Combate à dengue ganha tecnologia com uso de tablets em Rio das Ostras
Fonte: odia.ig.com.br | Data: 15/09/2026 11:04:11
Agentes de Combate às Endemias usam tablets para registrar informações durante visitas em Rio das OstrasFoto: Divulgação
O papel começa a perder espaço nas ruas de Rio das Ostras. Os Agentes de Combate às Endemias passaram a usar tablets durante as visitas aos imóveis, substituindo as antigas planilhas físicas por sistemas digitais desenvolvidos pela própria Vigilância Ambiental.
A mudança coloca a tecnologia dentro de uma rotina que acontece longe dos computadores: a vistoria de casas e terrenos para identificar possíveis focos do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.
Os dados são registrados diretamente no Boletim de Campo Eletrônico, o e-FAD. Uma das principais características do sistema é funcionar mesmo sem internet ou sinal de celular. Assim, o agente consegue registrar as informações durante a visita e transferi-las aos supervisores ao final da jornada.
A transmissão ocorre por Bluetooth. Depois, os dados são processados automaticamente e organizados para consulta por localidade, data, ciclo, servidor e área de atuação. As informações também alimentam o Painel da Vigilância em Saúde, criado pela equipe responsável pelo sistema.
Na prática, a mudança permite identificar com mais rapidez os locais que exigem atenção e direcionar as equipes conforme as informações encontradas nas ruas. A tecnologia também reduz o tempo entre a coleta dos dados e o uso dessas informações no planejamento das ações.
Há ainda um impacto direto no consumo de papel. A Vigilância Ambiental estima uma redução de aproximadamente 500 folhas utilizadas por semana, além de menos gastos com impressão, armazenamento e organização de documentos.
Censo Animal amplia mapa da saúde
A mesma estrutura tecnológica ganhou outra função: mapear a população animal de Rio das Ostras.
O Censo Animal permite que os agentes registrem informações sobre cães, gatos, equinos, aves, suínos e outras espécies encontradas durante as visitas. O sistema também reúne dados sobre vacinação contra a raiva, castração e animais que podem representar risco para a saúde pública.
Com essas informações, a Vigilância Ambiental consegue conhecer melhor a realidade de cada região e planejar campanhas de vacinação, castração, ações educativas e medidas de controle de zoonoses.
Os dois sistemas passaram por meses de testes antes de chegar ao trabalho de campo. Os próprios agentes participaram da avaliação e contribuíram com sugestões para adaptar as ferramentas às situações encontradas durante as visitas.
A proposta vai além de substituir formulários. A digitalização cria uma base de informações mais organizada para orientar o trabalho preventivo e ajudar a definir onde as equipes precisam atuar.