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Projeto Aquarius reúne OSB com Emicida e Leci Brandão: ‘Vai ser histórico’, diz o maestro Carlos Prazeres

Fonte: oglobo.globo.com | Data: 17/09/2026 04:20:01

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Concerto gratuito acontece na Praça Mauá, na Zona Portuária do Rio, neste sábado (19)

Projeto Aquarius
Projeto Aquarius — Foto: Divulgação/Fabio Cordeiro

O que acontece quando uma orquestra encontra o samba de Leci Brandão e o rap de Emicida? A resposta vai ser dada neste sábado (19), quando o Projeto Aquarius volta à Praça Mauá com um concerto gratuito da Orquestra Sinfônica Brasileira (a partir das 14h). Sob regência do maestro Carlos Prazeres, o encontro (com o tema “A música e o tempo”) reforça uma das vocações do Aquarius, criado pelo GLOBO em 1972: levar a música de concerto para fora das salas tradicionais e aproximá-la das pessoas.

Para Leci, o concerto traz uma novidade: aos 82 anos recém-completados no último sábado, ela nunca se apresentou com orquestra. “Bastante ansiosa” e “com as emoções à flor da pele”, ela vai comemorar o aniversário com seus conterrâneos cariocas.

— Sempre gostei de cantar para o povo, em comunidades e projetos acessíveis. Me sinto feliz e grata a Deus por isso — diz. — As pessoas não têm oportunidade a todo momento de ver uma orquestra, ainda mais com uma cantora popular ligada ao samba.

Para Prazeres (maestro titular da Orquestra Sinfônica da Bahia), a mistura das músicas de Villa-Lobos (“Trenzinho do caipira”), Leci (“Isso é Fundo de Quintal”) e Emicida (“AmarElo”) no mesmo palco não estabelece hierarquias entre gêneros.

— Muitas vezes, o meio da música de concerto é muito tradicional e repele o que não lhe é familiar. Mas, quando se escuta samba ou rap, não podemos tratar como uma questão de gosto. São músicas que têm a missão de construir uma sociedade melhor, além de serem incríveis e de muito bom gosto — diz o maestro, que acredita que “quem gosta de Emicida e de Leci vai passar a gostar de música clássica, e vice-versa”.

O Aquarius, aliás, faz parte da história do regente desde a infância. Seu pai, o também maestro Armando Prazeres (1934-1999), participou de diversas edições do projeto; mais tarde, Carlos estudou com Isaac Karabtchevsky — um dos idealizadores do projeto junto com Roberto Marinho e do então gerente de Promoções do GLOBO, Péricles de Barros —, e foi seu assistente. Ao receber o convite para reger a OSB, sentiu que completava um ciclo.

Hoje, a música é uma forma de se reaproximar do pai, morto há quase 30 anos. Foi Armando quem o incentivou, na juventude, quando estudava o oboé, a levar a atividade de maestro a sério.

— Sempre que estou à frente de uma orquestra, me conecto com meu pai. A música passou a ser nosso elemento de ligação — conta. — O Aquarius vai ser um momento histórico.

Ministério da Cultura, através da Lei Rouanet apresenta o Aquarius RJ. O evento conta com o Patrocínio da Light, Apoio da Porto, Vivo, IRB (Re) e da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado do Rio de Janeiro e Participação de Président. Hotel Oficial Windsor, Assessoria de Imprensa da InPress, Parceria da P&G Cenografia e da Orquestra Sinfônica Brasileira, Produção da SRCOM e tem as rádios Globo e CBN como Rádios Oficiais. A Realização é do GLOBO e Ministério da Cultura

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