Balança comercial registra superávit de US$ 7,74 bilhões em setembro
Fonte: agro2.com.br | Data: 06/10/2026 17:07:15
A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,74 bilhões em setembro de 2026, resultado 146,4% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado.
O saldo foi formado por exportações de US$ 34,42 bilhões, que cresceram 12,9%, e importações de US$ 26,68 bilhões, com recuo de 2,4%.
A corrente de comércio, que reúne exportações e importações, alcançou US$ 61,10 bilhões no mês, alta de 5,6% na comparação anual.
Entre os setores exportadores, a Indústria Extrativa teve o maior crescimento em setembro, com avanço de 39,8% e vendas de US$ 9,44 bilhões. A Indústria de Transformação movimentou US$ 17,67 bilhões, alta de 5,3%, enquanto a Agropecuária exportou US$ 7 bilhões, crescimento de 4,8%.
Na Agropecuária, o resultado foi favorecido principalmente pelo aumento das vendas de cereais, café e soja. Na Indústria Extrativa, destacaram-se os embarques de minerais em bruto, minérios de cobre e petróleo. Já na Indústria de Transformação, cresceram as exportações de farelo de soja e outros alimentos para animais, óleos combustíveis e ouro não monetário.
Apesar do avanço geral, alguns produtos tiveram queda nas vendas externas. Entre eles estão milho, produtos hortícolas e sementes oleaginosas na Agropecuária; minério de ferro na Indústria Extrativa; e carne bovina, açúcares e veículos de passageiros na Indústria de Transformação.
No acumulado de janeiro a setembro, as exportações brasileiras somaram US$ 284,65 bilhões, alta de 10,4% sobre o mesmo período de 2025. As importações alcançaram US$ 222,26 bilhões, crescimento de 5%. Com isso, o saldo positivo da balança comercial chegou a US$ 62,40 bilhões, aumento de 34,8%. A corrente de comércio acumulou US$ 506,91 bilhões, avanço de 8%.
Exportações
No período, a Indústria Extrativa liderou o crescimento das exportações, com alta de 21,2%, seguida pela Agropecuária, que avançou 8,9%, e pela Indústria de Transformação, com aumento de 6,3%. Entre os produtos que mais contribuíram para o desempenho estão soja, algodão, minérios de cobre, petróleo, carne bovina, óleos combustíveis e ouro.
Nas importações, o cenário foi diferente entre os setores. Em setembro, as compras da Agropecuária cresceram 9,3%, para US$ 520 milhões, enquanto as da Indústria Extrativa aumentaram 7,4%, para US$ 1,21 bilhão. A Indústria de Transformação, que concentra a maior parcela das compras externas, registrou queda de 3,2%, totalizando US$ 24,79 bilhões.
Entre os principais parceiros comerciais, a China manteve a liderança no acumulado do ano. De janeiro a setembro, as exportações brasileiras para o país cresceram 12%, alcançando US$ 84,68 bilhões, enquanto as importações avançaram 9,9%, para US$ 58,62 bilhões. O comércio bilateral gerou superávit de US$ 26,05 bilhões para o Brasil.
No mesmo período, as vendas para a União Europeia aumentaram 20%, chegando a US$ 44,15 bilhões. O bloco gerou superávit de US$ 6,10 bilhões para o Brasil.
Já o comércio com os Estados Unidos apresentou déficit de US$ 4,33 bilhões entre janeiro e setembro. As exportações brasileiras para o mercado norte-americano recuaram 6,5%, para US$ 27,46 bilhões, enquanto as importações caíram 7,1%, totalizando US$ 31,79 bilhões.
Com a Argentina, as exportações brasileiras diminuíram 18,5% no acumulado do ano, para US$ 11,58 bilhões. As importações, por outro lado, cresceram 4,4%, chegando a US$ 9,95 bilhões, o que resultou em superávit de US$ 1,63 bilhão para o Brasil.