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Bitcoin cai para US$ 83 mil com Treasuries no maior nível desde 2007

Fonte: bpmoney.com.br | Data: 24/09/2026 11:37:13

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O Bitcoin (BTC) voltou à faixa dos US$ 83 mil nesta quinta-feira (24), pressionado pela alta dos rendimentos dos títulos públicos dos Estados Unidos e pela piora do ambiente para ativos de risco.

Nesta manhã, a criptomoeda recuava 3,1% em 24 horas, cotada a US$ 83.226. Em reais, o Bitcoin era negociado a aproximadamente R$ 433.645.

O Ethereum caiu 3,4%, para US$ 2.635. XRP recuou 8,7%, Solana perdeu 3,6% e BNB caiu 2,5%.

Treasuries pressionam Bitcoin

O principal fator de pressão veio do mercado de renda fixa americano.

O rendimento do Treasury de dez anos encerrou a quarta-feira em 5,11%, após subir cerca de 15 pontos-base em um único dia e atingir o maior nível desde 2007.

Juros mais altos tendem a reduzir a atratividade de ativos de risco e também aumentam o custo de posições alavancadas.

O movimento ocorreu após uma combinação de dados econômicos fortes, alta do petróleo e demanda mais fraca em um leilão de títulos dos Estados Unidos.

Uma leitura preliminar da S&P Global mostrou o índice composto de atividade empresarial em 58,4 pontos, maior nível desde julho de 2021.

Leilão de dívida reforça alta dos yields

O Tesouro dos Estados Unidos vendeu US$ 70 bilhões em títulos de cinco anos, mas a demanda ficou abaixo do esperado.

A emissão saiu com rendimento de 5,033%, maior taxa registrada em um leilão desse prazo desde 2006.

O resultado ajudou a manter a pressão sobre os juros de mercado.

O petróleo também voltou a pesar sobre o mercado.

O Brent avançou mais de 4%, para perto de US$ 104 por barril, interrompendo uma sequência de seis pregões de queda.

A recuperação dos preços da energia aumentou novamente as preocupações com inflação, especialmente após o Federal Reserve elevar os juros na semana passada.

Com isso, o mercado voltou a considerar a possibilidade de uma política monetária mais restritiva por mais tempo.

Bitcoin perde força após chegar a US$ 87,3 mil

A queda desta quinta interrompe, ao menos no curto prazo, a recuperação recente do Bitcoin.

Nesta semana, o BTC chegou a US$ 87,3 mil, maior nível desde janeiro.

O movimento havia sido sustentado pela melhora do apetite por risco e pela retomada dos fluxos institucionais.

Na segunda-feira, os ETFs de Bitcoin à vista dos Estados Unidos receberam US$ 998,95 milhões em entradas líquidas. Na terça-feira, outros US$ 364,4 milhões entraram nos fundos.

Vencimento de opções pode aumentar volatilidade

Além do cenário macroeconômico, investidores acompanham um grande vencimento de derivativos previsto para sexta-feira.

Cerca de US$ 16 bilhões em opções de Bitcoin devem expirar, enquanto o volume combinado de opções de BTC e Ethereum se aproxima de US$ 18 bilhões.

A concentração de contratos pode ampliar a volatilidade no curto prazo.

A região de US$ 85 mil também ganhou importância depois de concentrar grande volume de opções de compra.

Com o Bitcoin abaixo desse patamar, o mercado observa se o ativo conseguirá recuperar a faixa ou se a correção poderá se aprofundar.

US$ 80 mil vira suporte relevante

Antes da queda, analistas já apontavam a região entre US$ 87 mil e US$ 88 mil como resistência imediata, seguida pela faixa dos US$ 90 mil.

Na direção oposta, os US$ 80 mil passaram a ser vistos como um suporte mais importante após a valorização recente.

Por enquanto, o comportamento do Bitcoin segue fortemente ligado ao ambiente macro dos Estados Unidos, com juros elevados, petróleo mais caro e expectativas sobre os próximos passos do Federal Reserve.