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SUS faz 36 anos com importância reconhecida, mas problemas de financiamento e caos em Petrópolis

Fonte: tribunadepetropolis.com.br | Data: 22/09/2026 04:44:58

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O Sistema Único de Saúde completou, na última semana, 36 anos. Foi em 19 de setembro de 1990 que a universalização do serviço deixou de ser um conceito e passou a ser institucionalizada. Hoje o modelo de serviço público do Brasil é uma referência para o mundo, já que, em vários países, só se tem assistência à saúde pagando. Mas alguns gargalos ainda não foram corrigidos. Um deles é a chamada “tabela SUS”, o quanto o Governo Federal paga aos municípios pela prestação de serviços, principalmente os hospitalares. Isso causa uma distorção na balança entre os entes federados e a corda sempre estoura do lado mais fraco: o usuário e as Prefeituras.

Cidade vive crise: dívidas milionárias, hospitais precários e falta de remédios e equipamentos

Se a nível nacional o SUS e enfrenta desafios, como o financiamento, em Petrópolis há uma verdadeira crise. Uma das principais unidades, o Hospital Municipal Nelson de Sá Earp, vai precisar ter leitos fechados para reforma dado o estado estrutural. O elevador quebrou tanto que até internações tiveram que ser suspensas. Servidores têm que comprar equipamentos básicos, como luvas, porque os itens não estão no estoque, ratos foram encontrados no almoxarifado e a Justiça tenta mediar uma dívida milionária do município com o Hospital Santa Teresa. Um caos que até inclui contornos do sistema federal, mas tem características bem próprias da falta de gestão do município.

Grandes poderes, grandes responsabilidades

Um Partisans curioso e espírito de porco perguntou e a gente ficou sem conseguir responder: e agora, com a intervenção total na Turp, se um ônibus perde o freio numa descida daquelas, bate em três carros e acidenta uns quatro passageiros. Quem assume as indenizações? A CPTrans? A própria administração direta?

Pegadinha?

Já está dando o que falar a lei, aprovada pela Câmara que a Prefeitura fez para renegociar as suas próprias dívidas com o Inpas. O busílis do problema está no artigo 11, que eliminou uma antiga regra de transição que beneficiava servidores mais antigos, que poderiam se aposentar com condições melhores de tempo de contribuição e idade. Agora, babau.

Terapia em falta

O Conselho Regional de Psicologia enviou uma representação ao Ministério Público questionando a ausência formal do cargo de psicólogo no Plano de Cargos, Carreiras e Salários da Secretaria de Educação e a falta de previsão para concurso. Além de chamar a demanda justa, Partisans, que “odeiam” botar lenha na fogueira, lembram: a importância de tratar da saúde mental como um todo foi uma das principais pautas de Hingo Hammes em sua candidatura à prefeito em 2024.

Rally

Bastou chover um pouquinho mais para Petrópolis voltar a virar um queijo suíço. Tá difícil. E o pior é que, em vários corredores importantes da cidade, não é só que tem muito buraco. O problema é o tamanho. Daqueles de quebrar suspensão. E você já sabe qual vai ser a solução, né? O remendo do remendo do remendo do remendo do remendo….

A cidade mais segura do Estado

Tem sido repetitivo, mas, mais um mês, Petrópolis, a autoproclamada “cidade mais segura do Estado”, vê os furtos aumentarem. Foram 134 ocorrências só no mês de agosto, sendo 27 de telefones celulares, e os roubos também aumentaram. Não dá para a cidade se escorar só na baixa taxa de letalidade. Algo tem que ser feito para aumentar a sensação de segurança também nas ruas. E não só na “zona sul”, nem do centro nem da cidade como um todo. 

Haja “estrutura”

“Estrutura”, no meio político, é como o povo qualifica as campanhas que tão montadas na grana, cheias de dinheiro para dar e vender. Pois neste ano Partisans estão bestas, mais do que o normal, com a tal “estrutura”. Vários candidatos estão com equipe uniformizada e tudo. Mais um pouco e até EPI vai ter à disposição.

Lili cantou

Ufa! O que mais tem é candidato bem mais aliviado. Começou no sábado o período pré-eleitoral no qual os nossos queridos políticos não podem ser presos, a não ser em flagrante, como boca de urna. Do jeito que tem campanha milionária por aí, mesmo assim a gente acha que tem risco. Olha lá, hein!

O Coletivo Três Marias, formado por estudantes de Letras da Faculdade de Formação de Professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (FFP-UERJ), apresenta no dia 25 de setembro, às 15h30, o espetáculo “Recital para a Adília Lopes”, na Casa de Petrópolis. A montagem parte de poemas da escritora portuguesa Adília Lopes, pseudônimo de Maria José da Silva Viana Fidalgo de Oliveira, e propõe uma encenação de sua obra a partir de uma dramaturgia coletiva. A apresentação é aberta ao público.

Contagem regressiva

Faltam 12 dias para a eleição.

Contatos com a coluna: [email protected].