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Trabalho: Greve dos Correios chega ao fim após 15 dias

Fonte: portalterradaluz.com.br | Data: 26/09/2026 10:56:26

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25 de setembro de 2026 – A greve dos Correios chegou ao fim após 15 dias de paralisação. Os trabalhadores começaram a retornar às atividades às 22h desta quinta-feira (24), conforme determinação do Tribunal Superior do Trabalho (TST). A decisão foi tomada após assembleias da categoria aprovarem o encerramento do movimento.

O TST retomou na quinta-feira (24) o julgamento do dissídio coletivo dos trabalhadores dos Correios. Por maioria, o tribunal considerou a paralisação não abusiva, autorizou a compensação dos dias parados e definiu reajuste salarial de 4,09%.

A greve havia começado em 10 de setembro, após um impasse nas negociações do acordo coletivo. Entre os principais pontos de divergência estava o plano de saúde oferecido aos funcionários, aposentados e dependentes da empresa.

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TST rejeita pedido de multa dos Correios

Durante o julgamento, o TST rejeitou o pedido dos Correios para que a paralisação fosse considerada abusiva e para que fosse aplicada multa de R$ 100 mil às entidades sindicais que representam os trabalhadores.

A maioria dos ministros entendeu que a greve não deveria ser classificada como abusiva. O tribunal também determinou que os dias de paralisação sejam compensados pelos trabalhadores.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de São Paulo (Sintect-SP), a decisão ainda manteve 73 cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho e estabeleceu reajuste salarial de 4,09%.

O acórdão, documento que reúne a íntegra da decisão judicial, ainda não havia sido publicado. Por isso, o Sintect-SP informou que fará uma análise do texto antes de apresentar à categoria todos os detalhes definidos pelo tribunal.

Como será a compensação dos dias parados

Os trabalhadores deverão compensar os dias em que permaneceram em greve. Em São Paulo, o Sintect-SP orientou a categoria a retornar às atividades a partir das 22h de quinta-feira (24).

O sindicato informou, porém, que ainda aguardava a publicação do acórdão para esclarecer como será realizada a reposição das horas.

De acordo com a entidade, ainda não havia termos e critérios definidos para a compensação. Os próximos passos deverão ser discutidos com a diretoria e as federações que representam os trabalhadores.

Plano de saúde foi principal impasse

A paralisação começou em 10 de setembro, depois que os trabalhadores rejeitaram uma proposta apresentada pelos Correios durante as negociações do acordo coletivo.

O principal ponto de divergência estava relacionado ao plano de saúde oferecido aos funcionários, aposentados e dependentes.

Os trabalhadores defendiam a manutenção do modelo em que os Correios atuam como mantenedores do benefício. A Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect) afirmou que as negociações haviam avançado em outros pontos do acordo, mas que o plano de saúde permanecia como o principal obstáculo para a conclusão das tratativas.

Segundo a entidade, uma eventual mudança no modelo poderia aumentar os gastos das famílias dos trabalhadores com o benefício.

O tema também foi analisado pelo TST durante o julgamento do dissídio coletivo. Até a divulgação das informações pelo sindicato, entretanto, a redação final aprovada pelo tribunal ainda não estava disponível.

Julgamento havia sido suspenso

O julgamento do dissídio coletivo havia sido suspenso na segunda-feira (21). Na ocasião, o ministro Vieira de Mello Filho, que presidia a sessão, determinou um prazo de 48 horas para que as entidades sindicais analisassem documentos apresentados recentemente pelos Correios.

Com a retomada do julgamento na quinta-feira (24), o tribunal analisou os pontos relacionados à paralisação e às reivindicações da categoria.

Com a decisão, os trabalhadores iniciaram o retorno às atividades, encerrando uma greve que durou 15 dias.

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