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… DO BOLSONARO FALARAM EM GENOCÍDIO DOS INDÍGENAS.HIPÓCRITA DUMA FIGA.Não é por menos que se tornaram submissos a esse master governo demerda.Se calaram diante das decisões mafiosas tomadas por quem deveria proteger a Constituição.SUBMISSOS …

Fonte: ultimosegundo.ig.com.br | Data: 01/10/2026 08:56:42

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Flavio, Trump e Lula

Reprodução flaviobolsonaro e Fernando Frazão/Agência Brasil

Flavio, Trump e Lula

Qual País queremos que saia das urnas nos próximos dias? Um País Democrático e Soberano, com a prevalência dos Direitos Fundamentais e Sociais, conforme a Constituição Federal de 1988, ou uma Ditadura e Colônia do Trumpismo Americano, com a prevalência da violência do Estado, das milícias, dos grupos de extermínio, junto com o armamentismo de determinados segmentos da população, além da implantação de um “Estado Mínimo”, retirando direitos fundamentais, sociais e as políticas públicas destinadas a maioria da população, para privilegiar as elites sociais, econômicas e políticas?

De fato, temos dois projetos diversos para o Brasil, e devemos relembrar dos mais de 700 mil mortos na Pandemia, um verdadeiro genocídio, em razão da omissão e do negacionismo na saúde do Governo Federal em 2020 e 2021. Nossa memória também deve se voltar às filas de pessoas miseráveis e famintas nos açougues e mercados buscando doações de ossos, conhecidas como “filas dos ossos” do governo Bolsonaro (2019-2022), período no qual 33 milhões de pessoas, que representavam 15% da população brasileira e 25% das famílias com crianças e adolescentes, passavam fome, segundo a Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar. No total, eram 18 milhões de crianças e adolescentes passando fome no mesmo período, e 40% da população infanto-adolescente vivendo em situação de miséria e pobreza, com base em números do IBGE e da Fundação Abrinq.

Devemos ainda nos lembrar das mais de 130 mil crianças e adolescentes que ficaram órfãos com os falecimentos dos seus pais, mães e responsáveis legais durante a Pandemia (2020-2021), sem receberem nenhum tipo de apoio do governo federal, conforme a Coalizão Brasileira pelos Órfãos da Covid.  Já os índices de vacinação infantil desabaram de 95% para 60% durante o governo Bolsonaro, em razão da pregação negacionista antivacina difundida pelo governo e pelo próprio chefe da nação na época, o que fez ressurgir doenças antes erradicadas, como a paralisia infantil e o sarampo. No mesmo desgoverno, a taxa de abandono escolar no ensino médio subiu de 8,2% em 2018 para 10,5% em 2022, conforme o Movimento Todos pela Educação. Já a aplicação de recursos na educação básica, principalmente de investimentos, na mesma época, diminuiu 13%, paralisando a entrega de novas creches e a continuidade do ensino de tempo integral, segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e o Inesc (Instituto de Estudos Socioeconômicos).  

De acordo com o CIMI (Conselho Indigenista Missionário), 3.552 crianças de 0 a 4 anos morreram durante os 4 anos de governo bolsonarista por causas evitáveis vinculadas a desassistência na área de saúde e às doenças relacionadas com a destruição ambiental e às contaminações decorrentes das invasões do garimpo ilegal nas terras indígenas, com patrocínio governamental.  Nas terras Yanomami, em Roraima, onde ocorreu uma crise humanitária de grandes proporções, foram 570 mortes de crianças com menos de 5 anos de idade, entre 2019 e 2022, por causas evitáveis, como desnutrição, mortalidade infantil e doenças que poderiam ser evitadas com vacinação.

E será que a imprensa brasileira já esqueceu da própria escalada de ataques, perseguições e hostilidades contra jornalistas? De acordo com a FENAJ (Federação Nacional dos Jornalistas), o número de ataques à categoria e a veículos de imprensa em 2022 chegou a 376, e o ex-presidente Jair Bolsonaro foi o principal agressor, sendo responsável por 104 casos (27%) do total. 

Ainda, durante o governo Bolsonaro, o Brasil deixou de registrar 24 mil homicídios de 2019 a 2022, conforme o Atlas da Violência de 2024, feito pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O número representou 11% do total dos homicídios no País naqueles fatídicos 4 anos, denotando que os dados da violência eram “maquiados” com fins políticos, além do desprezo pelas vidas humanas.

Esses, entre tantos outros, são alguns números e exemplos de violações dos tempos de barbárie governamental, que demonstram os sérios riscos aos direitos fundamentais, às políticas públicas sociais e à infância e juventude do País diante de um possível novo governo Bolsonaro.

No relatório do Grupo de Trabalho de Criança e Adolescente da Equipe de Transição em 2022, com base nos números expostos, chegamos à conclusão de que “houve um retrocesso nunca documentado nas condições de vida e na garantia de direitos da população de 0 a 18 anos”. E naquela época, em dezembro de 2022, ainda nem tinha ocorrido a tentativa de golpe de estado que pretendia mergulhar o País numa Ditadura, com os assassinatos do presidente e do vice eleitos, e de um ministro do STF, conforme comprovaram as investigações e o processo criminal devidamente julgado. Se não fosse a maturidade e responsabilidade das principais instituições e autoridades da República, em janeiro de 2023, certamente estaríamos hoje vivendo os horrores de uma ditadura, com torturas, estupros, desaparecimentos e assassinatos, da mesma forma da ditadura do passado (1964- 1988), que a família Bolsonaro sempre defendeu e celebrou. Em Defesa da Democracia e da Civilização, Ditadura e Tortura Nunca Mais!