Baixar Notícia
WhatsApp
Email

União Europeia mantém veto à carne de frango do Brasil apesar de auditoria positiva | Agrimidia

Fonte: agrimidia.com.br | Data: 21/09/2026 08:22:01

🔗 Ler matéria original

A União Europeia manteve a suspensão das importações de produtos de origem animal do Brasil, iniciada em 3 de setembro de 2026, mesmo após uma inspeção técnica europeia considerar satisfatórios os controles do setor avícola e de mel no país. A medida afeta embarques de aves, carne bovina, suína, ovos, mel e peixes, colocando sob incerteza um volume comercial estimado em cerca de US$ 2 bilhões anuais.

Panorama da Restrição Europeia e Status das Aves

Indicador / Variável Posição no Mercado / Dado Oficial Impacto e Perspectiva Regulatória
Escopo das Restrições Vigor desde 03/09/2026 Bloqueio a aves, bovinos, suínos, ovos, mel e pescados
Volume de Aves Afetado 233.137 toneladas exportadas à UE em 2025 A UE figurou como o 8º maior destino do frango brasileiro
Resultado da Auditoria da UE Concluída em 04/09/2026 Aprovados os sistemas de controle sanitário de aves e mel
Próxima Janela de Reavaliação 16 e 17 de Novembro de 2026 Votação do relatório pelo comitê Scopaff da União Europeia

Destaques da Disputa Comercial e Sanitária

  • Gargalo na rastreabilidade, não em contaminação: A restrição europeia não decorre de surtos ou detecção de carne contaminada, mas sim de exigências do bloco sobre a capacidade do sistema brasileiro de comprovar a ausência de antimicrobianos promotores de crescimento em toda a cadeia.

  • Ciclo produtivo como vantagem: A indústria avícola prevê uma solução mais rápida do que a da pecuária bovina. Como o ciclo de vida do frango dura cerca de 45 dias (contra 24 a 36 meses dos bovinos), a adaptação do plantel aos protocolos de rastreabilidade exigidos pela UE ocorre de forma acelerada.

  • Ameaça de reciprocidade e resposta de Bruxelas: Diante do impasse, o governo brasileiro sinalizou a adoção de medidas de retaliação comercial. Em resposta, a Comissão Europeia defendeu que suas normas sobre resistência antimicrobiana vigora para produtores locais desde 2022 e aplicam-se de forma isonômica a todos os parceiros comerciais.

Para André de Paula, ministro da Agricultura e Pecuária, “a auditoria realizada pelas autoridades sanitárias da União Europeia em nosso país foi concluída. Nossos controles sanitários foram considerados satisfatórios e aprovados para nossas aves e mel.”

Eva Hrncirova, porta-voz da Comissão Europeia para a Saúde, declarou que “confia plenamente no compromisso do Brasil em resolver essa questão para que possamos retomar as importações o mais rápido possível.”

Já Olof Gill, porta-voz da Comissão Europeia para o Comércio, informou que “nossa abordagem é proporcional e não discriminatória. Demos aos nossos parceiros tempo suficiente e todas as informações necessárias para que se adaptassem. Assim que comprovarem o cumprimento das exigências, as exportações poderão ser retomadas.”