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Operação Codajás 2026 garante gás e combustíveis no Amazonas

Fonte: bncamazonas.com.br | Data: 30/09/2026 23:33:00

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Já está em execução desde o último dia 15 de setembro a Operação Codajás realizada pela Transpetro e Petrobrás no estado do Amazonas.

São medidas preventivas para assegurar o abastecimento de combustíveis na região Norte, com atenção especial ao Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), o gás de cozinha, durante o período de estiagem dos rios amazônicos.

Desse modo, a ação conjunta da Transpetro e Petrobrás conta com o apoio da Marinha do Brasil e reúne estratégias logísticas para atenuar os impactos da redução dos níveis dos rios.

Assim como garantir a continuidade do escoamento da produção do polo petrolífero de Urucu, localizado em Coari, no Amazonas,

A Operação Codajás, que completa 31 anos em 2026, recebeu esse nome devido à geografia e às restrições de navegabilidade do rio Solimões, e não ao local exato de extração do petróleo.

Embora a produção de petróleo e gás ocorra na província petrolífera de Urucu e o escoamento inicial seja feito pelo terminal de Coari, o município de Codajás representa historicamente o principal gargalo ou ponto crítico de passagem dos navios durante a vazante (seca) dos rios amazônicos.

Dessa forma, entre Coari e Manaus, a região próxima a Codajás concentra trechos onde o nível da água reduz drasticamente. Quando a operação foi criada em 1995 pela Petrobras e Transpetro, as maiores dificuldades logísticas de encalhe e a necessidade de monitoramento de calado (profundidade) ocorriam justamente naquele trecho do rio.

Em anos de secas extremas, como ocorreu em 2023 e 2024, navios de maior calado que saem de Coari não conseguem seguir diretamente até Manaus.

Assim, historicamente, é na altura de Codajás (ou regiões próximas) que se avaliava a necessidade de realizar o alívio de carga ou transbordo para balsas menores conseguirem navegar.

Operação de 2026

Realizada anualmente entre os meses de setembro e dezembro, a operação foi mobilizada este ano diante de dados que indicam tendência de queda nos leitos dos rios e consequente restrição à navegação comercial nos próximos meses.

O acompanhamento é feito semanalmente pelo Comitê da Vazante Amazônica, que avalia condições climáticas e operacionais para posicionar embarcações e recursos de forma antecipada.

Para a edição de 2026, a Transpetro disponibilizou dois navios gaseiros com dedicação exclusiva: o Gilberto Freyre e o Jorge Amado.

A estrutura operacional é reforçada por outros quatro gaseiros — Oscar Niemeyer, Barbosa Lima Sobrinho, Darcy Ribeiro e Lucio Costa — e por três navios petroleiros: Sergio Buarque de Holanda, Romulo Almeida e José Alencar.

Como parte do plano de contingência, o navio-tanque Epic Baluan será posicionado em Coari para atuar como tancagem estendida, complementando a capacidade de armazenamento dos terminais locais.

Além disso, segundo a direção da Transpetro, a parceria com a Marinha do Brasil garante o acompanhamento constante das embarcações e a sondagem de profundidade nos trechos mais críticos dos rios durante a vazante.

Evitar desabastecimento

O diretor de Transporte Marítimo da Transpetro, Jones Soares, destacou que a preparação prévia é decisiva para evitar o desabastecimento na região.

“Os sinais observados pelo comitê multidisciplinar reforçam a importância do nosso planejamento antecipado. Por isso que nós iniciamos as avaliações técnicas e operacionais que são necessárias para ampliar ainda mais a nossa prontidão logística. A Operação Codajás é um exemplo de como o conhecimento do território, o monitoramento contínuo e a integração entre Transpetro, Petrobras e Marinha do Brasil são fundamentais para garantir esse insumo básico para a população do Norte do Brasil, que é o gás de cozinha, mesmo em cenários desafiadores”.

O escoamento de petróleo de Urucu segue ocorrendo sem transtornos, sendo transbordado para navios em Manaus ou Itacoatiara, seguindo para cabotagem.

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Operação Codajás tem 31 anos

Criada em 1995, a Operação Codajás completa 31 anos de existência em 2026. Segundo Jones Soares, a ação se consolidando como pilar central da segurança energética do Amazonas e da região Norte.

“Além de garantir o GLP às famílias amazonenses, a logística contínua permite que a produção de petróleo e gás natural em Urucu não seja interrompida. O gás natural extraído na província petrolífera de Urucu reveste-se de relevância vital para o estado, sendo responsável por mais de 50% de toda a geração de energia elétrica do Amazonas”, ressalta o diretor da companhia.

Aprendizado da seca de 2024

Ainda na avaliação da Transpetro, a expertise logística da Operação Codajás provou-se essencial durante a estiagem de setembro de 2024, considerada a seca mais severa enfrentada pela Amazônia em 74 anos.

Naquele período, Petrobras e Transpetro atuaram em conjunto com o Ministério de Minas e Energia (MME) e o Grupo de Crise para evitar impactos no suprimento energético regional.

Em setembro de 2024, o escoamento de GLP a partir de Urucu exigiu operações com barcaças de menor calado para cruzar os trechos críticos do rio Solimões, realizando o transbordo posterior para navios de maior porte com capacidade para 3.500 toneladas.

Na ocasião, dois navios gaseiros ficaram fundeados em Coari funcionando como tanques flutuantes com capacidade para até 14 mil toneladas de GLP — o equivalente a 30 dias de fornecimento regional.

“Graças a 21 operações dedicadas, que movimentaram mais de 16 mil toneladas de GLP, naquele período crítico, a produção e a entrega de derivados e petróleo transcorreram sem interrupções de suprimento para as distribuidoras e para a Refinaria de Manaus”, lembrou Soares,

Já em 2025, embora o nível dos rios não tenha exigido medidas extremas, o monitoramento preventivo movimentou mais de 60 mil toneladas de GLP e 129 mil m³ de petróleo entre setembro e outubro, assegurando a prontidão de estoques que hoje baliza a operação de 2026.

*Com informações da Transpetro

Fotos: divulgação