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PF prende 34 pessoas em diferentes ações contra possível tentativa de compra de votos

Fonte: otempo.com.br | Data: 02/10/2026 08:35:54

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BRASÍLIA – A Polícia Federal (PF) prendeu em flagrante, na quarta (30/9) e quinta-feira (1º/10), 34 pessoas por corrupção eleitoral, em sete ações distintas realizadas durante a operação de fiscalização das Eleições 2026.

Em Roraima, um homem foi abordado com uma lista contendo nomes de eleitores e R$ 33.720 em espécie. “Os elementos colhidos indicam que os valores seriam utilizados para a prática de compra de votos”, diz a PF.

Já a segunda ação, também em Roraima, culminou na prisão em flagrante de 22 pessoas. Agentes identificaram suposto esquema de compra de votos. Cada eleitor teria recebido R$ 400.

Além dos responsáveis pela distribuição do dinheiro, também foram autuados os eleitores que admitiram ter recebido os valores. Todos foram levados para a Superintendência da PF em Roraima.

PF prende dois após saque de R$ 1,64 milhão 

Também na quinta-feira, mas em Manaus (AM), a PF prendeu em flagrante duas pessoas após saques em espécie que totalizaram R$ 1,64 milhão em uma agência bancária no centro da capital amazonense.

A ação ocorreu após informações recebidas pela Central de Denúncias Eleitorais, que apontavam saques de valores com possível destinação a práticas ilícitas relacionadas ao período eleitoral. 

A partir das informações, equipes da PF fizeram diligências que resultaram na abordagem e na prisão dos suspeitos.

“Todo o dinheiro sacado foi apreendido e será analisado no âmbito do inquérito policial, que busca esclarecer a origem, a movimentação financeira e a destinação dos recursos”, diz a corporação em nota.

Os investigados poderão responder pelos crimes que forem identificados no decorrer das apurações, incluindo eventuais ilícitos eleitorais.

Dinheiro com passageiro de avião no AM

No mesmo dia, também no Amazonas, uma equipe da PF encontrou dinheiro com passageiros de uma aeronave que partiria de Manaus com destino ao município de Borba (AM).

Durante a inspeção, os policiais localizaram R$ 27,8 mil em espécie, além de materiais de campanha eleitoral. Um homem foi levado para a Superintendência da PF em Manaus.

A corporação diz que um inquérito foi aberto para “esclarecer a origem e a destinação dos valores encontrados, bem como verificar eventual relação com possíveis ilícitos eleitorais”.

Três presos com R$ 700 mil no Piauí

Ainda na quinta, a PF prendeu, durante abordagem nas proximidades de uma agência bancária, em Picos, no Piauí, três homens que transportavam R$ 750 mil em espécie.

Após a diligência, os suspeitos foram levados para a Delegacia de PF em Picos, para a adoção dos procedimentos de polícia judiciária cabíveis.

“A investigação segue para esclarecer a origem e a destinação dos valores apreendidos, identificar eventuais envolvidos e apurar as circunstâncias do caso”, diz a corporação em comunicado.

Policiais apreendem R$ 400 mil em Mossoró

Também na quinta-feira, mas no Rio Grande do Norte, agentes da PF apreenderam R$ 400 mil em espécie, em Mossoró (RN). Há a suspeita de uso do dinheiro para compra de votos. 

Policiais federais confirmaram o saque do valor por uma pessoa diretamente vinculada a um candidato, que não teve o nome revelado pela PF. Além do dinheiro, foram apreendidos dois aparelhos celulares.

A ação contou com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU). A PF prossegue com as diligências para esclarecer os fatos e para verificar a eventual prática de crimes eleitorais.

Três presos em flagrante no Maranhão

Já no Maranhão, mas na quarta-feira, a PF prendeu três indivíduos pelos crimes de corrupção eleitoral e associação criminosa.

O flagrante foi feito por um equipe da Polícia Militar, em Coelho Neto (MA), após abordagem efetuada no povoado Santa Rita, na zona rural de Afonso Cunha (MA).

“A diligência ostensiva teve início após o recebimento de denúncias sobre condutas ilícitas de captação ilícita de sufrágio na localidade”, diz a PF em nota.

Em busca no carro de um dos suspeitos, os policiais militares apreenderam R$ 960 em espécie, cerca de 550 “santinhos” de candidato, bandeiras, adesivos, três terminais de telefonia móvel e um caderno com extensa anotação nominal de eleitores. 

“As anotações vinculavam a contagem de votos ao oferecimento e à promessa de bens e serviços, tais como consultas médicas e execução de obras”, afirma a PF.

“Diante dos elementos de autoria e materialidade apresentados, a autoridade policial ratificou a prisão em flagrante delito”, completa a corporação.

A PF ainda investiga o caso, “para delimitar a extensão do esquema criminal, identificar eventuais coautores ou partícipes, bem como determinar os beneficiários finais das condutas apuradas”.