Asaas levanta R$ 300 milhões em FIDC para antecipação de recebíveis
Fonte: finsidersbrasil.com.br | Data: 05/10/2026 19:22:15
O Asaas, fintech de soluções financeiras para pequenas e médias empresas (PMEs), captou R$ 300 milhões em uma nova rodada de seu terceiro Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC). Segundo a empresa, os recursos vão financiar a antecipação de recebíveis de cartão de crédito de seus clientes. A empresa divulgou a operação nesta segunda-feira (5/10).
A rodada reúne R$ 280 milhões em cotas seniores, distribuídas a investidores. Além disso, outros R$ 20 milhões correspondem a cotas subordinadas, que o próprio Asaas mantém como uma camada adicional de segurança.
Recebíveis adiantados
Segundo a empresa, apenas em 2026, o Asaas já antecipou R$ 1,4 bilhão a clientes. Desde o início da operação, por sua vez, o volume chega a R$ 3,9 bilhões em recebíveis adiantados.
“Quando a antecipação ganha força, ela vira uma ferramenta de gestão. Na prática, o cliente usa para equilibrar entradas e saídas, pagar fornecedores, recompor estoque e atravessar sazonalidades”, disse João Vitor Possamai, CFO do Asaas, em nota.
A nova captação dá continuidade à trajetória iniciada em 2023. Naquele ano, a fintech estruturou sua primeira operação de FIDC, com montante que somou R$ 50 milhões. Depois, em agosto de 2025, o Asaas levantou mais de R$ 100 milhões em outra operação.
Com isso, a fintech amplia os recursos disponíveis para um produto sujeito às oscilações de liquidez do sistema financeiro. Além disso, a operação recebeu o rating máximo.
Receita e expansão
A captação ocorre enquanto a fintech busca ampliar suas receitas. Atualmente, a empresa soma mais de 300 mil clientes ativos e mais de 1.300 colaboradores em todo o Brasil.
Nesse contexto, a meta é ultrapassar R$ 1 bilhão em receita anual neste ano e superar R$ 2 bilhões até 2027.
Paralelamente, o Asaas fez aquisições e ampliou sua atuação entre 2025 e 2026. Em junho, a fintech decidiu investir R$ 150 milhões na compra da Helena CRM, especializada em automação de vendas dentro do WhatsApp.
Nesse caso, a lógica é chegar antes do pagamento, atuando na etapa em que o cliente ainda está sendo convencido a comprar.
Seguros e nova licença
Antes disso, em janeiro, a plataforma anunciou a compra da Mutuus e passou a atuar no mercado de seguros digitais. Com a aquisição, chegou à quarta operação do Asaas nos últimos cinco anos.
Além das aquisições, no começo do ano, a fintech recebeu autorização do Banco Central (BC) para operar como uma financeira. Com isso, migrou sua licença de Sociedade de Crédito Direto (SCD) para a de Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimento (SCFI).
Por sua vez, a mudança acompanha uma tendência entre fintechs que buscam se transformar em financeiras. Nesse modelo, os principais objetivos são diversificar as fontes de captação, reduzir custos e alongar prazos.