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GPA recebe autorização para operar como corretora de seguros

Fonte: businessmoment.com.br | Data: 30/09/2026 09:57:55

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O GPA (PCAR3) anunciou que sua subsidiária integral, a Corretora GPA, obteve autorização formal da Superintendência de Seguros Privados (Susep) para atuar na intermediação de seguros de danos e de pessoas em todo o território nacional. A habilitação foi comunicada pela rede varejista em nota ao mercado divulgada nesta terça-feira.

A nova estrutura passará a operar em regime de cocorretagem em parceria com a corretora multinacional Willis. O foco da operação será a intermediação da contratação de apólices destinadas à cobertura dos riscos corporativos do próprio grupo e de suas empresas afiliadas.

O processo de constituição e autorização de uma corretora de seguros no Brasil — como o caso recente da subsidiária do GPA perante a Superintendência de Seguros Privados (Susep) — exige o cumprimento de etapas rigorosas de habilitação técnica, governança e conformidade regulatória. A Susep é a autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda responsável por regular e fiscalizar o setor de seguros, previdência complementar aberta e capitalização.

Antes de submeter o pedido corporativo, a empresa precisa ter ao menos um corretor de seguros responsável técnico (pessoa física) devidamente habilitado e registrado na Susep. Para isso, o profissional deve:

  • Obter a certificação técnica por meio do exame de habilitação promovido pela Escola de Negócios da Conseg (antiga Escola Nacional de Seguros – Funenseg) ou entidade credenciada, nas carteiras desejadas (como Ramos Gerais e/ou Vida e Previdência);
  • Atender a requisitos morais e reputacionais (não ter condenações por crimes financeiros, falência culposa ou penalidades graves no sistema financeiro);
  • Manter o registro individual ativo no cadastro geral da Susep.

Em casos de grandes grupos do varejo ou da indústria, a criação de uma corretora própria não visa necessariamente a venda de seguros no balcão ao cliente final. Como demonstrado pelo GPA em parceria com a Willis, o modelo é frequentemente utilizado em formato de cocorretagem. Ao participar da estrutura de cocorretagem junto a uma grande corretora multinacional especialista, o grupo captura parte da comissão gerada pelas apólices que ele mesmo contrata, reduzindo o custo líquido do seguro e otimizando a eficiência financeira do balanço.

Com o movimento, o GPA busca otimizar a gestão de seus riscos internos e capturar eficiência financeira na contratação de proteção securitária. A escala de dispêndios do grupo nessa frente é expressiva: nos últimos três exercícios sociais, a companhia reconheceu aproximadamente R$ 185 milhões em prêmios somente em operações de seguros-garantia.

João Pedro Camargo Corenciuc

João Pedro Camargo é jornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.