Ônibus do transporte coletivo na região do Entorno do DF
Crédito: Secom Governo de Goiás/Divulgação
A Associação Nacional das Empresas de Transporte Rodoviário de Passageiros (Anatrip) defende que o transporte público entre o Distrito Federal e os municípios goianos da Região Integrada de Desenvolvimento (Ride) seja tratado como prioridade nas eleições de 2026.
Para a entidade, DF e Goiás funcionam como uma única região econômica e social, mas ainda sem um modelo integrado de mobilidade capaz de atender o fluxo diário de trabalhadores que se deslocam para Brasília.
O sistema semiurbano permanece submetido a uma estrutura de financiamento frágil, sem subsídio regular, o que faz com que os custos da operação sejam repassados diretamente ao passageiro. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) reconheceu essa assimetria ao analisar os reajustes de 2026.
Nos sistemas locais, porém, há instrumentos de custeio e benefícios tributários que reduzem despesas, como o crédito presumido de ICMS no Distrito Federal e a estrutura subsidiada da Rede Metropolitana de Transportes Coletivos da Grande Goiânia.
Para a Anatrip, não é possível discutir tarifa acessível, renovação de frota ou maior frequência sem uma fonte permanente de financiamento. A entidade defende que o Consórcio Interfederativo entre DF e Goiás avance para a execução, com governança definida, integração operacional e tarifária e participação financeira do DF, de Goiás e da União.
A cobrança aos candidatos é direta: qual é o projeto concreto para o transporte do Entorno e como ele será financiado?
A região do Entorno limítrofe ao DF é composta por 11 municípios goianos e 1 mineiro | Foto: Divulgação
Candidatos ao GDF apresentam propostas distintas para integrar o transporte do Entorno
As campanhas ao Governo do Distrito Federal em 2026 têm apresentado propostas distintas para a mobilidade do Entorno, tema central da Região Integrada de Desenvolvimento (Ride).
Leandro Grass (PT) defende coordenação unificada com municípios goianos como Luziânia, Valparaíso, Formosa, Planaltina de Goiás e Águas Lindas, com integração física e operacional dos ônibus e redução do tempo de deslocamento diário dos trabalhadores.
A governadora Celina Leão (PP), candidata à reeleição, prevê integração dos sistemas e aposta no aprimoramento da estrutura administrativa já existente no GDF, sem criação de novas secretarias.
José Roberto Arruda (PSD) propõe ampliar a infraestrutura de transporte de massa, com expansão e conexão de linhas voltadas ao fluxo de passageiros do Entorno que acessa o DF diariamente.
Ricardo Cappelli (PSB) e Paula Belmonte (PSDB) concentram seus planos em projetos internos ao DF, sem menções diretas à integração com Goiás.
Já Kiko Caputo (Novo) propõe viabilizar o Trem Intercidades Brasília–Luziânia como eixo ferroviário de conexão metropolitana.
O conjunto das propostas mostra abordagens distintas para a região e diferentes caminhos para a integração.
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