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Requião Filho defende regionalização da saúde e revisão de contratos no Paraná

Fonte: radioculturafoz.com.br | Data: 17/09/2026 15:25:51

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O candidato ao Governo do Paraná Requião Filho (PDT) participou nesta quinta-feira (17) do programa Contraponto, da Rádio Cultura de Foz do Iguaçu. Durante a entrevista, ele comentou a pesquisa AtlasIntel divulgada nesta quinta-feira e apresentou propostas para áreas como saúde, educação, infraestrutura, energia e desenvolvimento econômico.

Segundo o levantamento, realizado entre os dias 11 e 16 de setembro com 1.794 eleitores paranaenses, Sergio Moro (PL) aparece com 49,1% das intenções de voto no cenário estimulado, seguido por Requião Filho, com 28,2%, e Sandro Alex (PSD), com 18,6%. A margem de erro é de dois pontos percentuais e a pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PR-02671/2026.

Durante a entrevista, Requião Filho afirmou que vê possibilidade de avançar para um eventual segundo turno e atribuiu parte do cenário à participação dos candidatos em debates e entrevistas. Ele também criticou a atuação de adversários e apresentou sua avaliação sobre o atual governo estadual. Essas declarações representam o posicionamento do candidato durante a entrevista.

Saúde regionalizada

Ao falar sobre as demandas do Oeste do Paraná, Requião Filho defendeu a regionalização da saúde. Segundo ele, hospitais regionais e unidades filantrópicas ou privadas conveniadas ao Sistema Único de Saúde poderiam ampliar a oferta de atendimentos de média e alta complexidade.

O candidato citou especificamente a necessidade de descentralizar tratamentos como hemodiálise e quimioterapia. Para ele, pacientes de cidades do interior não deveriam precisar percorrer longas distâncias para realizar procedimentos de saúde.

“Eu acho que um cidadão doente ser colocado numa van, num ônibus, numa ambulância e retirado do seio da sua família nesse momento, chega a ser cruel.”

Na avaliação apresentada pelo candidato durante a entrevista, hospitais que já atendem pelo SUS poderiam assumir a função de unidades de referência em determinadas regiões, ajudando a reduzir filas e a necessidade de deslocamentos. Requião Filho também defendeu que o planejamento da saúde seja integrado a outras políticas públicas estaduais.

Na área da educação profissional, Requião Filho também defendeu que os cursos técnicos sejam planejados de acordo com as características econômicas de cada região. Em Foz do Iguaçu e no Extremo Oeste, mencionou setores como turismo, agropecuária e pecuária como áreas que poderiam orientar a formação de mão de obra.

Economia e pequenas empresas

Durante a entrevista, o candidato apresentou como uma das principais propostas econômicas a redução da carga tributária para micro e pequenas empresas. Requião Filho afirmou que pretende trabalhar com a possibilidade de ICMS zero para esses negócios até 2033 e acabar com o regime de substituição tributária.

Para empresas de médio porte, ele citou a criação de linhas de crédito, fundos de aval e mecanismos de financiamento. A proposta, segundo o candidato, tem como objetivo ampliar as condições para geração de empregos e movimentação da economia estadual.

Copel

Outro tema abordado foi a Copel. Requião Filho afirmou que pretende realizar uma auditoria nos processos relacionados à privatização da companhia e buscar maior participação do governo estadual nas decisões estratégicas da empresa.

O candidato defendeu que a companhia tenha como prioridade investimentos em geração e distribuição de energia e relacionou a proposta às demandas do setor produtivo, especialmente no Oeste do Paraná.

Durante a entrevista, ele também fez acusações e levantou questionamentos sobre pessoas e empresas envolvidas no processo de privatização. Essas afirmações foram apresentadas pelo candidato e não foram apresentadas na entrevista como conclusões de investigação oficial.

Pedágio e infraestrutura

A infraestrutura rodoviária também esteve entre os assuntos discutidos. Requião Filho criticou o atual modelo de concessões de rodovias e afirmou que o Oeste do Paraná precisa receber mais investimentos em logística.

“As pedágios hoje são de responsabilidade do Governo Federal e da Agência Nacional de Transportes Terrestres. A nós, paranaenses, resta sofrer com essa canalhice e fiscalizar, junto com o DER, vendo se as obras estão sendo feitas, se estão feitas dentro da qualidade e se os custos apresentados condizem com a realidade.”

O candidato defendeu maior fiscalização sobre os contratos e sobre a execução das obras previstas nas concessões. Ele também criticou o impacto das tarifas de pedágio para produtores rurais, empresas e demais usuários das rodovias.