Grupo Vellore entra no mercado de capitais com listagem na BEE4
Fonte: monitordomercado.com.br | Data: 18/09/2026 09:29:19
O Grupo Vellore é a nova empresa a ser listada na BEE4, plataforma de negociação voltada ao mercado de acesso. A operação concluída na noite desta quinta-feira (17) ocorre pela Categoria A, modalidade que permite às companhias acessar o mercado de capitais por meio de ações e instrumentos de renda fixa e exige um conjunto mais amplo de requisitos.
Com sede em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, o grupo atua há mais de 20 anos e é dono das marcas Foxlux, especializada em materiais elétricos e de iluminação, e Famastil, voltada à produção de ferramentas para construção civil e jardinagem.
A listagem ocorre seis meses após a entrada em vigor do Regime FÁCIL, da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), voltado a facilitar o acesso de pequenas e médias empresas ao mercado de capitais. Nesse período, segundo a B3, o regime acumulou R$ 161 milhões em captações.
A Vellore é a quinta empresa emissora no ecossistema da BEE4 a se adequar ao Regime FÁCIL. Ao todo, foram realizadas quatro emissões de renda fixa e duas de ações, sendo que um mesmo emissor acessou o mercado nas duas modalidades.
Grupo Vellore planeja triplicar receita até 2030
Após vencer o reality show Rota FÁCIL, criado pela BEE4 para ampliar o acesso de pequenas e médias empresas brasileiras ao mercado, o Grupo Vellore precisou passar por adaptações antes de entrar no mercado de capitais, como lembra o fundador da companhia, Paulo Velloso Ribeiro.
“Nos últimos cinco meses, nosso time trabalhou para preparar o Grupo Vellore para esse momento, fazendo as adequações necessárias para atender às regras do FÁCIL. Foi um processo que exigiu ajustes, mas que também trouxe melhorias importantes para a evolução da empresa”, disse Ribeiro.
“A chegada do Grupo Vellore reforça o foco no desenvolvimento do mercado de acesso para o middle market. Estamos provando que é possível construir um mercado de capitais mais adequado à realidade das PMEs brasileiras, atendendo sua demanda por recursos”, afirma Patricia Stille, cofundadora e CEO da BEE4.
Em 2025, o faturamento do grupo cresceu 80%, atingindo R$ 327 milhões e, agora, seu plano é triplicar a receita anual, indo a R$ 1 bilhão em 2030.
Para o cofundador e presidente do Conselho da BEE4, Rodrigo Fiszman, com apenas seis meses da nova regulação, o mercado de acesso não deve ser medido meramente pelo volume financeiro.
“Pequenas e médias empresas captam em patamares compatíveis com seu porte e suas necessidades […] Há um grupo de empresas próximas ao limite de faturamento do FÁCIL que vem migrando para os instrumentos do Regime pelos seus benefícios, um movimento natural”, disse.
Já Patrícia aposta que, no longo prazo, o sucesso do Regime FÁCIL seguirá crescendo conforme mais empresas forem acessando o mercado de capitais. “O FÁCIL vira a porta de entrada para o início de uma jornada de construção de relacionamento com esses investidores, e um forte incentivo para melhora de governança e transparência, que aumenta a atratividade desses ativos”.
Mercado de acesso ganha novas empresas
Para Rodrigo Fiszman, cofundador e presidente do Conselho da BEE4, o desempenho do Regime FÁCIL nos primeiros seis meses não deve ser avaliado apenas pelo volume financeiro captado.
“Pequenas e médias empresas captam em patamares compatíveis com seu porte e suas necessidades […] Há um grupo de empresas próximas ao limite de faturamento do FÁCIL que vem migrando para os instrumentos do Regime pelos seus benefícios, um movimento natural”, disse.
Já a CEO e cofundadora da BEE4, Patricia Stille, aposta que, no longo prazo, o sucesso do Regime FÁCIL seguirá crescendo conforme mais empresas forem acessando o mercado de capitais. “O FÁCIL vira a porta de entrada para o início de uma jornada de construção de relacionamento com esses investidores, e um forte incentivo para melhora de governança e transparência, que aumenta a atratividade desses ativos”.
A primeira edição do Rota FÁCIL teve 15 empresas finalistas e selecionou dez pequenas e médias empresas para receber um pacote de benefícios estimado em aproximadamente R$ 5 milhões. Além da Vellore, foram contempladas 3e Soluções, Dimatelas, Glux, Grupo RÃO, Safertrip, Sementes Esperança, Stoque, Tutors e Vapza.
O pacote de benefícios, que somou mais de R$ 5 milhões (cerca de R$ 500 mil por empresa), incluiu auditoria independente, assessoria jurídica, dois anos de isenção de escrituração e custos relacionados à listagem na CVM e na BEE4. Segundo a companhia, uma segunda edição do Rota FÁCIL está em estruturação.