Power bank no avião: regras de 2026 para a cabine
Fonte: spacemoney.com.br | Data: 03/10/2026 11:00:28
Carregadores portáteis não integram a bagagem que segue no porão. A determinação vale para voos comerciais e obriga o passageiro a manter o aparelho consigo na cabine. Antes de despachar, o viajante deve retirar o carregador da mala. Baterias reservas seguem a mesma orientação e não vão no compartimento inferior. A medida busca reduzir riscos ligados às células de lítio, usadas nesses equipamentos.
A regra brasileira de 2026 permite duas unidades por pessoa. Cada uma pode ter até 100 watts-hora sem consulta prévia. Para unidades que passam de 100 watts-hora, mas não chegam a 160 watts-hora, a companhia precisa liberar. Modelos que superam 160 watts-hora estão vetados em aviões de passageiros. A IATA recomenda que o item fique na cabine e protegido de impactos e curtos-circuitos. Operadoras podem impor critérios mais duros. Quem leva mais de um aparelho deve checar as condições da empresa antes de embarcar.
O risco vem das células de lítio, que podem superaquecer, entrar em curto ou causar fogo se forem danificadas. Na área de passageiros, a tripulação consegue agir rápido. No setor de carga, a detecção e o combate ao problema são mais difíceis. A cabine permite resposta mais rápida; o porão dificulta a identificação.
Muitos modelos trazem apenas a carga em mAh. A capacidade em mAh não substitui o watt-hora nas regras aéreas. Para converter, multiplica-se esse valor pela tensão da bateria e divide-se o total por mil. O resultado sai em Wh. Em células de lítio, a tensão nominal costuma ser 3,7 V. A recomendação é conferir a etiqueta e as normas da empresa antes de fechar a mala.