Industrialização do grão pode agregar valor à produção, gerar novas fontes de receita e reduzir a dependência das exportações
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O crescimento da produção de biocombustíveis pode abrir novas oportunidades para a soja brasileira e ampliar o consumo do grão dentro do país. O avanço do biodiesel, do etanol e de outros segmentos ligados à industrialização também pode contribuir para agregar valor à produção e melhorar a rentabilidade no campo.
O assunto esteve entre os destaques da Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27, realizada em Ipiranga do Norte, no Mato Grosso. Durante um dos painéis, representantes do setor discutiram a verticalização da soja para a produção de energia e o melhor aproveitamento dos subprodutos gerados pela cadeia.
Entre as possibilidades está a integração da produção de biocombustíveis com outras atividades, como a proteína animal, criando modelos de economia circular e ampliando o valor gerado a partir da oleaginosa.
Para o presidente da Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio), Jerônimo Goergen, a utilização da soja na geração de energia ganhou importância estratégica. Na avaliação do dirigente, os biocombustíveis passaram a ter papel não apenas na transição energética, mas também nas discussões sobre segurança energética e alimentar.
Outro ponto abordado foi a possibilidade de uma redução da demanda chinesa pela soja brasileira nos próximos anos. Caso esse movimento ocorra, o fortalecimento da indústria nacional pode criar alternativas para absorver uma parcela maior da produção que atualmente segue para o mercado externo.
Com maior processamento dentro do Brasil, a cadeia pode ampliar a demanda doméstica, gerar novas fontes de receita e diminuir a dependência da comercialização do grão in natura no exterior.