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Morte de torcedor do Fortaleza: MPCE pede arquivamento do inquérito por falta de provas

Fonte: opovo.com.br | Data: 18/09/2026 13:44:52

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Segurança Pública

Morte de torcedor do Fortaleza: MPCE pede arquivamento do inquérito por falta de provas

Órgão apontou ausência de testemunhas oculares e de registros em vídeo. Vítima foi morta a tiros após confronto entre torcidas organizadas em janeiro

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| Atualizado às 12:27

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18/09/2026

Adolfo Lima de Abreu morreu após ser baleado no Jangurussu no momento em que tentava fugir de um conflito entre torcidas e a PM
Crédito: Acervo Pessoal

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Resumo

  • * O MPCE pediu o arquivamento do inquérito sobre a morte do torcedor Adolfo Lima de Abreu.

  • * A vítima foi baleada em janeiro durante um confronto entre torcidas após um jogo de futebol.

  • * Adolfo não resistiu aos ferimentos na cabeça e faleceu no hospital em março.

  • * A falta de testemunhas e vídeos impediu a identificação dos autores e da motivação do crime.

  • * O caso poderá ser reaberto no futuro se surgirem novas provas sobre o ocorrido.

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A vítima foi encontrada baleada no bairro Conjunto Palmeiras, na Capital, no dia 22 de janeiro deste ano, durante um confronto entre torcidas organizadas após a partida entre Fortaleza e Horizonte, válida pela 5ª rodada do Campeonato Cearense.

No documento encaminhado à Justiça, ao qual O POVO teve acesso, o promotor de Justiça Ythalo Frota Loureiro, da 111ª Promotoria de Justiça de Fortaleza, afirma que não foi possível reunir elementos suficientes para apontar o autor dos disparos.

O laudo cadavérico atesta a materialidade do homicídio, mas a ausência de testemunhas oculares e de câmeras de segurança na área do crime inviabilizou o avanço das investigações, afirmou o MPCE.

À época, a Polícia Militar do Ceará (PMCE) informou que a confusão teve início quando um grupo arremessou pedras e outros objetos contra o ônibus que transportava a torcida tricolor de volta a Fortaleza.

Como O POVO mostrou, a vítima integrava a caravana de torcedores do Fortaleza que foi até Horizonte acompanhar o jogo sob escolta de policiais militares. Após o jogo, o coletivo foi alvo de uma emboscada atribuída a torcedores rivais, gerando um confronto generalizado que envolveu dezenas de pessoas e os policiais da escolta.

Testemunhas relataram que Adolfo correu em direção ao bairro para fugir do tumulto. Ele foi atingido na cabeça na rua Edinalda Santos, na comunidade do Jagatá.

A vítima chegou a ser socorrida para o Instituto Doutor José Frota (IJF), mas não resistiu e faleceu no dia 8 de março. Ele foi enterrado na segunda-feira, 9, em um cemitério de Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza.

Apesar da solicitação do arquivamento, o MPCE ressaltou que o caso pode ser reaberto conforme a Súmula 524 do Supremo Tribunal Federal (STF), caso surjam novos indícios relevantes sobre o caso.