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Hospital toma decisão após polêmica envolvendo médica e pacientes

Fonte: baccinoticias.com.br | Data: 07/10/2026 10:54:14

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A médica ginecologista e obstetra Marcella Segato de Sousa Melo foi afastada do Hospital Municipal da Mulher e Maternidade Célia Câmara, em Goiânia, e não deverá retornar às atividades na unidade. A decisão ocorreu após a divulgação de mensagens enviadas por ela em um grupo privado de médicos, nas quais teria orientado que pacientes não recebessem alta durante o fim de semana das eleições por suposta preferência política. O hospital informou que abriu uma apuração interna sobre o caso e reforçou que opiniões políticas pessoais não devem interferir na assistência médica.

Imagem ilustrativa (Foto: reprodução)
Imagem ilustrativa (Foto: reprodução)

A médica ginecologista e obstetra Marcella Segato de Sousa Melo foi afastada das funções no Hospital Municipal da Mulher e Maternidade Célia Câmara, em Goiânia, e, segundo a direção da unidade, não deverá voltar a atuar no local. A decisão ocorreu após a divulgação de mensagens atribuídas à profissional em um grupo interno de médicos durante o período eleitoral.

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Mensagem no grupo (Foto: reprodução)

Nas conversas, a médica teria orientado colegas que trabalhariam na enfermaria durante o fim de semana das eleições a não concederem alta aos pacientes. A justificativa apresentada na mensagem fazia referência à suposta preferência política da maioria das pessoas internadas.

O hospital informou que o conteúdo compartilhado no grupo tinha caráter pessoal e não representava a posição da instituição. A direção também reforçou que decisões relacionadas à permanência ou à alta de pacientes devem considerar exclusivamente critérios médicos, técnicos, éticos e de segurança.

“A profissional foi afastada da escala e não retornará [às atividades]”, informou o Hospital Municipal da Mulher e Maternidade Célia Câmara.

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Mensagens foram enviadas em grupo privado

A direção do Hospital Municipal da Mulher e Maternidade Célia Câmara confirmou que a orientação atribuída à médica Marcella Segato de Sousa Melo foi compartilhada em um grupo privado de WhatsApp destinado aos profissionais da unidade.

A administração informou ainda que a conduta da médica será analisada internamente. Em posicionamento oficial, o hospital ressaltou que opiniões e preferências políticas manifestadas individualmente pelos funcionários não devem influenciar os procedimentos adotados no atendimento.

A médica também passou a ser alvo de uma representação encaminhada ao Ministério Público Federal (MPF) após a repercussão das mensagens compartilhadas no grupo interno de profissionais.

O conteúdo das conversas teria chegado às mãos do advogado Alan Henrique Silva Marques por intermédio de um médico interno que trabalhava sob a supervisão de Marcella. Por receio de possíveis consequências, o profissional optou por não ter a identidade divulgada.

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Mensagens são enviadas às vésperas das eleições

As mensagens atribuídas à médica foram compartilhadas na última sexta-feira (02), véspera do primeiro turno das eleições. Segundo o conteúdo divulgado, a profissional teria relacionado a liberação dos pacientes internados à suposta orientação política deles e afirmado que grande parte seria formada por eleitores do PT.

A orientação teria sido encaminhada por meio de um grupo de WhatsApp utilizado por médicos do Hospital Municipal da Mulher e Maternidade Célia Câmara. A mensagem, enviada por volta das 16h58, era direcionada aos profissionais escalados para os plantões do sábado (03) e domingo (04).

Na conversa, Marcella teria recomendado que nenhum paciente recebesse alta durante o domingo, justificando a determinação com a preferência partidária que atribuiu aos internados.

“Boa sexta a todos. Quem estiver na enfermaria no domingo, não é para dar alta para ninguém, a maioria é petista”, escreveu.

O episódio passou a ser analisado também pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego). Em comunicado, a entidade informou que as denúncias contra a profissional estão sendo investigadas em procedimentos que tramitam sob sigilo, conforme previsto pelas normas que regulamentam os processos ético-profissionais da categoria.

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