Baixar Notícia
WhatsApp
Email

“O Rio Grande do Sul será porta de entrada de gás natural”: protocolo para terminal de R$ 1 bilhão é assinado

Fonte: gauchazh.clicrbs.com.br | Data: 25/09/2026 13:17:48

🔗 Ler matéria original

Laura Cosme / Grupo RBS
Cerimônia de assinatura ocorreu nesta sexta-feira (25), no Porto do Rio Grande, e formalizou as tratativas para o desenvolvimento do empreendimento.

O protocolo de intenções para avançar na instalação de um terminal de gás natural liquefeito (GNL) em Rio Grande foi assinado nesta sexta-feira (25). O projeto é da Edge, empresa que pertence à Compass, do Grupo Cosan, e prevê investimento de até R$ 1 bilhão no município do sul do Estado.

A cerimônia de assinatura ocorreu no Porto do Rio Grande e formalizou as tratativas para o desenvolvimento do empreendimento. O documento foi firmado pela empresa junto ao governador Eduardo Leite.

Durante a cerimônia, Leite destacou que o impacto esperado vai além do investimento previsto para a instalação do terminal. Segundo ele, a ampliação da oferta de gás pode contribuir para a competitividade de outros setores da economia gaúcha.

— Não é apenas o setor de energia. Nós estamos celebrando um investimento que virá pela frente de R$ 1 bilhão para esse Porto do Rio Grande, o que por si só é de ser celebrado, mas é um setor que é base para garantir a competitividade nos demais setores — afirmou.

O projeto prevê a instalação do terminal em uma área do Distrito Industrial de Rio Grande e pode criar uma nova porta de entrada de gás natural no Rio Grande do Sul. A prefeitura já aprovou uma lei para a doação de um terreno municipal para o empreendimento.

A proposta é que o gás natural liquefeito chegue por navios a Rio Grande, inicialmente a partir de Santos, em São Paulo. Depois de desembarcar no município, o GNL seria armazenado no terminal e distribuído por caminhões, principalmente para atender indústrias.

Atualmente, conforme Leite, o Estado acessa cerca de 2,8 milhões de metros cúbicos de gás por dia, integralmente por meio do gasoduto. 

— O modelo que a gente pensa para cá é um modelo escalável, que vai começar com 800 mil metros cúbicos para já aumentar significativamente a oferta e ir crescendo — comentou Demetrio Magalhães, CEO da Edge.

Falta de gás já foi gargalo para investimentos

Durante a cerimônia, o governador também relacionou a necessidade de ampliar a disponibilidade de gás às tentativas de atrair novos investimentos para o Estado e para a Metade Sul.

— Um dos pontos que para nós foi um gargalo foi justamente o da disponibilidade do gás para o funcionamento de uma planta de grande porte de montadora de veículos. Então, o Estado, ciente disso, busca suprir essas lacunas, dilatar esses gargalos e abrir espaço para o desenvolvimento — afirmou.

A questão foi enfrentada por Rio Grande durante as negociações para receber uma unidade da montadora chinesa GWM. A falta de fornecimento de gás natural no município foi apontada pela prefeitura como um dos fatores que pesaram para que o investimento não fosse instalado na cidade.

Outro projeto relacionado ao gás que enfrenta um longo impasse no município é o da termelétrica. O empreendimento foi projetado para Rio Grande há mais de uma década, mas não saiu do papel. A empresa responsável pelo projeto original perdeu a outorga após não cumprir as obrigações assumidas no leilão de energia.

Atualmente, há uma tentativa de viabilizar a retomada do empreendimento pelo grupo espanhol Cobra, mas o projeto ainda depende de etapas junto ao governo federal e à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Investimento ainda depende de decisão

Apesar da assinatura do protocolo de intenções, o investimento de até R$ 1 bilhão ainda depende da decisão final da empresa. A Edge já possui um projeto preliminar para o terminal e, a partir de agora, deve aprofundar os estudos para definir a implantação do empreendimento.

Segundo o CEO da Edge, Demétrio Magalhães, uma das próximas etapas será o processo de licenciamento.

— A gente agora começa a aprofundar os estudos, já tem um projeto preliminar do que queremos colocar aqui. Agora a gente aprofunda essas análises, teremos toda a parte de licenciamento para trazer gás natural para o Rio Grande do Sul — afirmou.

A expectativa apresentada pela empresa é de que a decisão final sobre o investimento possa ocorrer em cerca de seis meses. Caso o empreendimento seja confirmado, a previsão é de que o terminal possa entrar em operação em até 18 meses após essa decisão.

Fique informado sobre o que acontece na região sul do Estado! Siga @gzhzonasul no Instagram e no Facebook, e inscreva-se no canal do WhatsApp para receber notícias em seu celular: gzh.rs/canalgzhzs.