CFM encerra III Fórum da Câmara Técnica de Oftalmologia e reforça a defesa do Ato Médico na refração
Fonte: portal.cfm.org.br | Data: 05/10/2026 09:30:30


Evento reuniu especialistas, juristas e representantes de órgãos fiscalizadores para debater a situação da refração no país e o combate ao exercício ilegal da medicina
O Conselho Federal de Medicina (CFM) realizou, nesta quarta-feira (30), o III Fórum da Câmara Técnica de Oftalmologia, em formato híbrido, com participantes presenciais na sede do CFM, em Brasília, e inscritos por videoconferência. O encontro, que teve como tema central a refração, promoveu debates importantes na valorização da especialidade, na segurança do paciente e na defesa do Ato Médico.
Em sua fala de encerramento, o coordenador do evento, Cleiton Cassio Bach, conselheiro federal suplente por Rondônia e, também, coordenador da Câmara Técnica de Oftalmologia do CFM, afirmou que a defesa do Ato Médico na refração “não é capricho corporativo”. Segundo ele, trata-se da “defesa da integridade física de cada cidadão brasileiro”.
Bach retomou a frase do oftalmologista Frederico Pena, que sintetizou os debates: “A oftalmologia brasileira está pronta”. O coordenador afirmou que o país tem médicos em número suficiente e uma capacidade instalada “moderna, robusta e extraordinariamente capilarizada”, no SUS e na rede privada. “O que falta é a decisão de gestão de integrar essa imensa capacidade instalada às carências do Sistema Único de Saúde por meio de contratualizações dignas e políticas públicas sérias”, disse.
A programação teve transmissão ao vivo e as palestras podem ser integralmente assistidas pelo canal do CFM no YouYube:
https://www.youtube.com/live/kQ2rtNeiEzg?si=pJgVg3fQWJKRUYuQ
O coordenador também rejeitou a criação de uma “medicina de segunda linha”. Para ele, oferecer um teste refrativo sem biomicroscopia, aferição da pressão intraocular e fundoscopia não é inclusão social. “Mascarar um glaucoma silencioso, a retinopatia diabética ou um tumor retiniano em troca de uma receita apressada de óculos é abandono assistencial”, declarou.
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