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A maior fabricante de trens do mundo ocupa antiga fábrica no interior de São Paulo e vai produzir 44 composições para o metrô

Fonte: oantagonista.com.br | Data: 03/10/2026 18:30:39

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Uma planta criada para fabricar trens voltou ao centro da indústria ferroviária brasileira. Em Araraquara, no interior de São Paulo, a chinesa CRRC ocupa as antigas instalações da Hyundai Rotem e prepara a produção de 44 novas composições destinadas ao Metrô de São Paulo.

Que fábrica a CRRC assumiu no interior paulista?

A unidade fica em Araraquara e foi construída originalmente pela sul-coreana Hyundai Rotem. Depois da saída da antiga operadora, a estrutura passou a ser usada pela CRRC, que encontrou no local galpões e instalações já preparados para a indústria ferroviária.

A Câmara Municipal de Araraquara informou em março de 2026 que a empresa já havia iniciado contratações mesmo antes da conclusão das novas linhas de produção.

A maior fabricante de trens do mundo ocupa antiga fábrica no interior de São Paulo e vai produzir 44 composições para o metrô
A maior fabricante de trens do mundo ocupa antiga fábrica no interior de São Paulo e vai produzir 44 composições para o metrô

Quantos veículos sairão da fábrica de Araraquara?

O contrato prevê 44 trens completos, cada um formado por seis carros. Isso representa um lote de 264 carros ferroviários produzidos para reforçar a frota metroviária paulista.

As novas composições terão capacidade para transportar até 1.800 passageiros e velocidade máxima de 100 km/h. A encomenda está ligada principalmente à expansão da Linha 2-Verde.

Por que a empresa é chamada de maior fabricante de trens do mundo?

A própria CRRC se apresenta como a maior fornecedora mundial de equipamentos de transporte ferroviário. O grupo possui mais de 170 mil funcionários e atua com trens de alta velocidade, metrôs, locomotivas, vagões e serviços ferroviários.

Em Araraquara, essa estrutura global será usada em uma fábrica que já nasceu voltada ao setor. A reutilização da planta permite aproveitar parte da infraestrutura existente enquanto as linhas específicas para os novos trens são preparadas.

  • Linha 2-Verde: receberá parte importante das novas composições.
  • Linha 1-Azul: também terá reforço de frota.
  • Linha 3-Vermelha: está incluída na distribuição dos novos veículos.
  • Araraquara: concentra a produção brasileira do lote.

Quanto dinheiro está envolvido na compra dos novos trens?

O contrato dos veículos foi divulgado pelo Governo de São Paulo na faixa de R$ 3,1 bilhões. Separadamente, o BNDES aprovou R$ 3,6 bilhões em financiamento para a aquisição das composições.

Os dois números não devem ser somados como se fossem dois lotes. Um corresponde ao contrato de fornecimento, enquanto o outro representa o financiamento aprovado para apoiar a compra dos veículos.

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Quando os novos trens começam a sair da fábrica?

As primeiras entregas estão previstas para 2027. Antes disso, a unidade precisa concluir a preparação industrial, receber equipamentos, validar projetos e entrar na produção seriada.

A encomenda recoloca Araraquara dentro de uma cadeia industrial que exige soldagem, montagem, sistemas elétricos, acabamento e testes. A antiga fábrica não apenas voltou a ter uma operadora: ela agora recebe um dos maiores lotes recentes de trens contratados para o metrô paulista.

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