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Moraes aparece em 72% dos posts sobre caso Banco Master

Fonte: brasilemfolhas.com.br | Data: 17/09/2026 14:06:08

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, foi citado em 72,8% das publicações sobre o caso Banco Master no dia 15 de setembro de 2026, segundo estudo do DSC LAB. O volume de menções ao magistrado no Instagram e Facebook registrou alta de 529% em comparação à terça-feira anterior.

Ao todo, Moraes foi mencionado em 12.952 publicações. O levantamento indica que 55% dessas interações tiveram tom crítico, classificadas como “exposição adversa”. A maior parte dos questionamentos envolve suspeitas de irregularidades em contratos de prestação de serviços com o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.

O ministro André Mendonça ocupou a segunda posição em volume de menções, com 7.652 publicações, representando 43% do total do dia. Desse montante, 19,9% continham críticas diretas ao magistrado. O tema de maior alcance nas redes foi a discussão sobre a relatoria, o sigilo e o trâmite conduzido por Mendonça, presente em 8.112 posts.

Outros eixos monitorados incluíram menções a mensagens e minutas vinculadas a Moraes, com 6.291 publicações, e pedidos de investigação, afastamento ou impeachment do ministro, que somaram 710 posts. O debate sobre a entrega de dados telefônicos e acesso por gabinetes totalizou 399 publicações.

Na mesma data, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva registrou 692 menções, enquanto o senador Flávio Bolsonaro contabilizou 407. No acumulado de 15 dias, o senador liderou as citações com 14.811 menções e registrou índice de reputação negativa de 80,8 em uma escala de 0 a 100. A nota de Lula foi de 68,7.

A sessão do plenário do STF, aberta às 10h30, foi marcada por conflitos entre os magistrados. Alexandre de Moraes afirmou ter testemunhas de que foi investigado pela Polícia Federal por ordem de André Mendonça, que negou a acusação. O ministro Gilmar Mendes criticou a condução do inquérito por Mendonça, classificando-a como enviesada. O julgamento foi suspenso após pedido de vista do ministro Flávio Dino.