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Mansão de 55 quartos ligada ao Titanic foi comprada por zero dólar após décadas de abandono; veja fotos

Fonte: oglobo.globo.com | Data: 03/10/2026 00:22:11

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Conhecida como o ‘último Versalhes americano’, Lynnewood Hall foi construída por um magnata do transporte e chegou a ter salão para mil pessoas

Conhecida como 'a última Versalhes americana', a mansão chamada Lynnewood Hall tem 55 quartos e 20 banheiros.
Conhecida como ‘a última Versalhes americana’, a mansão chamada Lynnewood Hall tem 55 quartos e 20 banheiros. — Foto: La Nacion

Uma mansão avaliada em mais de US$ 250 milhões, o equivalente a cerca de R$ 1,4 bilhão, guarda uma ligação direta com uma das maiores tragédias marítimas da história: o naufrágio do Titanic. Construída em uma área de 14 hectares nos arredores da Filadélfia, nos Estados Unidos, Lynnewood Hall foi encomendada por Peter Widener, magnata do transporte público e um dos homens mais ricos do mundo no início do século XX.

O projeto ficou a cargo de Horace Trumbauer, arquiteto conhecido por atender aos desejos grandiosos da elite americana. O resultado foi uma propriedade que, à época, simbolizava o padrão de luxo esperado pelos milionários americanos.

Conhecida como o “último Versalhes americano”, Lynnewood Hall tem 55 quartos e 20 banheiros, além de uma piscina coberta, um salão com pista de dança para mil pessoas e uma galeria de arte particular com obras de mestres europeus.

A mansão de 55 quartos ligada ao Titanic que acabou abandonada

Uma mansão abandonada, avaliada em mais de 250 milhões de dólares, tem uma ligação surpreendente com o Titanic. — Foto: La Nacion

Uma mansão abandonada, avaliada em mais de 250 milhões de dólares, tem uma ligação surpreendente com o Titanic. — Foto: La Nacion

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Uma mansão abandonada, avaliada em mais de 250 milhões de dólares, tem uma ligação surpreendente com o Titanic. — Foto: La Nacion

Um dos quartos localizados na ala norte da propriedade ainda conserva a mobília daquela época. — Foto: La Nacion

Um dos quartos localizados na ala norte da propriedade ainda conserva a mobília daquela época. — Foto: La Nacion

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Um dos quartos localizados na ala norte da propriedade ainda conserva a mobília daquela época. — Foto: La Nacion

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O salão com pista de dança para 1000 pessoas, que foi usado pela última vez como capela da Primeira Igreja Coreana. — Foto: La Nacion

O salão com pista de dança para 1000 pessoas, que foi usado pela última vez como capela da Primeira Igreja Coreana. — Foto: La Nacion

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O salão com pista de dança para 1000 pessoas, que foi usado pela última vez como capela da Primeira Igreja Coreana. — Foto: La Nacion

O corredor do porão que dava acesso às salas usadas por McIntire para seus seminários na escola religiosa. — Foto: La Nacion

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O corredor do porão que dava acesso às salas usadas por McIntire para seus seminários na escola religiosa. — Foto: La Nacion

Conhecida como "a última Versalhes americana", a mansão chamada Lynnewood Hall tem 55 quartos e 20 banheiros. — Foto: La Nacion

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Conhecida como “a última Versalhes americana”, a mansão chamada Lynnewood Hall tem 55 quartos e 20 banheiros. — Foto: La Nacion

Conhecida como o “último Versalhes americano”, Lynnewood Hall foi construída para o magnata Peter Widener, nos arredores da Filadélfia. A propriedade chegou a ter 55 quartos, 20 banheiros, piscina coberta e salão com pista de dança para mil pessoas

Widener escolheu a mansão como seu refúgio para os últimos anos de vida. Mas a propriedade acabou associada a uma tragédia que atingiria diretamente sua família. O empresário financiou 20% da construção do Titanic, mas não embarcou na viagem inaugural por causa da idade avançada.

Seu filho, George, a nora, Eleanor, e o neto, Harry, viajaram para a Europa para contratar um chef particular e decidiram voltar para os Estados Unidos a bordo do transatlântico. O Titanic atingiu um iceberg durante a viagem, e George e Harry morreram no naufrágio. Eleanor sobreviveu à tragédia.

A morte do filho e do neto abalou profundamente Peter Widener. Sua saúde se deteriorou e ele morreu três anos depois do naufrágio.

Seu filho mais novo, Joseph, herdou a mansão e permaneceu como proprietário até sua morte, em 1943. A partir daí, Lynnewood Hall entrou em um longo processo de decadência.

Décadas mais tarde, o líder religioso e radialista Carl McIntire transformou o imóvel em uma escola religiosa. A instituição acabou fechando em 1992, após declarar falência. Durante o período em que esteve no comando da propriedade, McIntire vendeu parte significativa do mobiliário histórico e realizou reparos superficiais, em vez de enfrentar os graves problemas estruturais do imóvel.

Quatro anos depois, em 1996, a Primeira Igreja Coreana de Nova York comprou a propriedade. Segundo relatos especializados, a congregação adquiriu a estrutura pelo equivalente a zero dólar, diante dos custos milionários necessários para recuperar o imóvel.

O salão que já recebeu eventos com capacidade para mil pessoas chegou a ser utilizado posteriormente como capela pela congregação.

Apesar de ainda conservar parte de sua estrutura e de elementos originais, Lynnewood Hall passou a apresentar sinais significativos de deterioração.

— É realmente lamentável que esta mansão, que antes era desejável e emblemática, tenha chegado a um estado de deterioração tão grande — afirmou Harry Cherry, agente imobiliário da Main Line Luxury, ao Daily Star.

Segundo Cherry, embora muitas das obras projetadas por Horace Trumbauer tenham resistido ao tempo, a localização de Lynnewood Hall já não corresponde às preferências das famílias ricas dos Estados Unidos.

— A localização de Lynnewood Hall não é a que as famílias abastadas procuram atualmente — afirmou.

A mansão que um dia representou o auge da riqueza americana permanece, assim, como um registro da transformação dos padrões de luxo e do declínio de uma das grandes propriedades construídas durante a chamada Era Dourada dos Estados Unidos.

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