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TST determina que 60% dos empregados da Caixa permaneçam em serviço durante greve

Fonte: rcn67.com.br | Data: 25/09/2026 12:28:30

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O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou, na quinta-feira (24), que pelo menos 60% dos empregados da Caixa Econômica Federal permaneçam em atividade durante a greve da categoria. A decisão liminar é do ministro Mauricio Godinho Delgado e foi tomada após a Caixa ajuizar dissídio coletivo de greve contra as entidades que representam os trabalhadores.

A Caixa havia pedido à Justiça que 80% dos empregados fossem mantidos em serviço, alegando que a paralisação poderia afetar atividades consideradas essenciais, como a compensação bancária e o pagamento de benefícios sociais.

O ministro, no entanto, fixou o percentual mínimo em 60%. De acordo com a decisão, esse número é considerado suficiente para preservar o atendimento das necessidades inadiáveis da população, sem inviabilizar o exercício do direito de greve dos trabalhadores.

A decisão também determinou a manutenção do Acordo Coletivo de Trabalho firmado anteriormente, até que haja uma decisão definitiva sobre o dissídio.

Greve chega ao 16º dia em Campo Grande

Em Campo Grande, a paralisação chega ao 16º dia nesta sexta-feira (25). Na manhã de quinta-feira (24), empregados da Caixa se reuniram na sede do Sindicato dos Bancários de Campo Grande e Região para discutir a decisão da Caixa de levar a negociação para a Justiça e os próximos passos do movimento.

Durante o encontro, que contou com representantes sindicais e assessoria jurídica, a categoria decidiu manter a paralisação enquanto acompanha o andamento do processo no TST.

A reunião ocorreu após uma tentativa de conciliação realizada na quarta-feira (23), no Tribunal Superior do Trabalho, a pedido do Ministério Público do Trabalho (MPT). Como não houve acordo, a Caixa formalizou o dissídio coletivo.

A presidente do Sindicato dos Bancários de Campo Grande e Região, Neide Rodrigues, afirmou que a orientação naquele momento era pela continuidade da greve.

“A orientação é pela manutenção da paralisação até que haja uma definição e uma diretriz oficial do nosso Comando Nacional”, declarou.

O encontro em Campo Grande teve a participação do advogado trabalhista e assessor jurídico da Contraf-CUT, Jefferson Martins de Oliveira, do superintendente Regional do Trabalho e Emprego em Mato Grosso do Sul, Alexandre Cantero, do diretor da Apcef/MS e empregado da Caixa, Jadir Garcia, e do secretário-geral do sindicato, Rubens Jorge Alencar.

Saúde Caixa está entre os pontos de conflito

Um dos principais pontos de divergência nas negociações é o modelo de custeio do Saúde Caixa, plano de assistência médica dos empregados.

A categoria rejeitou a proposta apresentada pela instituição e defende a continuidade das negociações. A coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE), Luiza Hansen, afirmou que os trabalhadores haviam solicitado a retomada do diálogo antes do ajuizamento do dissídio.

“Acreditamos que a negociação sempre é a melhor forma de se chegar à solução”, afirmou Hansen.

Julgamento está marcado para terça-feira

A decisão de quinta-feira (24) é liminar, portanto, provisória. O julgamento do dissídio coletivo pela Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) do TST está marcado para as 14h30 da próxima terça-feira (29).

Até uma decisão definitiva, permanece a determinação de que 60% dos empregados da Caixa sejam mantidos em atividade durante a greve.