retração. As maiores quedas foram observadas nos setores de móveis e de confecções de artigos do vestuário e acessórios.
Setor de móveis registra queda de 10,2%
A indústria de móveis em Santa Catarina teve retração de 10,2% em julho, na comparação anual. Segundo o presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Gilberto Seleme, o resultado foi influenciado novamente pelas restrições às exportações para os Estados Unidos.
“Em julho o setor de móveis voltou a sofrer restrições às exportações para os Estados Unidos, o que foi determinante para a queda”, afirma Seleme.
Considerando os 12 meses encerrados em julho, a atividade do segmento acumula redução de 14,6%.
Outro setor que apresentou desempenho negativo foi o de vestuário e acessórios, cuja produção caiu 9,5% em relação a julho de 2025.
Indústria automotiva tem avanço de 13,8%
Na direção oposta, o segmento de veículos automotores, reboques e carrocerias apresentou crescimento de 13,8% no período.
Na avaliação da FIESC, o desempenho pode estar relacionado ao processo gradual de substituição dos veículos movidos a combustão por modelos elétricos, além do aumento progressivo da participação de componentes nacionais nos veículos fabricados no Brasil.
O avanço desse setor ajudou a limitar uma queda mais acentuada da atividade industrial catarinense.
Ao todo, cinco dos 14 segmentos pesquisados pelo IBGE tiveram aumento da produção em julho, enquanto os outros nove registraram retração.
Perspectivas para a indústria catarinense
O cenário para os próximos meses exige atenção por parte das empresas, principalmente diante do aumento da inadimplência e do comprometimento da renda das famílias com dívidas.
Para o economista-chefe da FIESC, Pablo Bittencourt, esse contexto recomenda maior cautela na administração da liquidez e do endividamento das empresas.
A proximidade das eleições de outubro também acrescenta um fator de incerteza, já que o resultado deverá influenciar os rumos da política econômica a partir de 2027.
Por outro lado, uma eventual redução dos juros, somada ao crescimento acumulado da renda disponível, pode contribuir para uma recuperação da indústria. A melhora do poder de consumo das famílias tende a sustentar a demanda, enquanto condições de crédito mais favoráveis podem estimular os investimentos e o financiamento das empresas.
FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific