Se eleito presidente, Flávio Bolsonaro pode indicar filha de Luiz Fux para a vaga do pai no STF – Bahia Notícias
Fonte: bahianoticias.com.br | Data: 07/10/2026 18:37:00
A desembargadora Marianna Fux, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, pode vir a ser escolhida pelo candidato Flávio Bolsonaro (PL) como ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) para a vaga de Luiz Fux, que se aposentará em abril de 2028. Marianna é filha do ministro do STF.
A informação foi dada nesta quarta-feira (7) pela coluna da jornalista Juliana Dal Piva, no site ICL Notícias. Como lembrou a colunista, Marianna Fux tomou posse no TJ-RJ em 14 de março de 2016, aos 35 anos, em uma vaga destinada à advocacia pelo quinto constitucional. Ela se tornou, na ocasião, a magistrada mais jovem a ser nomeada.
A escolha da filha do ministro Luiz Fux se deu por meio de um processo que durou um ano e meio e foi marcado por contestações. Em setembro de 2014, a candidatura foi impugnada sob a acusação de que Marianna não tinha comprovado dez anos de exercício da profissão, mínimo exigido para a vaga.
De acordo com o site ICL Notícias, o primeiro documento apresentado para atestar a atuação, enviado pelo escritório em que ela trabalhava, foi rejeitado. Depois, porém, a candidatura dela foi liberada.
Uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo mostrou, em 2013, que, à época, a atuação dela registrada no TJ-RJ não passava de seis processos, um sobre extravio de bagagem e os demais sobre espólio e dano moral. Naquela época, Marianna tinha no currículo a graduação em Direito pela Universidade Cândido Mendes e um curso de extensão de quatro meses na Fundação Getulio Vargas.
Em 7 de março de 2016, Marianna foi a mais votada pelos desembargadores para a lista tríplice, com 125 de 180 votos. O então governador Luiz Fernando Pezão nomeou a filha de Fux cerca de duas horas depois da votação.
Caso seja eleito presidente no segundo turno, em 25 de outubro, Flávio Bolsonaro terá, no mínimo, três indicações de ministros do STF. A primeira seria a vaga deixada pela aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou o advogado-geral da União, Jorge Messias, para o cargo. Messias, entretanto, teve sua indicação rejeitada no plenário do Senado por falta de votos suficientes.
Especula-se que para essa vaga, Flávio Bolsonaro já teria decidido indicar um antigo amigo do ex-presidente Jair Bolsonaro, o ministro Jorge Oliveira, do Tribunal de Contas da União (TCU). Oliveira foi ministro da Secretaria-Geral da Presidência no governo Bolsonaro, de 2019 a 2020, e depois foi indicado ao TCU.
Após essa escolha viria, portanto, a indicação de Marianne Fux para a vaga que será deixada aberta após a aposentadoria do pai, ministro Luiz Fux.