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Lençóis Maranhenses ganham destaque na maior emissora pública da Coreia do Sul em travessia de 32 km

Fonte: oimparcial.com.br | Data: 15/09/2026 11:57:44

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Os Lençóis Maranhenses foram destaque no último sábado (12) na KBS1, canal da principal emissora pública da Coreia do Sul e líder nacional em audiência ao vivo no primeiro semestre de 2026. Exibida às 9h40, no horário sul-coreano, a reportagem acompanhou a jornalista Jihee Yeon em uma travessia de três dias, totalizando 32 quilômetros a pé, pelo Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses.

Ao longo da viagem, a equipe de televisão percorreu dunas e lagoas, carregando equipamentos profissionais de gravação, e passou por comunidades no interior do parque, entre elas a Queimada dos Britos.

A escolha de fazer o percurso caminhando fazia parte da proposta da reportagem. Jihee queria entender por que alguns viajantes optam por atravessar os Lençóis a pé, em vez de percorrer a região de carro.

“Eu imaginava que aqueles que escolhiam caminhar em vez de viajar de carro teriam um motivo especial e vivenciariam a paisagem de forma mais significativa”, afirmou a jornalista.

A dimensão da paisagem foi uma das principais surpresas da viagem. Embora já tivesse visitado desertos em outros países, Jihee conta que não esperava encontrar campos de areia e lagoas se estendendo continuamente durante os três dias de caminhada.

“Eu tinha imaginado que as lagoas estariam concentradas em determinadas áreas, mas continuavam aparentemente sem fim durante todo o nosso trekking. Não tinha percebido o quanto aquela paisagem era vasta”, relatou.

Guias locais ajudam a explicar a dinâmica dos Lençóis

Além de conduzir a travessia e apoiar a logística das filmagens, os guias locais tiveram papel importante na apresentação das características dos Lençóis Maranhenses ao público sul-coreano.

Em um dos trechos exibidos pela KBS1, Patrício Zelarayán, guia da Paraíso do Caju, explica à equipe como o regime de chuvas modifica a paisagem ao longo do ano.

“Aqui é uma lagoa de água doce, água que vem da chuva. Chove por seis meses, de janeiro a junho, até formar a lagoa com essa paisagem. Essa lagoa, que agora está cheia, com 1,5 a 2 metros de profundidade, pode estar completamente vazia até novembro”, explica durante a gravação.

O transporte dos equipamentos de televisão acrescentou um desafio à travessia. Jihee destacou o apoio recebido dos profissionais que a acompanhavam durante as filmagens, inclusive no deslocamento do material pela areia.

“O guia ajudou a carregar meu equipamento e verificava constantemente se eu precisava de alguma ajuda enquanto filmava”, contou.

A escolha de fazer o percurso caminhando fazia parte da proposta da reportagem. Jihee queria entender por que alguns viajantes optam por atravessar os Lençóis a pé, em vez de percorrer a região de carro.

“Eu imaginava que aqueles que escolhiam caminhar em vez de viajar de carro teriam um motivo especial e vivenciariam a paisagem de forma mais significativa”, afirmou a jornalista.

A dimensão da paisagem foi uma das principais surpresas da viagem. Embora já tivesse visitado desertos em outros países, Jihee conta que não esperava encontrar campos de areia e lagoas se estendendo continuamente durante os três dias de caminhada.

“Eu tinha imaginado que as lagoas estariam concentradas em determinadas áreas, mas continuavam aparentemente sem fim durante todo o nosso trekking. Não tinha percebido o quanto aquela paisagem era vasta”, relatou.

Guias locais ajudam a explicar a dinâmica dos Lençóis

Além de conduzir a travessia e apoiar a logística das filmagens, os guias locais tiveram papel importante na apresentação das características dos Lençóis Maranhenses ao público sul-coreano.

Em um dos trechos exibidos pela KBS1, Patrício Zelarayán, guia da Paraíso do Caju, explica à equipe como o regime de chuvas modifica a paisagem ao longo do ano.

“Aqui é uma lagoa de água doce, água que vem da chuva. Chove por seis meses, de janeiro a junho, até formar a lagoa com essa paisagem. Essa lagoa, que agora está cheia, com 1,5 a 2 metros de profundidade, pode estar completamente vazia até novembro”, explica durante a gravação.

O transporte dos equipamentos de televisão acrescentou um desafio à travessia. Jihee destacou o apoio recebido dos profissionais que a acompanhavam durante as filmagens, inclusive no deslocamento do material pela areia.

“O guia ajudou a carregar meu equipamento e verificava constantemente se eu precisava de alguma ajuda enquanto filmava”, contou.

Afinidade com atividades ao ar livre amplia potencial entre viajantes sul-coreanos

A experiência nos Lençóis alinha-se aos hábitos dos sul-coreanos. Dados da 2025 National Sports Participation Survey, do Ministério da Cultura, Esportes e Turismo da Coreia do Sul, mostram que fazer trilhas é uma das atividades esportivas mais praticadas no país.

No mesmo ano, as trilhas foram a terceira modalidade mais citada por praticantes regulares (17,1%), com alta de 5 pontos percentuais em relação ao período anterior. Além disso, um estudo da Federação das Indústrias Coreanas revelou que 39,1% dos que preferem viajar ao exterior buscam experiências novas e diferentes.

Nesse contexto, experiências ligadas a trekking, natureza e ecoturismo, como a travessia dos Lençóis Maranhenses, podem encontrar afinidade entre viajantes sul-coreanos. Para Jihee, no entanto, existe um desafio prático: o tempo disponível para viagens de longa distância. “Na maioria das vezes, os coreanos não têm férias muito longas”, explicou.

Diante da distância entre a Coreia do Sul e a América do Sul, ela observa que muitos viajantes procuram aproveitar o deslocamento combinando diferentes destinos. Por isso, informações claras e roteiros adequados ao período disponível podem ajudar o Brasil a competir pela atenção desse público.

“Disponibilizar informações e itinerários que permitam aos visitantes conhecer a diversidade brasileira de forma eficiente dentro de um período limitado poderia incentivar mais coreanos a escolher o Brasil como destino”, afirmou.

Experiência no Brasil também contrariou expectativas sobre segurança

A equipe da KBS também passou por Belém, Ilha do Marajó, São Luís e Salvador. Trabalhando com equipamentos profissionais de filmagem em diversas partes do país, Jihee compartilhou suas percepções relacionadas à segurança.

“Eu me senti extremamente segura e à vontade. Pude andar livremente à noite e filmar nas ruas com meu equipamento por perto sem me sentir ameaçada”, afirmou.

Em Salvador, onde havia recebido recomendações prévias para tomar mais cuidado, destacou as orientações dadas por moradores e motoristas sobre precauções e locais que deveria evitar.

“Com base na minha própria experiência, o Brasil não ficou na minha memória como um lugar perigoso. Lembro do país como um lugar onde pude viajar com segurança e onde as pessoas ao meu redor cuidaram de mim com muita atenção”, disse.

Parte da reportagem pode ser assistida no canal KBS Travel, no YouTube. A entrevista completa com Jihee Yeon sobre a passagem da TV sul-coreana nos Lençóis Maranhenses está disponível no blog do PlanetaEXO.