Comerciantes temem prejuízos com interdição da 13 de Maio antes do Círio
Fonte: belem.com.br | Data: 06/10/2026 17:06:23
Trecho bloqueado após desabamento dificulta acesso ao comércio e altera o fluxo de veículos na região
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A interdição da Travessa 13 de Maio, no centro de Belém, continua afetando o comércio local às vésperas do Círio de Nazaré. O bloqueio foi provocado pelo desabamento de parte de um prédio e dificulta a circulação de veículos, entregadores, trabalhadores e clientes.
Comerciantes relatam queda no movimento e prejuízos nas vendas, além de dificuldades para receber consumidores que dependem de carros e motocicletas para chegar aos estabelecimentos. A situação preocupa especialmente pela proximidade do Círio, período em que o comércio da região costuma receber mais consumidores.
A SEGBEL informou que reduziu de cinco para um os pontos de interdição existentes no perímetro e acompanha a situação para diminuir os impactos sobre a atividade econômica sem comprometer a segurança.
Segundo a secretaria, serviços de escoramento e estabilização do imóvel estão sendo realizados por uma empresa contratada pelo proprietário. A liberação da via dependerá da conclusão dos trabalhos e da avaliação de órgãos como o Corpo de Bombeiros e o Iphan.
A interdição de um trecho da Travessa 13 de Maio, no centro de Belém, continua afetando a circulação e o comércio local a poucos dias do Círio de Nazaré. O bloqueio foi instalado após o desabamento de parte de um prédio e tem dificultado a passagem de veículos, entregadores, trabalhadores e clientes que precisam chegar aos estabelecimentos da região.
Com a aproximação de um dos períodos de maior movimentação no comércio da capital paraense, comerciantes relatam prejuízos nas vendas e dificuldades para receber consumidores, enquanto aguardam o avanço dos serviços de estabilização do imóvel e uma definição sobre a liberação da via.
A situação também interfere na logística de estabelecimentos que dependem da circulação de carros e motocicletas. Segundo trabalhadores ouvidos pela reportagem, clientes que costumavam acessar a região de veículo passaram a enfrentar dificuldades para chegar aos comércios.
Bloqueio muda rotina de comerciantes
A interdição ocorre em uma área de intenso movimento comercial do centro de Belém. Para quem trabalha no entorno, o problema vai além da restrição ao trânsito: a dificuldade de acesso também pode afastar consumidores.
Trabalhadores da região relatam que o movimento dos estabelecimentos diminuiu desde o desabamento, principalmente pela dificuldade de chegada de clientes e pela alteração das rotas utilizadas por veículos.
A promotora de vendas Pamela Santiago, que trabalha em uma clínica odontológica próxima ao trecho interditado, relata que o bloqueio prejudicou a circulação de pacientes e consumidores. Segundo ela, estabelecimentos do entorno passaram a enfrentar dificuldades para manter o fluxo habitual de atendimento.
A trabalhadora também afirma que, até o momento, não havia percebido o início de obras de recuperação do imóvel, apenas a instalação de uma estrutura destinada a reduzir riscos relacionados à possibilidade de novos desabamentos.
Comerciantes temem impacto durante o Círio
A proximidade do Círio de Nazaré aumenta a preocupação entre os comerciantes. O período costuma provocar maior circulação de pessoas pelo centro da capital, impulsionando as vendas de diferentes segmentos.
O comerciante Deyvison Maia Monteiro, que trabalha na região há cinco anos, afirma que a interdição comprometeu o acesso de clientes que utilizam carros e motocicletas. De acordo com ele, a dificuldade para chegar aos estabelecimentos também pode fazer com que consumidores tenham a impressão de que o comércio da área está fechado.
A preocupação, portanto, é que o bloqueio permaneça durante um período estratégico para as vendas, quando comerciantes esperam aumento no movimento provocado pelas compras relacionadas ao Círio.
Entregas e circulação também são afetadas
Além dos consumidores, trabalhadores que dependem do trânsito para realizar entregas ou transportar passageiros também precisam lidar com mudanças nas rotas.
O comerciante João Batista afirma que quem acessa a região pela Travessa 13 de Maio, vindo da área da Rua Portugal, encontra o trecho bloqueado e precisa buscar caminhos alternativos.
Segundo ele, a alteração interfere no deslocamento para outras áreas do centro comercial, como as proximidades da 15 de Novembro, Padre Eutíquio e Campos Sales. A mudança também dificulta retornos e o acesso de veículos utilizados por clientes e serviços de entrega.
SEGBEL acompanha interdição
A Secretaria Municipal de Segurança, Ordem Pública e Mobilidade (SEGBEL) informou que acompanha a situação desde o início do bloqueio e adotou medidas para garantir a segurança de pedestres, trabalhadores e motoristas.
Segundo a secretaria, o número de pontos de interdição no perímetro foi reduzido de cinco para apenas um, em uma tentativa de diminuir os impactos sobre o comércio e a circulação sem comprometer a segurança da população.
A SEGBEL também informou que os serviços de escoramento e estabilização do imóvel são realizados por uma empresa privada contratada pelo proprietário da edificação. Conforme a secretaria, cabe ao responsável pelo imóvel adotar as providências necessárias para garantir a segurança da estrutura.
A liberação do trecho, no entanto, não depende apenas da conclusão desses serviços. De acordo com a secretaria, a circulação de veículos só poderá ser restabelecida após a avaliação das condições de segurança pelos órgãos competentes, entre eles o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o Corpo de Bombeiros.
Liberação da via depende de segurança
Enquanto a interdição permanecer, a orientação é que motoristas e demais usuários considerem as alterações de circulação na região e utilizem os caminhos alternativos disponíveis.
A SEGBEL afirma que continua avaliando medidas para reduzir os impactos da interdição sobre a atividade econômica do centro de Belém, mas ressalta que a segurança de pedestres, trabalhadores e condutores é o principal fator para definir a liberação do trecho.
Para os comerciantes, a expectativa é que os serviços avancem antes do aumento do fluxo de consumidores provocado pelo Círio. Até que haja autorização dos órgãos responsáveis, porém, a circulação de veículos continuará restrita no trecho afetado pelo desabamento.
FONTE: O Liberal
