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Polo Conecta debate caminhos para ampliar inovação e aproximar IFSC das demandas da sociedade

Fonte: ifsc.edu.br | Data: 25/09/2026 18:42:47

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INOVAÇÃO Data de Publicação: 25 set 2026 17:00 Data de Atualização: 25 set 2026 18:46

Na abertura do evento, o reitor do IFSC, Zízimo Moreira Filho, falou sobre o fortalecimento do ecossistema de inovação da instituição.
Na abertura do evento, o reitor do IFSC, Zízimo Moreira Filho, falou sobre o fortalecimento do ecossistema de inovação da instituição.

Fábio Wagner Pinto, secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação de Santa Catarina, apresentou políticas públicas e iniciativas do ambiente de inovação no estado.
Fábio Wagner Pinto, secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação de Santa Catarina, apresentou políticas públicas e iniciativas do ambiente de inovação no estado.

O pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação do IFSC, Tiago Semprebom, abordou desafios e perspectivas para a inovação na instituição.
O pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação do IFSC, Tiago Semprebom, abordou desafios e perspectivas para a inovação na instituição.

A implantação dos escritórios locais de inovação nos câmpus foi apresentada pelo chefe do Departamento de Inovação do IFSC, Wilson Valente Junior.
A implantação dos escritórios locais de inovação nos câmpus foi apresentada pelo chefe do Departamento de Inovação do IFSC, Wilson Valente Junior.

O diretor do Polo de Inovação do IFSC, Edison Antônio Cardoso Aranha Neto, explicou a nova estrutura e a ampliação da atuação do Polo.
O diretor do Polo de Inovação do IFSC, Edison Antônio Cardoso Aranha Neto, explicou a nova estrutura e a ampliação da atuação do Polo.

Rogério de Souza Versage, diretor-geral do Câmpus Florianópolis, destacou o apoio institucional à Unidade Embrapii.
Rogério de Souza Versage, diretor-geral do Câmpus Florianópolis, destacou o apoio institucional à Unidade Embrapii.

O diretor de Operações da Embrapii, Marcelo Prim, participou do evento de forma on-line e apresentou o modelo Embrapii e o desempenho da unidade do IFSC.
O diretor de Operações da Embrapii, Marcelo Prim, participou do evento de forma on-line e apresentou o modelo Embrapii e o desempenho da unidade do IFSC.

O chefe do Departamento Administrativo Financeiro do Polo de Inovação, Ricardo Luiz Alves, apresentou a trajetória da Unidade Embrapii do IFSC e os próximos passos da estrutura.
O chefe do Departamento Administrativo Financeiro do Polo de Inovação, Ricardo Luiz Alves, apresentou a trajetória da Unidade Embrapii do IFSC e os próximos passos da estrutura.

Sérgio Luciano Ávila, novo coordenador da Unidade Embrapii do IFSC, detalhou a captação, a execução de projetos e os próximos passos da unidade.
Sérgio Luciano Ávila, novo coordenador da Unidade Embrapii do IFSC, detalhou a captação, a execução de projetos e os próximos passos da unidade.

Como aproximar o conhecimento produzido no IFSC dos desafios enfrentados pela sociedade e pelo setor produtivo? E como fazer da inovação uma estratégia presente em toda a instituição? Essas foram algumas das questões discutidas durante o Polo Conecta, Simpósio de Inovação do Polo de Inovação do IFSC, realizado no auditório da Reitoria, em Florianópolis, nesta quinta-feira (24) e sexta-feira (25).

O encontro reuniu gestores, pesquisadores e servidores para discutir a expansão do ecossistema de inovação do IFSC. Entre os principais temas abordados estavam a implantação de escritórios locais de inovação nos câmpus, a aproximação com os ecossistemas regionais e o setor produtivo e a ampliação da capacidade institucional de desenvolver projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I).

O Polo de Inovação é uma unidade administrativa vinculada à Reitoria, especializada na prospecção, contratação e gerenciamento de projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I). Faz parte dessa estrutura a Unidade Embrapii Sistemas Inteligentes de Energia, instalada no Câmpus Florianópolis. Diferentemente da Unidade Embrapii, cujos projetos precisam estar relacionados à área de competência de Sistemas Inteligentes de Energia, o Polo pode articular projetos em diversas áreas e utilizar diferentes mecanismos de financiamento.

O que é a Embrapii? 

Durante o evento, o diretor do Polo de Inovação, Edison Antônio Cardoso Aranha Neto, explicou que essa ampliação é um dos principais movimentos da nova estrutura. “Agora o Polo de Inovação expande suas áreas de atuação, expande suas formas de captação de recursos, mantendo, claro, a Unidade Embrapii em pleno funcionamento”, afirmou.   

Polo de inovação do IFSC: entenda como funciona neste post do Blog do IFSC

Na abertura do evento, o reitor do IFSC, Zízimo Moreira Filho, destacou que o encontro marca uma etapa de um processo que já vinha sendo planejado pela instituição para fortalecer a inovação e ampliar sua articulação em todo o IFSC. Uma das mudanças mencionadas pelo reitor é que a Unidade Embrapii passa a ter uma coordenação própria, vinculada ao Polo de Inovação.

Tanto o Polo quanto a Unidade Embrapii têm entre seus principais objetivos ampliar a aproximação do IFSC com o setor produtivo e desenvolver soluções para desafios tecnológicos apresentados por empresas. No caso da Unidade Embrapii, essa atuação ocorre dentro das linhas relacionadas a Sistemas Inteligentes de Energia. Já a atuação mais ampla do Polo permite mobilizar competências e estruturas existentes em diferentes câmpus e áreas da instituição.

Para o reitor, a reorganização representa um avanço na estruturação desse trabalho. “A gente dá um passo muito grande na questão do nosso ecossistema de inovação”, destacou Zízimo.

Unidade Embrapii: projetos, financiamento e próximos passos

O funcionamento da Unidade Embrapii do IFSC foi aprofundado no segundo dia do evento pelo novo coordenador da unidade, Sérgio Luciano Ávila. O IFSC foi credenciado em 2017 na área de Sistemas Inteligentes de Energia, que atualmente contempla quatro linhas de atuação: desenvolvimento de sistemas informatizados para gerenciamento energético; eficiência energética e redes elétricas inteligentes; fontes renováveis de energia; e mobilidade.

Os laboratórios credenciados estão no Câmpus Florianópolis, onde a unidade permanece instalada. O diretor-geral do câmpus, Rogério de Souza Versage, destacou que, embora projetos possam gerar infraestrutura, recursos e propriedade intelectual, o principal resultado para a instituição está na formação dos estudantes, que passam a trabalhar em problemas reais junto a pesquisadores e empresas.

Sérgio explicou que, no modelo Embrapii, os projetos são construídos a partir de desafios apresentados pelas empresas. A Embrapii pode aportar recursos não reembolsáveis, enquanto a empresa participa financeiramente e o IFSC entra com contrapartida econômica, que pode envolver horas de trabalho dos pesquisadores e utilização de laboratórios e equipamentos. A partir da identificação do problema, a equipe da unidade e os pesquisadores estruturam a proposta técnica, o orçamento e o plano de trabalho antes da contratação.   

Mais do que financiar projetos específicos, a experiência acumulada por meio da Embrapii também amplia a capacidade dos pesquisadores de buscar recursos em outras fontes. Durante a apresentação, Sérgio citou projetos apoiados pela Fapesc, CNPq e Finep e destacou que o histórico construído na Unidade Embrapii contribui para a participação em projetos regulados pela Aneel e, futuramente, pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).  

Como exemplo do potencial dessa captação, o coordenador contou que, nos últimos dois anos, cinco pesquisadores conseguiram captar cerca de R$ 15 milhões para a infraestrutura do Câmpus Florianópolis, por meio de diferentes mecanismos de financiamento. Os recursos possibilitam a implantação e a ampliação de laboratórios e equipamentos que podem ser utilizados tanto em pesquisa quanto na formação dos estudantes.   

Para Sérgio, esse tipo de investimento mostra como a pesquisa aplicada pode modificar não apenas a relação do IFSC com as empresas, mas também as condições de formação e pesquisa oferecidas dentro da instituição. “A gente tem a oportunidade de revolucionar a forma como o IFSC trabalha”, afirmou.  

Desde o credenciamento, a Unidade Embrapii do IFSC soma 21 projetos concluídos e nove em execução, totalizando 30 projetos e cerca de R$ 32 milhões em contratos.

Conheça o portfólio de projetos da Unidade Embrapii do IFSC

Unidade do IFSC está no nível Ouro

O diretor de Operações da Embrapii, Marcelo Prim, participou do evento de forma on-line e apresentou o funcionamento da rede, que reúne grupos de pesquisa credenciados para atender a desafios tecnológicos da indústria. Na classificação interna utilizada pela Embrapii para acompanhar a excelência operacional das unidades, o IFSC está atualmente no nível Ouro. Segundo Marcelo, essa categoria reúne unidades consideradas referência dentro da rede, que devem também compartilhar experiências e participar de iniciativas de maior complexidade.   

No ciclo anterior, a unidade do IFSC cumpriu 11 das 12 metas previstas no plano de ação. Em 2026, já havia contratado cinco novos projetos, superando a meta de quatro apresentada para o período. Marcelo apontou como desafios ampliar a prospecção de empresas, aumentar a participação da unidade em mentorias a outras integrantes da rede e fortalecer sua governança. 

O próximo patamar é o Diamante, atribuído às unidades Ouro com melhor desempenho na avaliação da rede. “Vocês têm o potencial de virar unidade nível diamante, numa visão de futuro”, afirmou Marcelo aos gestores do IFSC e participantes do simpósio.

Inovação e desenvolvimento de Santa Catarina

No primeiro dia do evento, o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação de Santa Catarina, Fábio Wagner Pinto, apresentou um panorama do ambiente de inovação do estado e abordou políticas públicas voltadas ao desenvolvimento científico, tecnológico e econômico. Entre os temas tratados estiveram a expansão da Rede Catarinense de Centros de Inovação, o desenvolvimento regional, a conectividade, a inteligência artificial, as compras públicas de soluções inovadoras e a revisão da Lei Catarinense de Inovação.

O secretário também apresentou instrumentos que podem aproximar empresas e Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs), como a proposta de criação de um ‘voucher tecnológico’, prevista na revisão da Lei Catarinense de Inovação, que deverá destinar recursos para que empresas contratem serviços e competências de ICTs do estado. Para Fábio, as transformações tecnológicas e econômicas exigem que instituições e governos revejam continuamente suas formas de atuação. “Aquilo que nos trouxe até onde estamos não é a receita do sucesso daqui para a frente. A gente precisa se adaptar”, afirmou.

Ao final da apresentação, o secretário destacou as possibilidades de ampliar a atuação conjunta entre o governo estadual e o Instituto. “Acho que a gente tem um grande caminho para fortalecer a presença do IFSC com o governo do estado e mostrar todos esses caminhos que a gente tem aí”, ressaltou.

Conhecimento precisa chegar aos problemas reais

O pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação do IFSC, Tiago Semprebom, abordou tendências e perspectivas para a inovação na instituição. Um dos pontos centrais da apresentação foi a necessidade de aproximar o conhecimento produzido no IFSC dos problemas e oportunidades existentes fora da instituição.

Segundo Tiago, o IFSC reúne infraestrutura, laboratórios, pesquisadores, servidores e estudantes em diferentes regiões de Santa Catarina. O desafio é fazer com que esse conhecimento e essa estrutura sejam cada vez mais articulados às demandas reais da sociedade e do setor produtivo. “Quando essa tecnologia encontra uma necessidade real, a gente passa a ter a inovação”, enfatizou.

Em sua apresentação, o pró-reitor explicou que o Polo de Inovação e o Departamento de Inovação (Dinova), vinculado à Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação (Proppi), atuam de forma complementar, fazendo uma ponte entre o conhecimento e as estruturas já existentes no IFSC e as demandas externas, conforme imagem a seguir:

 

O pró-reitor também destacou que essa aproximação pode gerar benefícios para os próprios estudantes, com a participação em projetos ligados a problemas concretos, oportunidades de bolsas, empregabilidade e melhoria da infraestrutura dos laboratórios. A mudança proposta, segundo ele, não depende apenas de novas ferramentas ou tecnologias, mas também de uma transformação cultural. Isso envolve ampliar a interação entre diferentes áreas, estimular trabalhos multidisciplinares, fortalecer a aproximação com o setor produtivo e incorporar uma mentalidade mais voltada à experimentação e à solução de problemas. “Inovar não é simplesmente criar algo novo, é transformar conhecimento em mudança”, explicou.

Assista abaixo ao vídeo exibido durante o evento com depoimentos de estudantes que participam de projetos do Polo de Inovação:

Criação de escritórios locais nos câmpus

A estratégia de implantação dos escritórios locais de inovação foi detalhada pelo chefe do Departamento de Inovação do IFSC, Wilson Valente Junior. A iniciativa integra o projeto Assistec Inova, do Ministério da Educação (MEC), voltado ao fortalecimento dos ecossistemas de inovação, empreendedorismo e sustentabilidade nas instituições de Educação Profissional e Tecnológica.

O objetivo é estabelecer escritórios locais de inovação em todos os câmpus do IFSC, mas não como uma ação isolada. Segundo Wilson, a proposta é criar uma rede descentralizada capaz de identificar demandas dos ecossistemas locais, conhecer as competências existentes em cada câmpus e fazer a conexão entre empresas, sociedade, pesquisadores e estruturas institucionais. “A gente precisa de um grupo de pessoas que olhe para fora do IFSC, entenda quais são as demandas, qual é a nossa expertise e faça essa conexão, traga as demandas e alimente os nossos grupos de pesquisa”, explicou.

O modelo foi desenvolvido a partir de experiências de outros institutos federais e também da atuação já realizada pelo Câmpus Itajaí, considerado piloto dentro do IFSC. Nesse câmpus, a participação no ecossistema regional já tem possibilitado aproximação com empresas, desenvolvimento de projetos integradores vinculados a demandas externas e novas oportunidades de projetos de PD&I.

A previsão é estruturar 23 escritórios locais, envolvendo uma rede de servidores responsáveis por conectar as competências dos câmpus às demandas da sociedade. Cada escritório terá uma equipe com representantes das áreas de pesquisa e extensão, uma liderança de projetos e agentes de inovação ligados aos principais itinerários formativos do câmpus.

A implantação será feita em etapas, passando pela identificação das equipes, definição dos portfólios de competências, formalização dos escritórios e capacitação dos servidores. A expectativa apresentada durante o encontro é que a rede comece a operar ao longo de 2027.

Para Wilson, a estrutura só produzirá resultados se houver articulação entre os diferentes atores envolvidos e capacidade de transformar conhecimento em soluções efetivamente transferidas para a sociedade. “Inovação sem movimento é apenas invenção”, destacou.

Como servidores, estudantes e empresas podem participar

Uma das propostas da nova organização é facilitar o acesso da comunidade acadêmica e das empresas às oportunidades do Polo de Inovação. Os projetos não são executados por uma equipe técnica própria do Polo. São docentes e técnicos administrativos do IFSC que coordenam e desenvolvem as pesquisas, juntamente com estudantes. 

Servidores que já tenham contato com uma empresa podem levar uma demanda ao Polo; quando a procura parte da empresa, a equipe busca entre os pesquisadores do Instituto as competências necessárias para desenvolver uma solução. Com a implantação da nova rede, os escritórios locais de inovação também funcionarão como portas de entrada para essas demandas.  

Estudantes de todos os níveis de ensino podem integrar as equipes dos projetos. Para cada iniciativa, são lançadas seleções conforme as competências necessárias, e o Polo também mantém um banco de talentos. 

Já as empresas podem procurar diretamente o Polo de Inovação ou os escritórios locais, quando estiverem em funcionamento. A primeira etapa é uma conversa para compreender o problema tecnológico. A partir disso, são identificados pesquisadores e laboratórios do IFSC com competência para construir uma proposta técnica em conjunto com a empresa.   

Saiba mais

Assista à gravação do primeiro dia do Polo Conecta
Assista à gravação do segundo dia do Polo Conecta
Entenda como funciona o Polo de Inovação do IFSC neste post do Blog do IFSC
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Acesse a página da Unidade Embrapii do IFSC
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