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MT é o 3º estado do país onde menos se trabalha em home office, aponta IBGE

Fonte: primeirapagina.com.br | Data: 24/09/2026 12:20:11

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Trabalhar de casa já faz parte da rotina de cerca de 30 mil pessoas em Cuiabá. Em 2025, 10,1% dos trabalhadores ocupados na capital mato-grossense exerciam principalmente as atividades profissionais dentro da própria residência, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No estado, apenas 4,5% da população ocupada tinha a própria residência como principal local de trabalho. Com esse percentual, Mato Grosso aparece entre as três unidades da Federação com menor presença do home office no país, à frente somente do Acre, com 3,6%, e de Rondônia, com 4,1%.

Onde o home office é mais comum entre os trabalhadores?

Clique em cada estado para ver o percentual de trabalhadores em home office na capital.

Brasil

Home office

7,9%

Selecione um estado no mapa para ver o dado da capital.

Fonte: IBGE — PNAD Contínua Anual 2025.

A diferença entre os dados também chama atenção: enquanto 10,1% dos trabalhadores de Cuiabá atuam principalmente de casa, no conjunto de Mato Grosso essa proporção cai para menos da metade.

MT tem o 3º menor percentual do país

No Brasil, 7,9% da população ocupada trabalhava principalmente em casa em 2025, percentual equivalente a cerca de 6,6 milhões de pessoas com 14 anos ou mais. Mato Grosso, com 4,5%, ficou 3,4 pontos percentuais abaixo da média nacional.

Na comparação entre as unidades da Federação, apenas Acre e Rondônia apresentaram índices menores. Na outra ponta estão Ceará, Distrito Federal e Rio de Janeiro, as únicas unidades da Federação em que mais de 10% dos trabalhadores tinham a residência como principal local de trabalho.

São Paulo, apesar de concentrar um dos maiores mercados de trabalho do país, ficou próximo da média nacional, com 8,1%.

Cuiabá tem 10,1% dos trabalhadores em casa

Quando são consideradas apenas as capitais, a situação de Cuiabá é diferente da observada no conjunto de Mato Grosso. Na capital mato-grossense, 10,1% dos trabalhadores exercem suas atividades principalmente de casa.

Porto Alegre tem a maior proporção entre as capitais brasileiras: 18,7%, o que significa que quase um em cada cinco trabalhadores da cidade atua principalmente dentro da própria residência.

Depois aparecem Recife, com 15,4%, Belo Horizonte, com 15,2%, e Florianópolis, com 13,7%. Curitiba registra 12,3%, Belém tem 11,9%, Fortaleza 11,8%, e Goiânia e João Pessoa aparecem com 11,6% cada.

6,6 milhões trabalham principalmente de casa

Em todo o país, o grupo associado ao home office era formado por cerca de 6,6 milhões de pessoas em 2025.

O percentual de 7,9% permaneceu estável em relação a 2024 e continua acima do observado antes da pandemia de Covid-19. Em 2019, 5,8% dos trabalhadores tinham a residência como principal local de trabalho. No início da série histórica da Pnad Contínua, em 2012, eram apenas 3,6%.

Não houve coleta dessas informações em 2020 e 2021 por causa das restrições impostas durante a pandemia. Quando o levantamento foi retomado, em 2022, o home office alcançou o maior percentual da série: 8,4%.

Depois disso, houve recuo. O índice passou para 8,2% em 2023 e 7,9% em 2024, permanecendo no mesmo patamar em 2025. Apesar da redução desde o pico registrado após a pandemia, a proporção atual ainda está mais de dois pontos percentuais acima da observada em 2019.

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Home office é realidade para 1 em cada 10 em Cuiabá, mas MT está entre os últimos – Foto: Reprodução

São Paulo lidera em número absoluto

A posição das cidades muda quando a comparação considera o número absoluto de trabalhadores, e não a proporção. São Paulo lidera entre as capitais brasileiras, com 543 mil pessoas trabalhando principalmente de casa em 2025.

O Rio de Janeiro aparece em seguida, com 287 mil trabalhadores, e Belo Horizonte tem 168 mil. Brasília soma 122 mil, Fortaleza 117 mil, Porto Alegre 115 mil e Curitiba 106 mil. Recife registra 98 mil trabalhadores nessa condição e Goiânia, 84 mil.

Mesmo liderando em número absoluto, São Paulo tem 9,3% da população ocupada trabalhando principalmente em casa, abaixo de cidades como Porto Alegre, Recife, Belo Horizonte e Cuiabá.

Trabalho presencial ainda domina

Apesar da consolidação do home office em um patamar superior ao período pré-pandemia, a maioria dos brasileiros continua trabalhando em estabelecimentos físicos. Em 2025, 60,2% da população ocupada exercia a atividade principalmente no estabelecimento do próprio empreendimento. O percentual era de 59,4% em 2024. Santa Catarina apresentou a maior proporção nessa modalidade, com 73,1%, seguida por São Paulo, com 69,9%.

Na outra ponta, o Piauí teve o menor percentual, com 44,7%. Entre as capitais, Florianópolis e São Paulo aparecem com 71,7% dos trabalhadores atuando principalmente no estabelecimento do próprio empreendimento. Boa Vista tem o menor percentual, com 53,1%.

O que o IBGE considera home office

A pesquisa leva em consideração o local onde a pessoa exerce principalmente o trabalho. Por isso, os 7,9% não representam necessariamente todas as pessoas que trabalham remotamente em algum momento da semana.

Um profissional que trabalha três dias por semana em casa e dois na sede da empresa, por exemplo, pode ser contabilizado entre aqueles cujo principal local de trabalho é a residência.

Já uma pessoa que passa quatro dias na empresa e apenas um em casa entra no grupo daqueles que trabalham principalmente no estabelecimento do empreendimento.

As estatísticas desse recorte não incluem empregados do setor público nem trabalhadores domésticos. Com isso, a população ocupada considerada pelo levantamento foi estimada em 84,6 milhões de pessoas em 2025.

Além dos 60,2% que trabalhavam no estabelecimento do próprio empreendimento e dos 7,9% que atuavam principalmente em casa, 13,8% trabalhavam em local indicado pelo empregador, patrão ou cliente.

Outros 8,4% exerciam as atividades em fazendas, sítios, granjas ou chácaras, 5% tinham veículos automotores como principal local de trabalho e 2,1% trabalhavam em vias ou áreas públicas.

O levantamento também aponta 1,6% trabalhando em estabelecimento de outro empreendimento, 0,7% no domicílio do empregador, patrão, sócio ou cliente e 0,3% em outros locais.