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Em debate da Record, candidatos do RS focam em saúde e resiliência climática

Fonte: correiodopovo.com.br | Data: 21/09/2026 18:52:42

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Com as presenças de Gabriel Souza (MDB), Juliana Brizola (PDT), Luciano Zucco (PL) e Marcelo Maranata (PSDB), o debate promovido pela Record Guaíba, nesta segunda-feira, foi marcado por discussões sobre saúde pública, o tópico mais abordado, mas também houve atritos entre os candidatos ao Palácio Piratini.

Obras e montagem de protocolos voltados à resiliência climática também foram temas constantes nas discussões. Não houve menção ao vídeo de Maranata no evento da SulPetro, onde o candidato indica que outra candidatura teria oferecido recursos para que ele faltasse em um debate.

Com apresentação de Léo Saballa Jr, o debate, que foi dividido em quatro momentos, teve a mesma dinâmica no primeiro e o terceiro bloco, que foram de tema livre com confronto direto entre os candidatos. Já o segundo foi composto de perguntas feitas por jornalistas do grupo, possibilitando que os postulantes pudessem escolher um adversário para comentar. O último bloco foi de considerações finais.

A dinâmica entre os candidatos ao longo do debate passou por momentos de acirramento. No primeiro bloco, o ponto de maior tensão ocorreu entre Gabriel Souza e Marcelo Maranata, marcado por interrupções do candidato tucano durante um questionamento para o emedebista sobre o andamento das obras do Fundo de Apoio à Infraestrutura para Recuperação e Adaptação a Eventos Climáticos Extremos (Firece).

Já no terceiro bloco, o momento de maior tensão ocorreu entre Gabriel e Juliana Brizola ao debaterem sobre o funcionamento e limites estabelecidos pelo programa Pró-Hospitais. Gabriel questionou Juliana quais seriam os “pedágios” que supostamente teriam sido criados pelo governo atual, com o emedebista atuando como vice-governador, e que foram mencionados por Juliana em outros painéis. Entre a troca de apontamentos, Juliana chegou a chamar Gabriel de mentiroso. Esse ponto motivou a equipe de Gabriel a solicitar direito de resposta, que não foi concedido.

Não houve grandes tensões entre Juliana e Zucco, assim como houve pouca busca por embates com Maranata.


O que mais foi discutido no debate

O primeiro bloco começou com questionamentos sobre o crescimento econômico e a retomada das áreas atingidas pelas cheias. Juliana Brizola cobrou propostas centrais de Luciano Zucco, que citou a renovação do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs) e a adesão ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), quem tem sido propostas comuns entre as quatro principais candidaturas. Na réplica, Juliana criticou o alinhamento de Zucco com o senador Flávio Bolsonaro (PL) colocando a aproximação do candidato à presidência com Donald Trump, presidente dos EUA, como algo arriscado, usando de gancho os reflexos do tarifaço na economia gaúcha.

Em seguida, Marcelo Maranata manteve o tópico e retribuiu a questão para Juliana, que colocou a qualificação técnica para mão de obra local como forma de auxiliar na retomada econômica.

Zucco utilizou quase a totalidade de seu tempo para falar das próprias propostas para lidar com extensão das filas de exames e procedimentos, utilizando os últimos segundos para questionar como Gabriel Souza planeja zerar as filas em um ano, ainda que não tenha resolvido ao longo do último mandato como vice-governador. Gabriel rebateu com indicadores do programa SUS Gaúcho, além de criticar a forma que Zucco estava utilizando o tempo de fala, acusando o oponente de evitar o debate direto. O candidato do MDB ainda ironizou o adversário, comentando que “gostaria que o conhecimento penetrasse nas suas opiniões”.

Abordada sobre como lidar com os celulares em presídios, Maranata comentou sobre os reflexos deste ponto na dinâmica das facções e nos golpes por telefone. O comentário foi feito por Zucco, que não divergiu do adversário, além de comentar sobre se mostrar aberto à aplicação de políticas de ressocialização de detentos.

Interpelada sobre a projeção orçamentária para 2027, Juliana assegurou que não haverá aumento de impostos em uma eventual gestão. Gabriel Souza também rejeitou novos aumentos tributários, mas usou o espaço para criticar a relação de Juliana com o PT e o histórico de alinhamento do PDT nos governos estaduais nos últimos 20 anos. Gabriel também ironizou a adversária, dizendo que Juliana trata aliados como “pantufas”, sendo “confortáveis para usar em casa, mas feias para sair na rua”.

A apreensão da população frente aos eventos climáticos extremos também pautou as discussões. Juliana Brizola questionou Gabriel Souza os protocolos a serem adotados em situação de risco climático e ambiental (chuvas, cheias, deslizamentos, ventanias). O candidato respondeu falando sobre o suporte aos municípios para a organização de protocolos regionais. Juliana rebateu argumentando que a atual gestão não estruturou protocolos claros de emergência, mantendo o sentimento de insegurança.

Na reta final, Maranata e Zucco criticaram a condução do governo do estado nos projetos de concessão das rodovias.