Fórum dos Leitores
Fonte: estadao.com.br | Data: 20/09/2026 03:00:00
STF em crise
A tensão nas ruas
“O Poder Judiciário existe para tranquilizar o povo, e nós geramos intranquilidade”, disse a ministra Cármen Lúcia, em momento de autocrítica e inflexão, após acompanhar discussão acalorada e trocas de farpas entre os ministros Alexandre de Moraes, André Mendonça, Flávio Dino e Gilmar Mendes. Rompeu cinco horas de silêncio e fez um duro desabafo sobre o desgaste institucional do Supremo Tribunal Federal (STF), gesto seguido de mea culpa e de um pedido de desculpas à sociedade brasileira. Naquela terça-feira, às portas das eleições gerais, o tribunal atraiu para si as luzes da ribalta ao assumir o papel de protagonista fora do contexto – uma trágica comédia humana. Triste e desmoralizante papel. O mérito sobre a abertura ou não da investigação contra Alexandre de Moraes, por sua suposta relação antirrepublicana com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, nem sequer foi aventado, muito menos submetido a votação. Dedos em riste, ânimos acirrados e críticas ao rito de condução do presidente do tribunal, Edson Fachin, levaram a um pedido de vista rogado pelo ministro Flávio Dino. O ponto alto da degradação da Corte ocorreu no voto do ministro Moraes, que não se declarou impedido para atuar no seu próprio julgamento. Diante do impasse e das fraturas expostas, o silêncio provisório imposto pelo pedido de vista não resolveu a crise; apenas silenciou os microfones. Ao adiar uma decisão preliminar acerca da conduta de um de seus membros, o tribunal se recolheu aos bastidores deixando a sociedade órfã e convicta de que, na engrenagem do poder, a autoproteção às vezes precede a justiça. Ao fim de uma das sessões mais turbulentas de sua história recente, o STF, que deveria ser o farol da estabilidade democrática, optou pelo congelamento do debate e encerrou os trabalhos mergulhado na penumbra de sua própria conveniência política. E, longe de pacificar os ânimos, o desfecho provisório transferiu a tensão dos gabinetes para as ruas.
João Bosco Costa Lima
Trindade (GO)
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Tormento
A dúvida sobre se temos um Supremo ou Ínfimo Tribunal Federal nos atormenta desde terça-feira, mais do que o “ser ou não ser” atormentou Hamlet. O que me deixou boquiaberta foi constatar que o nível do noticiário político-judicial pôde baixar ainda mais. Meu otimismo inato, desta vez, não conseguirá sobreviver.
Elisabeth Berlowitz Buny
Cotia
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Eleições 2026
Aumento oportunista
A 17 dias da eleição o governo anuncia reajuste de 15% no Bolsa Família, vendendo a medida como “cuidado com quem precisa”. Na realidade, é uma manobra eleitoral: compra de votos com dinheiro público, repetindo a velha estratégia de manipular a miséria para garantir poder. Enquanto milhões de trabalhadores sobrevivem com um salário mínimo incapaz de cobrir necessidades básicas, bilhões são distribuídos sem previsão orçamentária, sacrificando Previdência e investimentos. É pedalada fiscal travestida de justiça social. Esse aumento oportunista não é política de Estado, é política de campanha. É o voto de cabresto moderno: troca de dignidade por migalhas, perpetuação da dependência. O Brasil não precisa de medidas eleitoreiras que explorem a pobreza. Precisa de políticas sérias, que garantam reajuste real do salário mínimo, assegurem trabalho e renda e respeitem a dignidade de seus cidadãos, capacitando-os com saúde e educação para que possam realmente refletir sobre a escolha de seus representantes políticos.
Gilberto Donizetti de Oliveira
Cotia
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Lula e Dirceu
Lula gravou um vídeo para a campanha de José Dirceu a deputado federal e afirma que sua eleição representaria uma “reparação histórica”. “É importante que a gente eleja o José Dirceu. É mais que um voto. É fazer uma reparação histórica com um dos homens mais brilhantes na política brasileira”, disse no vídeo. A pergunta é inevitável: brilhante em qual sentido? Reparação histórica de quê? José Dirceu não foi afastado da vida pública por um motivo qualquer. No julgamento do mensalão, o STF o condenou por corrupção ativa e formação de quadrilha, fixando-lhe pena de 7 anos e 11 meses de prisão. Em 2015, voltou a ser preso preventivamente, no âmbito da Operação Lava Jato. Diante desse histórico, cabe novamente perguntar: qual injustiça, exatamente, estaria sendo reparada? Lula tem todo direito de pedir voto para seu antigo ministro e até elogiá-lo, mas eleição não é tribunal de revisão criminal, e voto não apaga sentença criminal.
Deri Lemos Maia
Araçatuba
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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br
A PORTA DE SAÍDA
O reajuste do Bolsa Família às vésperas de uma eleição reacende a discussão sobre o uso político das chamadas “bondades”. Mas há uma questão ainda mais importante, que costuma ficar escondida atrás da disputa sobre valores: qual é a porta de saída? Ninguém pode ser contra a proteção de quem realmente precisa dela. O problema começa quando o sucesso de uma política social passa a ser medido pelo tamanho do benefício e pelo número de pessoas que continuam dependendo dele, e não pela capacidade de criar condições para que essas pessoas possam seguir adiante. O próprio presidente Lula já disse esperar que um dia o povo não precise mais do Bolsa Família. Pois é justamente esse “dia” que deveria orientar a política pública. O brasileiro não precisa apenas de um benefício maior; precisa de mais oportunidades para que o benefício deixe de ser necessário. Trabalho, qualificação profissional, produtividade, crédito, empreendedorismo, segurança e um ambiente que estimule quem quer produzir são caminhos possíveis para essa emancipação. O País já mudou muito, e seu povo também. Talvez esteja na hora de o governo perceber que milhões de brasileiros não querem ser vistos eternamente como beneficiários. Querem a oportunidade de caminhar com as próprias pernas. A maior “bondade” de um governo não deveria ser aumentar indefinidamente o valor do benefício, mas poder anunciar, um dia, que cada vez menos brasileiros precisam dele.
Izabel Avallone
São Paulo
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BILHÕES PELA REELEIÇÃO
Lula despeja dinheiro de helicóptero (Estadão, 18/9, A3): “O petista aumenta o Bolsa Família a poucos dias do primeiro turno, numa atitude escandalosamente eleitoreira. Considerando-se que se trata de Lula, certamente é só o começo”. Onde estão os órgãos fiscalizadores do dinheiro público e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que permitem essa bandalheira? Segundo este jornal, o montante gasto por Lula para se reeleger gira em torno de R$ 270 bilhões. Fosse o Brasil um país sério, Lula e seus assessores de campanha deveriam, obrigatoriamente, esclarecer a origem desse dinheiro.
Maurilio Polizello Junior
Ribeirão Preto
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O DESESPERO DE LULA
Este aumento do Bolsa Família a pouco mais de 15 dias da eleição deixa claro o desespero de Lula da Silva. A constatação é a seguinte: nem quem recebe Bolsa Família está mais votando em Lula. O modelo Lula faliu e Lula entrou em modo “vou fazer o diabo pela reeleição”. Mas Lula não para por aí. Ele também quer distribuir, através do SUS, seringas emagrecedoras. Ora, se ele prometeu picanha, e não entregou, o que fez com que as pessoas engordassem? Bucho de bode, talvez? Depois de 24 anos da sua primeira eleição, Lula da Silva ainda precisa apelar para conseguir o voto de quem ele se diz ser “pai”. Lula, o pai dos pobres. Lula, o pobre de espírito.
Luiz Gonzaga Tressoldi Saraiva
Salvador
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DINHEIRO PERDIDO
Bem que o presidente Lula elogiou o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti: “Depois que ele assumiu o cargo de ministro, ele tem ajudado a encontrar dinheiro perdido”. Só isso para explicar que um reajuste de 15% no Programa Bolsa Família, acarretando um gasto extra de R$ 5,8 bilhões em 2026, esteja dentro do Orçamento e ainda contando com a arrecadação menor do Imposto de Renda sobre dividendos, valor que é para compensar a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, tendo arrecadado no primeiro semestre de 2026 R$ 2,2 bilhões, quando a previsão era de R$ 28 bilhões para o mesmo período. Será que o ministro encontrou o tesouro que tem no fim do arco-íris? Ou seria o ministro um gênio das finanças? Ou um irresponsável?
Vital Romaneli Penha
Jacareí
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O CERTO E O ERRADO
Lula despeja bilhões no Bolsa Família, num ato típico de propaganda política – aliás, Lula tudo pode, até o errado para ele é certo. E, claro, nós, os manés, é que vamos pagar esta conta. Só faltou se fantasiar de Papai Noel. Não quer largar o osso – digo, as mordomias mil – de jeito nenhum. Já passou da hora de proibir reeleição.
Zureia Baruch Jr.
São Paulo
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LULA, TRUMP, E VICE-VERSA
Donald Trump aprendeu com Lula e está oferecendo US$ 5 mil a cada eleitor que votar em seu partido. Agora Lula tenta superar a si próprio e a Trump, dando 15% de aumento ao Bolsa Família. E ele se diz a alma mais honesta do Brasil…
Alvaro Salvi
Santo André
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RIGOR FISCAL E MORALIDADE ELEITORAL
Engraçado como a memória da direita “sapatênis” funciona em ciclos. Quando aprovaram a PEC Kamikaze para injetar auxílio-caminhoneiro, voucher-taxista e subir o benefício social na véspera da eleição, tudo com direito a blitz da Polícia Rodoviária Federal em horário de votação, o rigor fiscal e a moralidade eleitoral foram tirar férias. Onde foi parar aquela indignação toda? Ficou presa no trânsito ou foi só uma lavagem cerebral bem executada?
Gilberto Pereira Tiriba
Santos
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LULA E A DEGRADAÇÃO DO STF
Com a crise instalada no Supremo Tribunal Federal (STF) entre os ministros Alexandre de Moraes, André Mendonça & Cia., o boquirroto Lula da Silva pela enésima vez bradou: “Eu não era presidente quando o Alexandre de Moraes foi indicado para o STF”. Todos sabem que não foi ele, mas, por interesse próprio, omite, falha e negligencia que foi ele quem nomeou um ministro que foi reprovado por duas vezes em concursos públicos para a magistratura de primeira instância e, também, aquele que anulou todas as ações da Operação Lava Jato. O nome dessa figura acima de qualquer suspeita é Dias Toffoli. Pobre boquirroto, que está com a validade vencida.
Júlio R. A. Brisola
São Paulo
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JUÍZES EM BRASÍLIA
A falta de comprometimento dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) com a moralidade, demonstrada na histórica reunião do dia 15/9, comprova a contundente crítica, com repercussão mundial, da Transparência Internacional, com sede em Berlim, na qual afirma que depois de exportar corrupção o Brasil, via Supremo Tribunal Federal, exporta impunidade. Infelizmente, a nossa “Suprema” Corte vai além: compromete a democracia brasileira e sua possível prosperidade, pois corrói um dos pilares da riqueza de uma nação: a confiança dos investidores em suas instituições, a começar pelo STF. Infelizmente, não temos juízes em Brasília.
Nilson Otávio de Oliveira
São Paulo
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DESCOMPOSTURA
Diante da participação intempestiva, grosseira e virulenta do ministro Gilmar Mendes diante de colegas ministros, em especial dos ministros André Mendonça e Luiz Fux, nos recentes embates em sessão no STF, tenho sugerido, por entender serem pertinentes, que sejam lembradas as indignadas assertivas dirigidas pelo então ministro Luís Roberto Barroso ao ministro Gilmar Mendes em 21 de março de 2018: “Deixe-me de fora desse mau sentimento, você é uma pessoa horrível, mistura do mal com o atraso, com pitadas de psicopatia. Isso não tem nada a ver com o que foi julgado. É um absurdo Vossa Excelência aqui fazer um discurso cheio de ofensas, grosserias. Vossa Excelência não consegue articular um argumento, fica procurando ofender, já ofendeu a presidente, já ofendeu o ministro Fux, agora chegou a mim”, afirmou Barroso. “A vida para Vossa Excelência é ofender as pessoas. Não tem uma ideia, nenhuma ideia, nenhuma. Só ofende as pessoas, qual é a sua ideia, a sua proposta? Nenhuma, nenhuma, nenhuma. É bílis, ódio, mau sentimento, mal secreto, é uma coisa horrível. Vossa Excelência nos envergonha. Vossa Excelência é uma desonra para o tribunal, uma desonra para todos nós, com um temperamento agressivo, grosseiro, rude, é péssimo isso”, completou. “Vossa Excelência, sozinho, desmoraliza o tribunal. É muito ruim, é muito penoso para todos nós termos de conviver com Vossa Excelência. Não tem ideia, não tem patriotismo, está atrás de algum interesse que não seja a Justiça. É uma coisa horrorosa, uma vergonha.” A presidente do STF, então, chegou a anunciar o encerramento da sessão, mas Gilmar pediu a palavra para rebater Barroso: “Presidente, por favor. Estou com a palavra. Continuo com a palavra. Presidente, eu vou recomendar ao ministro Barroso que feche o seu escritório. Feche seu escritório de advocacia”. Era o que tinha a declarar dos insuportáveis e deploráveis constantes manifestações insultuosas do ministro Gilmar Mendes.
Junios Paes Leme
Santos
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A MÁFIA VIROU EXEMPLO
A decisão do ministro Flávio Dino foi desastrosa e arrebentou com qualquer possibilidade de dar credibilidade ao Judiciário quando, no âmbito das investigações, se encontram figuras proeminentes dos tribunais, especialmente das cortes superiores. A crise, sem dúvida, respinga na campanha petista, mas destrói a imagem da Justiça brasileira. É visível que há corporativismo e, inclusive, ninguém ali faz questão de esconder. Um ministro usar a máfia para exemplificar ética já diz tudo.
Willian Martins
Guararema
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TEATRO NO STF
O dia 15/9/2026 será marcado como o dia em que alguns ministros do STF armaram uma apresentação teatral circense em rede de televisão, em que tivemos o privilégio de assistir aos astros Alexandre de Moraes (que era o acusado), Gilmar Mendes (cúmplice nº 1), Flávio Dino (cúmplice nº 2) e Cristiano Zanin (cúmplice nº 3), com o objetivo de fazer o ministro André Mendonça, que era o acusador, passar a ser acusado, e ainda promover um verdadeiro descrédito de Edson Fachin, presidente do circo. A sessão plenária foi uma verdadeira canalhice contra as pessoas de bem e honestas deste país. Um dos piores exemplos que um poder da República poderia ter demonstrado para a sua população, que depende desses mesmos atores para ter assegurada a sua segurança jurídica. Ali ficou demonstrado que o Judiciário está em verdadeiro declínio na sua respeitabilidade e provando mais uma vez a sua desonestidade, as facetas de seus componentes e mostrando a todos nós que os interesses particulares estão acima das instituições. Enfim, a crença é de que na Praça dos Três Poderes eles governam e agem em prol deles, e o povo que se exploda. Caso queiram provar o contrário, está na hora de o Congresso Nacional agir e tomar para si as prerrogativas que a Constituição lhe garante.
Darci Trabachin de Barros
Limeira
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XIFOPAGIA
Quem assistiu à constrangedora sessão da Corte Suprema brasileira em 15/9/2026 certamente ficou preocupado com a capacidade do País de evitar o esfarelamento da sua débil democracia. O presidente do colegiado, ao convocar o plenário, tinha como objetivo precípuo examinar a necessidade ou não de investigar um dos integrantes, tendo em vista a revelação de fatos comprometedores, pela Polícia Federal, que o ligam ao banqueiro criminoso do Banco Master. Ao iniciar a votação, no entanto, notou-se uma cisão entre os ministros, havendo um bloco com o claro propósito de diluir artificialmente a gravidade da suspeita, ao tentar envolver um deles, o relator do inquérito relacionado, mediante uma espécie de xifopagia com o caso em tela, o que fugia do foco principal da sessão. É claro que tal esquema apresentou fragrâncias essencialmente políticas, ficando completamente de fora as questões jurídicas que deveriam ser examinadas. Resultado: o plano criteriosamente elaborado pelo presidente não foi executado, o que, de certa forma, o irritou e o obrigou a interromper a sessão sem conseguir chegar a um epílogo, além de criar uma atmosfera desagradável entre os ministros, com uma entre eles, após o encerramento, pedindo desculpas ao povo brasileiro, dizendo-se envergonhada com a crise da Corte e usando a expressão “mal-estar cívico”, lamentando também a consequente descrença nas instituições. É assim que estamos hoje.
Paulo Roberto Gotaç
Rio de Janeiro
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O STF EM 15 DE SETEMBRO
Eu recomendaria não perder tempo com este grupo de detentores de ínfimo saber jurídico e reputação conspurcada (exceções à parte, que são escassas). Um bando de moleques insolentes em sessão marcada por falta de educação, de respeito, de hombridade, de disciplina, de hierarquia, de dignidade, de civilidade, de autoridade. Fossem alunos do primário, teriam sido expulsos da classe e do colégio. Belo exemplo para a sociedade brasileira.
Domingos Fernando Refinetti
São Paulo
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O DISCURSO DE RUI BARBOSA
Nunca o famoso discurso de Rui Barbosa no Senado em 1914 foi tão atual como hoje: “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto. Essa foi a obra da República nos últimos anos. No outro regime, o homem que tinha certa nódoa em sua vida era um homem perdido para todo o sempre – as carreiras políticas lhe estavam fechadas. Havia uma sentinela vigilante, de cuja severidade todos se temiam e que, acesa no alto, guardava a redondeza como um farol que não se apaga, em proveito da honra, da Justiça e da moralidade gerais”.
José Guilherme Beccari
São Paulo
