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Petróleo sobe 2% após China suspender exportações de combustíveis

Fonte: muitainformacao.com.br | Data: 01/10/2026 11:39:46

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Os preços do petróleo subiram cerca de 2% nesta quinta-feira (1º) após refinarias da China suspenderem as exportações de derivados para destinos fora de Hong Kong e Macau. A medida aumenta a preocupação com a disponibilidade de combustíveis em um mercado que já enfrenta restrições de oferta provocadas por conflitos e interrupções na capacidade de refino.

O novo contrato futuro do Brent com vencimento em dezembro era negociado a US$ 100,09 por barril, alta de 2,1%, equivalente a US$ 2,06 em relação ao fechamento anterior. O contrato de novembro expirou na quarta-feira (30), a US$ 103,50 por barril, acumulando alta de aproximadamente 14% em setembro. Já o petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, avançava 2,28%, para US$ 92,48.

A suspensão das exportações foi adotada enquanto a China busca preservar o abastecimento do mercado doméstico. A restrição abrange regiões além de Hong Kong e Macau e foi determinada até novo aviso de Pequim. A estatal PetroChina também cancelou carregamentos de gasolina e combustível de aviação previstos para outubro.

A decisão ocorre em um momento de maior pressão sobre os mercados internacionais de combustíveis. A interrupção de exportações chinesas pode reduzir ainda mais a disponibilidade de diesel, gasolina e querosene de aviação, produtos para os quais a China possui grande capacidade de refino e participação relevante no abastecimento regional.

A medida também ocorre durante a semana de feriado nacional chinês, que se estende até 7 de outubro. Ainda não está definido quando Pequim voltará a autorizar os embarques para outros destinos. A decisão poderá depender da recuperação dos estoques internos e do nível de produção das refinarias.

Mercado enfrenta restrições na oferta

Os preços apresentaram forte volatilidade ao longo da sessão, chegando a cair mais de 1% no início dos negócios antes de recuperar as perdas e avançar cerca de 2%. Além da decisão chinesa, investidores acompanham os impactos das interrupções de produção e refino provocadas pelos conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia.

A oferta global de diesel também está mais restrita devido à redução da capacidade de refino após ataques relacionados às guerras no Oriente Médio e na Ucrânia. O cenário aumenta a pressão sobre governos que buscam medidas para conter o impacto da elevação dos preços dos combustíveis.

Nos Estados Unidos, o governo de Donald Trump pressionou Alemanha e França a utilizarem estoques emergenciais de diesel para ajudar a reduzir a pressão sobre os preços internacionais. A medida foi acompanhada da possibilidade de restrições às exportações de diesel norte-americano caso os estoques europeus não sejam utilizados para aliviar o mercado.

Tensões geopolíticas influenciam os preços

Além das restrições de oferta, investidores continuam acompanhando os esforços diplomáticos envolvendo Estados Unidos e Irã para buscar uma saída para o conflito na região. As negociações podem influenciar as expectativas sobre a disponibilidade futura de petróleo e derivados.

A suspensão chinesa, portanto, adiciona um novo fator de pressão ao mercado. Com menos derivados disponíveis para exportação, principalmente em um cenário de estoques reduzidos e capacidade de refino afetada por conflitos, os mercados de combustíveis permanecem sensíveis a novas interrupções na oferta.