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Renault Niagara entra em produção na Argentina e tem estreia prevista no Brasil em novembro com motor 1.3 turbo, opç�

Fonte: folhabv.com.br | Data: 07/10/2026 08:53:56

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A Renault Niagara entrou em produção na fábrica de Santa Isabel, na Argentina, e tem estreia comercial prevista no Brasil para novembro de 2026, segundo o Motor1. Apresentada como linha 2027, a picape substituirá a Oroch e terá configurações com tração dianteira ou integral para disputar espaço com a Fiat Toro.

A mudança amplia a atuação da marca entre as picapes intermediárias. O início da fabricação antecede a divulgação dos preços brasileiros e da composição definitiva das versões. A reportagem informa que mais de metade da produção deverá atender outros países, reforçando o papel exportador da unidade argentina.

Plataforma e dimensões aproximam a picape dos SUVs

Construída sobre a plataforma RGMP adaptada para picapes, a Niagara compartilha soluções com o Boreal. Segundo a Renault, mede 4,91 metros nas configurações 4×2 e 4,94 metros na 4×4, com 1,72 metro de altura. Esse porte exige considerar espaço de garagem e facilidade de manobra no uso urbano.

A fabricante informa suspensão traseira multilink, com molas, amortecedores e geometria específicos para o modelo. O conjunto faz parte da proposta de aproximar o comportamento da picape ao de um SUV, mas os comunicados não substituem avaliações independentes com diferentes cargas e condições de pavimento.

Motor turbo e duas opções de transmissão

O conjunto inicial utiliza motor 1.3 turbo de quatro cilindros, injeção direta e torque divulgado de 270 Nm, equivalente a aproximadamente 27,5 kgfm. Há câmbio manual de seis marchas e transmissão automatizada de dupla embreagem, também com seis relações e embreagens banhadas a óleo.

A potência ainda apresenta divergências entre os materiais consultados. O Motor1 informa 156 cv com gasolina e 160 cv com etanol, enquanto a página brasileira da Renault anuncia 158 cv. Sem uma ficha brasileira consolidada por versão e combustível, esses números não permitem estabelecer uma especificação única.

Na tração integral, o sistema prioriza as rodas dianteiras e aciona o eixo traseiro conforme a necessidade de aderência. A Renault descreve gerenciamento automático da distribuição de força, acompanhado de proteções de aço sob a carroceria. Isso não significa que todas as configurações terão equipamento idêntico para uso fora do asfalto.

Caçamba de 938 litros e cobertura rígida

A página brasileira anuncia caçamba de 938 litros, capacidade de carga de até 654 kg e reboque de 710 kg. São medidas distintas: litros indicam volume disponível, enquanto quilogramas expressam limites de massa. Uma carga volumosa pode ocupar o compartimento inteiro sem atingir o peso máximo, ou ocorrer o contrário.

A Renault também apresenta cobertura rígida com trava. Para quem transporta ferramentas ou bagagem, o fechamento acrescenta uma barreira ao acesso ao compartimento. Antes de definir a utilização profissional, será necessário conferir no manual os limites aplicáveis à configuração comprada e às condições de reboque.

Duas telas e assistências à condução

Na cabine, a Renault Niagara oferece painel digital e central OpenR Link de aproximadamente 10 polegadas cada. A página nacional destaca Google integrado, incluindo Gemini, além de banco do motorista com ajuste elétrico e console com compartimento refrigerado. A distribuição desses equipamentos entre as versões brasileiras ainda precisa ser detalhada.

O material técnico também apresenta controle de cruzeiro adaptativo com Stop&Go, frenagem automática de emergência, assistência de permanência em faixa e câmera 360°. São recursos voltados a situações diferentes: acompanhamento do trânsito, intervenção diante de risco de colisão e visualização do entorno durante manobras. A presença dessas funções não dispensa a supervisão do motorista.

Híbrida fica para uma etapa posterior

A versão híbrida é prevista para 2027, segundo o Motor1, mas não integra a oferta inicial descrita. Consumo homologado, aceleração e preços definitivos ainda faltam no material consultado. Esses dados serão decisivos no lançamento brasileiro para avaliar o custo de uso e comparar a Niagara com suas concorrentes.