Estudantes da Academia e Colégio Donaduzzi conquistam pódio em Feira Científica de Altas Habilidades e Superdotação
Fonte: toledonews.com.br | Data: 25/09/2026 18:39:39
Estudantes da Academia e do Colégio Donaduzzi conquistaram dois lugares no pódio da Feira Científica do Núcleo de Atividades de Altas Habilidades/Superdotação (FENAAH/S), realizada de 21 a 23 de setembro, em Foz do Iguaçu. Promovido pelo Núcleo de Atividades de Altas Habilidades/Superdotação (NAAH/S) do Paraná, o evento reuniu estudantes e professores de diferentes programas do estado para apresentar trabalhos de iniciação científica e compartilhar experiências.
Com mais de 190 projetos apresentados e cerca de 600 estudantes participantes, a feira proporcionou aos alunos a oportunidade de apresentar pesquisas desenvolvidas ao longo dos últimos meses, além de conhecer outros trabalhos e receber avaliações e contribuições de professores e avaliadores.
Na categoria Ciências Sociais, o projeto “Inclusão Educacional e Equidade no Processo de Aprendizagem: Desenvolvimento de uma Ferramenta Assistiva com Inteligência Artificial para Personalização de Atividades Destinadas a Estudantes Neurodivergentes” conquistou o 1º lugar. A pesquisa foi desenvolvida pelos estudantes Caio Iuri Castro Kuntz, Fernando Miguel Koch e Kaua Gabriel de Souza, sob orientação do professor Lucas Garcia Sarto de Souza.
Já na categoria Ciências Exatas, o projeto “Herbário Virtual: Tecnologia e Interatividade Aplicadas à Educação da Botânica” ficou com o 3º lugar. A pesquisa foi desenvolvida por Ana Julia Dias do Nascimento, Camila Zucareli Stein e Nicoly Taysa Monteiro Wachholz, com orientação dos professores Lucas Garcia Sarto de Souza e Janaine Kunrath Hammes.
A Academia também esteve representada com o projeto “Cadeira Adaptada para Estudantes Neurodivergentes com Sistema de Geração de Energia por Movimento”, desenvolvido pelos estudantes Samira Alana de Oliveira, Danilo Mandotti Gambetta e Murilo Koehler Maximiano Andrade Jank, sob orientação dos professores Lucas Duarte Coelho Brito e Vanessa Cavalcante Queiroz.
Ciência como experiência e descoberta
A participação na FENAAH/S também é uma extensão do que os estudantes vivenciam no dia a dia da Academia Donaduzzi. A experimentação científica faz parte da proposta de ensino da instituição, que estimula os alunos a transformarem curiosidades e problemas em perguntas, pesquisas e soluções. Nesse processo, a ciência deixa de estar apenas nos conteúdos trabalhados em sala e passa a ser vivenciada na prática, com os estudantes assumindo o protagonismo na construção de seus próprios projetos.
Para o coordenador da Academia Donaduzzi, Gustavo Klein, a participação em eventos científicos amplia as possibilidades de aprendizagem e fortalece uma formação em que o estudante assume papel ativo na construção do conhecimento. “Participar de uma feira como essa permite que os estudantes vivenciem a ciência na prática. Eles pesquisam, desenvolvem ideias, apresentam o que produziram, escutam outras perspectivas e percebem que o conhecimento também é construído por meio da troca. Esse protagonismo é muito importante para a formação deles”, destaca.
Orientador dos projetos premiados, o professor Lucas Garcia Sarto de Souza destaca que a participação em feiras científicas também contribui para aproximar os estudantes da pesquisa e mostrar que desenvolver ciência pode ser uma experiência acessível, criativa e prazerosa.
“A ideia do nosso trabalho é mostrar aos alunos que fazer ciência, pesquisar e desenvolver novas ideias pode ser algo divertido e que traz recompensas. Muitas vezes, existe a percepção de que fazer ciência é muito difícil, mas queremos mostrar que é possível criar, testar e desenvolver ideias de forma simples e prazerosa”, explica.
Segundo o professor, a experiência vai além da premiação. Durante a feira, os estudantes têm contato com diferentes projetos, recebem avaliações e podem identificar pontos de melhoria em seus próprios trabalhos. “O estudante percebe que está sendo visto e que o protagonismo que desenvolve em sala de aula tem um resultado. O feedback que recebe nesses eventos é construtivo. É uma troca de ideias e de perspectivas”, afirma Lucas.
Os projetos apresentados foram desenvolvidos ao longo de aproximadamente seis meses. Para o orientador, ver os estudantes sendo reconhecidos pelo trabalho realizado e, principalmente, demonstrarem interesse em continuar pesquisando representa um dos principais resultados da experiência.
“Fico muito realizado ao ver que tudo aquilo que ensinamos e cobramos desses estudantes teve resultado. Eles se dedicaram durante meses, receberam o reconhecimento no evento e, além das premiações, saíram de lá querendo continuar desenvolvendo novas ideias. Isso mostra que a experiência despertou neles a vontade de seguir fazendo ciência”, completa.